Catequéticas Fundamental, Pedagogia Catequética, Meios de Comunicação Social, Biblia e Jesus Cristo- ISCRA - Aveiro. Espaço de partilha e saber sistemático

Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Participação de Luisa Sofia Pinheiro



1- Características fundamentais da pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC)

R: Características fundamentais da pedagogia de Deus na Revelação aplicáveis à pedagogia catequética são as seguintes:
- olhar os acontecimentos não por acaso, mas vendo neles "fotos" da revelação de Deus, aquilo que Deus quer comunicar, como puro dom;
- deixar-se envolver pelas suas Palavras de vida e entrar num diálogo intimo, deixar-se tocar por Deus na fé e acreditar que Ele se serve das realidades concretas e pessoas para se revelar, dar a conhecer;
- deixar-se moldar/converter progressivamente por Deus Pai de misericórdia, tornar-se próximo dos outros, comungando as suas esperanças, dores e alegrias e como Jesus favorecer o encontro com Deus Trindade.
Na sua missão (pedagogia) o catequista não pode esquecer o dom que Deus confere a cada um. A iniciativa do encontro é sempre d'Ele. Ele revela-se a quem quer, a quem abre as portas do seu coração. O catequista habituado a escutar, "interpreta", vai desvelando o que Deus quer e deseja. Lê os sinais como chaves que abrem ao encontro/comunhão com Ele.
4- Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização.

R: Partilhar, aproximar-se de realidades/tradições, jeitos de ser de uma cultura, isso supõem que haja respeito, atenção e compreensão e a isto denominamos inculturação. Mas, inculturação não supõem que se compactue com o que se desvie da dignidade e integridade da pessoa humana. Pelo contrário, deve-se enaltecer a solenidade de costumes, princípios, normas, hábitos que são humanizantes.
Assim, inculturação no processo pedagógico catequético da encarnação é fundamental, porque nos ajuda a perceber, a descobrir onde e como poderá a Boa Nova de Jesus com ajuda da acção do Espírito Santo fazer-se presente, tornar-se "convidada" desejada e, por outro lado trabalhar-se "questões/fraquezas/sofrimentos" aspectos que carecem salvação. A inculturação é como que a fechadura da chave da encarnação. Não se pode "trabalhar" anunciar fora da realidade, de realidades. A diferença entre a inculturação e a evangelização é a seguinte:
- na primeira procura-se perceber, entender a maneira de ser de uma cultura, colmatar necessidades, trabalhar a dimensão humana e até poder ficar só por aí;
- na evangelização "procura-se" que o "povo", a pessoa conheça Jesus o Senhor, adira a Ele pela fé/confiança, viva em esperança/conversão, pratique a caridade/serviço, que se conheça a si mesma, viva segundo os valores do evangelho, viva o mandamento do amor. Procura-se ainda ajudar a ler a história/acontecimentos de cada um/a à luz da Palavra de Deus e acolhe-la no íntimo.


9- Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pró-activo da Catequese de Adultos como 1ª necessidade de formação catequética nas paróquias.


Emergência educativa da fé nos mais crescidos…mais próxima…é possível?
Assiste-se a uma "corrida" ao ensino a distância que forma milhares de cristãos e que assim continue, pois é sinal de que os leigos tem consciência de que a sua formação cristã precisa de ser esclarecida e aprofundada e, vivida no dia-a-dia com razões de ser. É bom perceber que nesta formação que fazem, descobrem que o importante não é só aprofundar conhecimentos acerca "de", mas sim e sempre mais o conhecimento da pessoa de Jesus Cristo e o seu Evangelho.
Tem-se assistido a grandes saltos na formação dos adultos, vemos em muitas paróquias a catequese de adultos não à "distância" mas perto das suas casas. Porém, o cenário em muitas paróquias como primeira prioridade de formação catequética aos adultos ainda continua bem distante se não ausente. Como é possível que crianças saibam muito mais de Jesus que os próprios pais, vivam mais mergulhados no mistério da salvação que os crescidos? O que se passa? Que está acontecer? Mil razões não chegam para justificar o que vai sucedendo. Quem ousa ir ao encontro dos que já nem sabem o caminho até a Igreja, não sabem rezar em família, …? Vamos acusá-los de preguiçosos/pagãos/mal intencionados? Ou vamos com coração simples, de crianças "filhos" ao encontro dos mais crescidos que precisam de se sentir acolhidos e estimados pelos seus irmãos na fé. Não podemos continuar a deixar morrer Deus/Amor no coração dos mais crescidos das nossas paróquias. Ousemos os caminhos da confiança, conversão, do acolhimento riscando os preconceitos e fazendo festa com os pequenos grandes que esperam uma gota de água do rochedo que é Jesus Cristo em suas vidas, mas não a "distância", próximo das suas casas, dos momentos mais significativos das suas vidas. O ensino próximo poderá formar/transformar milhares de corações adultos.



17- Importância da comunicação existencial na catequese.

R: Um catequista em catequese deve dar importância a comunicação existencial. Isto porque a catequese sendo meio que favorece o encontro de si com o Outro, com os outros e consigo próprio, não pode descurar a comunicação pessoal, esta comunicação que nos faz ser nós mesmos e autênticos. Deve-se proporcionar um clima de confiança de partilhar sem medo de que aquilo que se diz não é bem aceite pelo grupo. Não podemos limitar-nos a dar simplesmente informações transmitir conhecimentos, mas sim partilhar (vida e fé) e contagiar neste clima de comunicação, para que todos possamos crescer como pessoas adultas na fé e na relação uns com os outros.




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