Nossas entranhas, mulheres,
Berços de embalar o Amor,
Sendo rasgados por infinda dor.
Para mostrar à luz do dia
Não tristeza, mas alegria!
Não cadáveres, mas crianças!
Não mortes, mas esperanças!
Mulher, reflecte bem!
Sociedade humana também!
Há males que vêm por bem.
Porém chega de abortar
Tantos planos do Senhor!
Também ele se poderá cansar,
Da banalidade de tanta dor...
É que em tanto sofrer...
Não se conseguiu aprender!
Peçamos pois a Deus Sua intervenção
Para resolver tal questão.
Homens, talvez o Senhor chame por vós
Já não mais pelas mulheres,
(Oh! Seres criados para a afeição.
Esmagados por tanto deveres, afazeres e prazeres...!)
Dizei homens, dizei vós não!
E não profaneis os tesouros
Onde Deus pôs o dom da Vida.
Preferi vós morrer mártires!
Travai trama tão infanticidacida!
Sede pois vós os defensores da Vida,
Os seus grandes obreiros,
Tende, nesta hora, o lugar de timoneiros
E como? -Perguntareis.
Acabai já com o vil negócio da pomografia,
Que vos transforma em autênticos canibais
Violentando de mulheres filhos e filhas,
E àquelas em hienas bem frias
Capazes de matar suas próprias criam
Que nem os outros animais,
Regendo a vida humana os vis instintos
Em vez do Amor e outras vias
Que deverão preparar-nos para responsáveis PAIS!
Recolha de Maria da Piedade Gregório
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