Catequéticas Fundamental, Pedagogia Catequética, Meios de Comunicação Social, Biblia e Jesus Cristo- ISCRA - Aveiro. Espaço de partilha e saber sistemático

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Participação Ana Maria Pinheiro Pereira

Ana Maria Pinheiro Pereira
Unidade Didáctica 1
01
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista - ele é o envelope, o convite real de J. C.) a publicar na blog.
As características fundamentais da pedagogia de Deus e que são aplicáveis à pedagogia catequética são:
A) A Pedagogia de Deus
Ao longo da História, através da Tradição e, especialmente, a Sagrada Escritura apresentam-nos os traços fundamentais da pedagogia de Deus, na Revelação, como um Pai que se manifesta misericordioso e mestre sem deixar de ser simultaneamente terno e firme (Os 11,3-4); um Deus que acolhe o homem como é, nas condições que se encontra, adaptando-se às mais diversas realidades, idades e situações concretas da vida; Ele liberta-nos dos vínculos do mal, atrai-nos a si com laços de amor, faz-nos crescer progressiva e pacientemente até à maturidade de filho livre e fiel; educa-nos mediante os acontecimentos tristes e alegres da vida, transformando as provas da vida e os sofrimentos em lições de sabedoria; entrega-nos uma mensagem de instrução e de prudência que se vai transmitindo de geração em geração, especialmente, através da catequese. A tarefa do catequista é proporcionar o verdadeiro encontro da pessoa com Deus, o que significa proporcionar-lhe que ela faça da sua relação com Deus uma relação pessoal e central, para se deixar guiar por Ele.
B) A Pedagogia de Cristo
Esta, consiste em que, na plenitude dos tempos, Deus enviou à humanidade, o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, Salvador. Os discípulos viveram esta experiência de Cristo, como Filho de Deus, através das suas palavras, sinais e obras presentes nos Evangelhos: o amor pelos pobres, marginalizados e pecadores como, pessoas amadas e queridas por Deus, o anúncio do Reino de Deus, entre outros, convidava os discípulos a segui-Lo de forma integral, radical e sem nostalgia. Cristo entregava-lhes a sua pedagogia da fé como plena participação na sua causa e no seu destino.
C) A Pedagogia da Igreja
É uma continuação da Pedagogia de Deus e da Pedagogia de Cristo. Ela “sendo nossa Mãe, é também educadora da nossa fé (CIC 169). São estas as razões profundas pelas quais a comunidade cristã é, em si mesma, uma catequese viva. Anuncia e celebra por aquilo que é, realiza e permanece sempre como o lugar vital indispensável e primário da catequese. A Igreja produziu ao longo dos séculos, um incomparável tesouro de pedagogia da fé: o testemunho de catequistas e santos; uma variedade de vias e formas originais de comunicação religiosa como: o catecumenato, os catecismos, os itinerários da vida cristã; um precioso património de ensino catequético, de cultura da fé, de instituições e de serviços da catequese. Todos estes aspectos fazem a história da catequese e entram, de pleno direito, na memória da comunidade e na prática do catequista (DGC 139-141).

Que desafios foram colocados no primeiro seminário da disciplina de Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social ?

Depois de uma reflexão ao contexto político, económico e social actual a Igreja confronta-se, entre outros, com o secularismo e materialismo presentes e consequentes de uma sociedade em profundas mudanças. O Kerigma ou Boa Nova é um desafio para todos os cristãos, especialmente, aqueles que são chamados a dar testemunho de fé, em Jesus Cristo, através dos diversos serviços pastorais, especialmente, na pastoral catequética.O nosso primeiro seminário lançou-nos alguns desafios: o catequista tem que se sentir cativado e estabelecer uma relação pessoal e integral com Cristo; esta relação de fé, transbordante, leva-o a acolher o convite de Jesus, tornar-se seu discípulo na Igreja e no mundo actual; os problemas actuais e reais das nossas comunidades não nos devem deixar indiferentes; o catequista deve ser uma presença viva, ao jeito de Jesus, diante dos seus catequizados de forma que estes, pelo seu ser e agir, possam conhecer, amar e seguir Jesus “caminho, verdade e vida”; o catequista deve sentir necessidade de adquirir formação integral de modo a poder dar uma resposta, concreta e pontual, às exigências reais das nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos; deve ser uma pessoa orante, de fé, uma personalidade madura, que desperta confiança, activo, criativo, dinâmico, aberto à mudança, que saiba comunicar, generoso, humilde, acolhedor, tolerante, compreensivo, que saiba escutar, coerente, responsável, maduro, esclarecido, social, versátil, interessado, inovador, que sabe valorizar o outro e trabalhar em equipa, que está actualizado e em sintonia com o pensar da Igreja sobre a doutrina e os problemas sociais actuais...
Sinto-me sensibilizada para o problema da pouca formação integral dos adultos e desmotivação para a aquisição da mesma, apesar de, actualmente, já existirem diversas oportunidades promovidas pela pastoral paroquial e diocesana.

04
Relacione a inculturação com o processo catequético da Encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. A publicar no blog

A catequese, assumindo a pedagogia da Encarnação que Deus utilizou na História da Salvação, apresenta-se como uma acção da igreja que abre as expectativas humanas à transcendência.
A Encarnação do Filho de Deus aconteceu na história, num tempo e espaço concretos. Jesus tornou-se homem no seio de uma família, de uma comunidade civil e religiosa. Ao anunciar a Boa Nova utilizou os meios e linguagem próprios da cultura inserida. Não impôs, encarnou e anunciou. Assim, por inculturação entende-se tudo o que engloba o esforço por conhecer a realidade de uma cultura, aceitar a mesma e utilizá-la como instrumento ao serviço da Evangelização. A “inculturação” da fé, através da qual se assumem, num intercâmbio ”todas as riquezas das nações, herança de Cristo”, é um processo profundo e global e um caminho lento (DGC 109). A Evangelização ou anúncio do Kerigma só acontece de forma positiva se esta estiver inserida dentro da cultura, ou seja, pela inculturação (EN 20).
Por Evangelização entendemos que a Igreja “existe para evangelizar”, isto é, para levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e, pelo seu influxo, transformá-las a partir de dentro e a tornar nova a própria humanidade” (DGC 46). O mandato missionário de Jesus comporta vários aspectos intimamente conexos entre si: “proclamai” (Mc16,15), “fazei discípulos e ensinai”(Mt28, 19-20), “sereis minhas testemunhas” (Act1,8), “baptizai” (Mt28,19,”fazei isto em minha memória” (Lc22,19), “amai-vos uns aos outros” (Jo15,12). Anúncio, testemunho, ensinamento, sacramentos, amor ao próximo, fazer discípulos. Todos estes aspectos são vias e meios para a transmissão do único Evangelho e constituem os elementos da Evangelização.
O Directório Geral da Catequese refere as tarefas da catequese que dizem respeito à Inculturação da Fé e formam um conjunto orgânico: conhecer em profundidade a cultura das pessoas e o grau de penetração nas suas vidas; reconhecer a presença da dimensão cultural no próprio evangelho, afirmar que este não nasce de qualquer húmus cultural, reconhecer que o Evangelho não pode ser isolado das culturas nas quais se inseriu ao princípio e depois se exprimiu ao longo dos séculos; anunciar a transformação profunda, a conversão que o Evangelho realiza nas culturas, enquanto força “transformadora e regeneradora” (CT 53), testemunhar a transcendência do Evangelho em relação à cultura e, ao mesmo tempo, discernir os gérmens evangélicos que nela possam estar presentes; promover uma nova expressão do Evangelho segundo a cultura evangelizadora visando obter uma linguagem de fé que seja património comum entre os fiéis e portanto, factor fundamental de comunhão; manter íntegros os conteúdos da fé da igreja e procurar que a explicação e o esclarecimento das fórmulas doutrinais da Tradição sejam propostas tendo em conta a situação cultural e histórica dos destinatários, evitando sempre mutilações e falsificações de conteúdos.
A catequese deve adaptar-se às realidades concretas de cada paróquia. Só assim produzirá frutos em abundância.
09
Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pró-activo da catequese de adultos como primeira necessidade de formação catequética nas paróquias. A publicar na blog

A pedagogia activa , na catequese, busca a actividade e a “criatividade” das pessoas considerando-as como sujeitos activos de sua própria formação. “Na vida cristã ordinária, os crentes estão chamados a dar uma resposta activa, pessoal e em grupo, ao dom de Deus por meio da oração, da participação nos sacramentos e nas demais acções litúrgicas, no compromisso eclesial e social, no exercício da caridade e na promoção dos grandes valores.” (DGC 157). Esta pedagogia activa e seu desenvolvimento é uma necessidade para a formação catequética nas nossas paróquias. Actualmente, constatamos que existem adultos que exercem diversos ministérios na pastoral catequética, litúrgica, familiar, social, etc., sem a devida formação, conhecimento e sensibilização. É urgente alertar os cristãos para a necessidade de adquirirem mais conhecimento teológico, cristológica, dogmático, sociológico, entre outros. Em adultos, temos uma capacidade e visão, diferentes, destas realidades. Através da catequese de adultos (desenvolvimento activo) estes, no futuro, poderão formar outros (desenvolvimento pró-activo). Também nas famílias mais jovens, a catequese de adultos torna-se uma necessidade. Os pais não conseguem compreender, valorizar e incentivar a catequese das nossas crianças, adolescentes e jovens. O antropocêntrismo, o secularismo e o materialismo são alguns dos factores que contribuem para a desvalorização do aspecto religioso no ser humano. É necessário e urgente educar e catequizar para a importância da formação integral do homem: corpo e alma. E que pela sua complexidade tende para o transcendente.
Só conseguiremos alcançar estes objectivos quando conseguirmos envolver pais e catequizandos de uma forma activa, livre, responsável, criativa e dinâmica.

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Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social

“Ajude os pobres. Não lhes dê dinheiro.”
Este slogan inquietou um leigo aveirense que passou pelas estradas de Madrid e deu o seu testemunho no dia de Abertura do Ano Pastoral da diocese de Aveiro (5/10/2007).
Possível encontro de catequese na adolescência:
A) Experiência humana: utilizar as novas tecnologias (Power point), passar imagens de pessoas, mostrando a pobreza real e actual da nossa sociedade; deixar que os catequizandos partilhem as vivências e experiências de pobreza ou falta dela.
B) Palavra de Deus: Bem-aventuranças (Lc 6, 20-26). Jesus acolhe a todos, não olha às condições sociais, olha a pessoa no seu todo, de forma global; a riqueza material não é a única fonte de felicidade; as realidades terrenas, vividas com pleno sentido, têm sempre uma finalidade de vida. Enfrentar a vida com entusiasmo, olhar além da vida terrena.
C) Expressão de Fé: olhar o pobre com respeito, com amor e carinho. Não marginalizá-lo. Tentar saber as realidades concretas. Informar, o mesmo, das possíveis ajudas materiais através das Instituições de Solidariedade Social (IPSS).
Sensibilizar que, quem pede nem sempre pede o que precisa. O dinheiro é necessário, mas, muitas vezes, o que leva à pobreza actual tem origem em outros motivos.
Na Festa de Natal dos Sem Abrigo, organizada pela Câmara Municipal de Aveiro, o Grupo de Catequese do 7º ano representará uma peça de Natal, “Jesus ama os Pobres”, como forma de levar a mensagem de alegria e esperança do Natal aos menos favorecidos da nossa sociedade. Além disto, os catequizandos, durante o tempo de Advento, serão solicitados a renunciar a alguns doces para, ter algo, com que partilhar com os Sem Abrigo.

Meios de Comunicação Social
Unidade Didáctica 1
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Importância da comunicação existencial na catequese. A publicar na blog
A comunicação existencial possui a novidade da mensagem: tem a força e o testemunho da vida.
Como catequistas aspiramos à comunicação existencial, porque sabemos que não pretendemos apenas informar os nossos catequizandos, mas, queremos ir mais além: partilhar e contagiar através da comunicação.
A comunicação existencial é o mais profundo, distinto, nobre e elevado dos níveis de comunicação. Ela abrange o ser humano de forma global, leva-o a sair de si mesmo e alcançar o mais elevado: viver em função do outro e, através deste, realizar-se em pleno. Desta dualidade, resulta a felicidade pessoal e social.
Somente quando estas realidades abrangerem os nossos catequistas podemos esperar frutos na nossa pastoral catequética. Porque a Boa Nova de Jesus Cristo só chegará “até aos confins do mundo” ou “ao coração das nossas paróquias” quando encontrar acolhida o espírito de missão nos nossos catequistas.
A pastoral catequética deve envolver-nos, inquietar-nos e entusiasmar-nos. O futuro, desta, está em nossas mãos.
Jesus Cristo, ontem, Hoje e Amanhã continua a ser uma realidade abrangente, aberta à comunicação. E esta deve estar ao serviço da Evangelização.

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Tema 5: Os meios audiovisuais à distância
Em catequese quais os desafios da internet, nas suas demais valências. A publicar na blog


A internet laça grandes desafios à Pastoral Catequética, porque através das suas valências (blogs, newgroup, foros de discussão, grupos de debate on-line, criação da página web para os grupos de catequese, etc.) pode levar, de uma forma virtual, a Boa Notícia de Jesus Cristo às diversas realidades e situações.
A catequese, como caminho de fé, no seu processo de aprendizagem abrange o ser humano no seu todo. Este, interage aos mais diversos níveis. As novas tecnologias, especialmente o computador revolucionou os meios de comunicação social pela sua capacidade de abranger texto, imagem e som num único meio de comunicação.
As nossas crianças, adolescentes e jovens, em parte, vivem em função e dependentes destes instrumentos comunicativos.
A catequese não pode ficar alheia a esta realidade. É necessário e urgente que os catequistas se sintam sensibilizados e estimulados para beneficiarem dos aspectos positivos que a internet pode contribuir colocando-a ao serviço da Evangelização.



Unidade Didáctica 2
Tema 1. Aprendizagem Significativa
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Segundo os estudos de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? A publicar na blog

Os três conteúdos na relação educativa segundo Franta são:
A) O Controle entendido pela capacidade ser guia para o educando. O educador deve superar tanto o método autoritário, como o não autoritário ou o laxista. Os extremos nunca dão bons resultados na educação.
B) A emotividade é a atitude capaz de favorecer a criação de um contacto positivo sócio-afectivo através da transmissão de uma sensação positiva do valor do outro. A emotividade, com maturidade psicológica, leva o educador a estabelecer uma relação positiva de aceitação do outro, de estima e cordialidade.
C) A Autenticidade na relação educativa está fortemente ligada, também, à transparência comunicativa: a liberdade expressiva, a confiança, a responsabilidade. Somente os educadores autênticos se podem afirmar de forma confiante e responsável diante do grupo.
A catequese envolve pessoas totalmente diferentes aos mais diversos níveis. Semanalmente, preparamos os encontros de catequese. Estes nem sempre decorrem da forma que os planeamos. É necessário que o catequista/educador tenha a maturidade física e psicológica para agir a possíveis reacções e conflitos, mantendo a neutralidade frente a pessoas e situações. A emotividade leva o educador a valorizar cada educando com o objectivo fundamental de que, este cresça, e se desenvolva de forma global. Esta dinâmica só acontece se o educador possuir as atitudes de autenticidade e confiança necessárias para o desenvolvimento do grupo de catequese.

Participação Artur Ferreira

Participação Artur Ferreira
01
1
Unidade Didáctica 1
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog


Deus foi-se revelando ao longo de toda a história, desde Abraão até Jesus Cristo e depois através do próprio Filho de Deus.
Jesus Cristo no decorrer da sua vida foi-se mostrando e dizendo aos homens quem era e o que queria deles, não num único instante, mas nos momentos de oração, nos seus ensinamentos, na própria crucificação e morte na cruz, e até depois que lhes foi aparecendo. Foi mais nesta fase que, a todos eles, se lhes começaram a abrir os olhos e a mente e que os fez acreditar, servir essa causa e O anunciar pelos diversos lugares e cantos do mundo de então.
Refiro-me, de modo particular e como se entende, ao episódio dos discípulos de Emaús narrado por S. Lucas (Lc 24, 13-35) e que constitui um exemplo de pedagogia catequética. Cristo, o catequista, dá o exemplo. Aproxima-se dos caminhantes e faz-se companheiro de jornada. Depois a sua primeira atitude não é falar, mas sim a de ouvir. Por isso a pergunta: de que falam vocês? Que aconteceu?
Depois de os ouvir foi-lhes explicando as Escrituras, por fim aceitou o convite para ficar em casa deles e é aí, à volta da mesa, na intimidade da vida partilhada, que se dá a conhecer através dos gestos (da bênção e partir do pão), «então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no …» Depois disto, correram para os outros e contando tudo quanto viveram, O começaram a anunciar.
Com a nossa catequese deverá aplicar-se o mesmo princípio, ou seja, ao anunciar Jesus, este deve ser “mostrado” aos poucos, fazendo com que os destinatários, o vão sentindo, “digerindo” e mantenham uma constante curiosidade de querer saber mais. Daí que o catequista deva ser alguém através do qual Deus fala.

04
2
Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. a publicar no blog


Evangelização, é fazer os outros participantes da Boa Nova de Jesus, é cumprir com o que Ele próprio pediu aos seus discípulos “ide e fazei discípulos todos os povos …(Mt 28, 19)”.
A evangelização é feita por cada um de nós, pelo testemunho de vida, pelo anuncio da Palavra de Deus, pelo apelo à conversão e à vivência sacramental, pela formação de grupos onde se promova o desenvolvimento do homem, quer pelas suas virtudes, quer no apoio aos mais fracos pela caridade e, onde se consiga tornar presente o Evangelho na cultura desse meio onde estamos inseridos.
Inculturação, é tornar presente, fazer penetrar a mensagem evangélica de Jesus Cristo, em cada cultura, mas também e ao mesmo tempo introduzir essas culturas na vida da Igreja local.
Considerando o referido na resposta 3 (pedagogia da encarnação), bem como o escrito anteriormente quanto à evangelização e inculturação, considero que nos dias de hoje a relação entre «inculturação» e o «processo pedagógico catequético da encarnação», é como que uma réplica do realizado pelo próprio Jesus Cristo.
Como sabemos, Jesus esteve sempre profundamente ligado à sua própria cultura, mas no entanto, manteve para com ela uma atitude crítica. Assumiu e confirmou o que nela era evangelicamente válido, mas corrigiu ou orientou numa dinâmica de transformação e conversão o que nela havia de negativo, actuando desta forma no plano salvífico de Deus.
Assim se deverá fazer também agora. A inculturação, sendo um processo de evangelização que articula a fé e a cultura, não se limita unicamente à evangelização de grupos e/ ou comunidades aos quais ainda não foi anunciado o Evangelho. Deve estar presente, quer nos grupos humanos de tradição ou origem cristã na sua formação cultural, quer em relação a subculturas dentro destes grupos, como por exemplo, organizações, instituições, regiões especificas, etc

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2
Defina os termos "exegese e hermenêutica". Indique o lugar e a forma que hão-de ter na catequese.

Exegese, é a interpretação profunda de um texto bíblico, para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais a devem ter ouvido, é descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia no contexto histórico e literário.
Hermenêutica, é a ciência ou a metodologia da interpretação, especialmente de um texto escrito. É uma forma ampla de interpretação, no sentido da procura do simbólico.
Tendo a catequese por base transmitir a mensagem de Jesus Cristo, torna-se necessário que quer os evangelizadores, quer os destinatários, a conheçam na sua essência para que, com mais facilidade a consigam pôr em prática.
Este entendimento da Palavra e dos sinais bíblicos é mais conseguido se se conseguir aproximar a realidade humana aos próprios sinais que Deus nos revela, através dos actos e acções litúrgicas e catequéticas.
Assim sendo, devem em especial os catequistas, recorrer à hermenêutica, procurando descobrir o sentido exacto das palavras e dos textos e à exegese na aplicação prática da hermenêutica.
Uma das pedagogias de Jesus foi através de sinais que nos chegou sob a forma de parábolas. Por ser de mais fácil compreensão, deve o catequista adquirir métodos próprios para que lhe seja mais fácil fazer a aproximação da Palavra aos destinatários. Assim deve:
-ter conhecimento do texto bíblico;
-saber a sua incidência na espiritualidade do grupo;
-saber qual a contribuição para os destinatários;
-ter presente a caracterização ou especificação do conteúdo;
-aplicar a metodologia para transmiti-lo melhor;
-propor a sua abertura para a liturgia e para a vida.

09
1
Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog


Na nossa sociedade tem-se estabelecido pouco a pouco e como coisa normal, a indiferença religiosa e a insegurança moral. É neste ambiente que os cristãos têm que professar e praticar a sua fé, em sobreposição com essas realidades laicais e neopagãs.
Vemos que a maioria dos baptizados não estão evangelizados e os católicos de “fé adormecida” só acordarão ou despertarão na sociedade secularizada, se por convicção forte e pessoal, souberem como seguir passo a passo o ensinamento de Jesus.
Apostar numa catequese de adultos, é garantir uma evangelização familiar.
Daí a importância de uma catequese dinâmica para adultos, para confrontarem a sua realidade com a fé e fazerem a leitura da Palavra de Deus ligada à vida, capacitando-os a ser fermento e meio de transformação da sociedade.
A metodologia a utilizar deverá ser, “ver, julgar e agir”. Desta forma deve o catequista, através de meios dinâmicos (música, slide show, testemunhos, relatos, textos, etc.), fazer com que o grupo, através da criatividade e actividade própria da sua idade, vá descobrindo pouco a pouco a verdade e a realidade das catequeses propostas.
Não devem ser palestras ou aulas de catequese, mas sim, fazer com que todos, independentemente da sua situação ou condição social, se sintam integrados no grupo, para que com maior facilidade, compreendam e se sentir atraídos para o trabalho em comunidade.


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5
Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social. a publicar no blog


O texto por escolhido, intitula-se “Comunicação Social e Catequese”. Foi tirado da Internet, de http://apuntes.ricondelvago.com/comunicacion-social-y-catequesis.html e é um trabalho universitário de origem argentina, em idioma castelhano, elaborado por Natália Cecília Romero.
Para mim é como que o resumo de toda a matéria desta disciplina, focando especialmente a evolução da comunicação desde os tempos primitivos até aos nossos dias, mas do ponto de vista religioso, ou de utilização do homem na sua forma religiosa de pensar e de agir.
Foca também pontos/ temas que temos aprendido noutras disciplinas e que complementam, ajudam e dão razão de ser ao estudo a que nos propomos.
Considero que o trabalho foca essencialmente os seguintes pontos:
- A pedagogia de Deus;
- O homem como comunicador, com os outros e com Deus;
- Cristo Palavra de Deus e origem da comunicação da Igreja;
- Evolução da comunicação escrita tem em vista a difusão do cristianismo;
- Inovações tecnológicas para a difusão da fé;
- Contrariedade e proibições por parte da Hierarquia;
- A palavra do Vaticano;
- Como evangelizar hoje.
Embora o trabalho esteja especialmente voltado para a América Latina e com referências a esse mesmo continente, tem razão de ser e aplicabilidade em qualquer parte do mundo e com quem se quiser envolver e conhecer mais a comunicação e o próprio Deus.


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Importância da comunicação existencial na catequese. a publicar no blog

Na catequese a comunicação existencial é importante, porque é uma das melhores formas de nos darmos aos outros fazendo a transmissão da mensagem doutrinal de forma transparente, livre e real.
Ao querermos ensinar que é através de Jesus Cristo que nos conseguimos libertar e viver a felicidade, deverá ser através de atitudes deste foro existencial, que mostraremos o quanto é efectivamente positivo ter determinados tipos de vida. Dirigindo a forma de comunicar para valores os humanos e cristãos que devem gerir a nossa vida e sociedade, estaremos a contribuir para que, o grupo com o nosso exemplo e nós próprios através do grupo, se processe uma transformação pessoal e colectiva de todos estes elementos.
É uma forma de entrega aos outros e de contagiar os que nos rodeiam.
Seria talvez cumprir com um dos nossos maiores desejos como cristãos, que é voltar a ser como as primeiras comunidades (Act 4, 32-37), para que também os outros que connosco se cruzam, pudessem dizer de nós “vede como eles se amam”.


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Tema 5: Os meios Audiovisuais à distância
Em Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências. a publicar no blog

Penso que o maior desafio da utilização da Internet no âmbito da catequese, é saber como se pode cumprir com esse meio, o desafio e convite que Jesus nos deixou, “ide por todo o mundo e anunciai a Boa nova”.
Efectivamente a Internet é um óptimo meio de comunicação, mas dado a realidade virtual do espaço cibernético, não pode substituir a realidade, o testemunho, o contacto interpessoal que são sempre factores essenciais na pedagogia catequética.
Na Net, não há vivência sacramental ou liturgia, no entanto ela pode completar essas realidades, pela facilidade de consulta desses mesmos conteúdos.
A catequese deve utilizar a Internet como instrumento de comunicação directo, imediato, interactivo e participativo. Ou seja, cada grupo pode ter uma página, um Blog, criar um Fórum, etc., em que cada elemento poderá ter acesso aos conteúdos ministrados, manifestar a sua opinião sobre temas já tratados, ou apresentar ideias futuras, corrigir uma ou outra situação, etc.
Em comunidade ou em outra qualquer situação em que seja impossível o contacto entre catequista e catequizando, a utilização da Internet poderá suprir essa ausência e quer individualmente ou em grupo, parte da formação poderá ser ministrada.
Penso que o mais importante da NET e considerando o já referido quanto à falta do contacto humano (olhar, ouvir, sentir, etc.), da interactividade, da personalização, este meio poderá e deverá ser utilizada mais como reforço à formação, através da linguagem textual, sonora e visual.
Numa página própria ou em qualquer outra e através de ligações indicadas aos “sites” escolhidos, poderemos apresentar desenhos, vídeos, musicas, consultar documentos do Magistério, da Diocese, ler a Bíblia, fazer oração diária e propostas para outros tipos de oração, dar formação a pais e catequizandos, enfim um mundo de hipóteses que cada comunidade poderá e deverá utilizar.

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Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? a publicar no blog


Os conteúdos da relação educativa são: o controlo, a emotividade e a autenticidade.
Todos eles estão interligados, devendo ser uma das preocupações primárias a ter pelo catequista, quando está a dar catequese.
Independentemente se trabalha com adultos, crianças ou jovens, é fácil verificar que todos são diferentes nos seus aspectos biológicos e psíquicos. A catequese é um espaço aberto a todos independentemente do grau intelectual, social, do sexo, raça, etc., mas quando todos estes factores se juntam, por vezes acontecem alguns atritos que é necessário ultrapassar. Para o efeito, deve o catequista ter o controlo de toda a situação, sabendo igualmente gerir as sensibilidades e emoções individuais ou do grupo, não dando ou mostrando por exemplo mais atenção ao indivíduo A porque é mais aplicado que o B, ou aquele outro porque é mais velho, ou um outro porque sempre chora, etc.
Igualmente o catequista deve pautar a sua conduta pela autenticidade, o que é dizer, saber ser capaz de se mostrar tal como é, com confiança e responsabilidade para com todos, no fundo, ser verdadeira testemunha da Palavra que anuncia.
Participação Artur Ferreira

Participação Anabela de Jesus Barros Cajada Lopes

Participação Anabela de Jesus Barros Cajada Lopes

Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog
Ao revelar-se ao Homem, Deus desvenda-se, dá-se a conhecer. A catequese deve assentar a sua pedagogia na forma como Deus se revelou ao Homem, a Pedagogia de Deus.
A revelação é um dom, pois Deus oferece-Se gratuitamente. Ele quer comunicar connosco e convida-nos a viver com Ele. O catequista é alguém que acolhe Deus, que sabe apreciar a beleza dos dons que recebeu e que transmite o que lhe foi dado, transmite a alegria. Deus não Se dá a conhecer de uma vez só, vai-se revelando pouco a pouco, conforme a nossa capacidade de O receber. É também isto que deve acontecer na catequese. Uma caminhada na fé, que é dom de Deus, mas que necessita de ser alimentada, formada.
Deus quer comunicar com o ser humano de uma forma acessível. A Sua acção salvífica manifesta-se através de sinais que nos falam dela. Deus revela-se ao Homem através de sinais, utilizando a sua linguagem e ele responde-Lhe com a fé, como o compromisso e com o louvor. É verdade que muitas vezes perdemos muito tempo a tentar perceber a linguagem de Deus e esquecemo-nos que a linguagem da Deus é a linguagem do ser humano. É pois com essa linguagem que o catequista deve falar de Deus. Para isso deve conhecer Deus, para que O possa transmitir mas deve também conhecer aqueles a quem O vai transmitir. Ser catequista é, à imagem de Jesus Cristo, ser capaz de encarnar – de ir ao encontro do outro (com todos os seus problemas e vivências), de fazer caminho com ele. O catequista é o envelope, o convite real de Jesus Cristo, que através dos dons que recebeu, fruto do amor gratuito de Deus, se dá também aos outros, transmitindo-lhes a mensagem de Deus com o seu testemunho de vida. O “envelope” deve ser o reflexo da mensagem que transporta, pois só assim ela se torna essencial.

Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. a publicar no blog

Deus quer revelar-se ao Homem e iniciar com ele um diálogo de amor. Ele quis aproximar-se tanto do ser humano que se tornou um de nós, no Seu Filho Jesus Cristo. Jesus, o primeiro evangelizador, fez-se presente no meio dos homens., viveu com eles e à maneira deles (excepto no pecado). O catequista para dar a conhecer Deus deve então utilizar a Sua pedagogia. Deve ir ao encontro do outro e fazer caminho com ele.
Evangelizar é dar a conhecer Jesus Cristo e a Sua Mensagem de Salvação que é para todos. Mas, para que esta mensagem chegue a todos e adquira um verdadeiro significado nas suas vidas é necessário que seja entendida e integrada na sua cultura, nas suas tradições e costumes. A inculturação é assim um dos melhores métodos utilizados na evangelização. A Boa Nova de Deus, a Sua Palavra, só será entendida e vivida se for ao encontro do real da pessoa, se tiver em conta as suas vivências, a cultura e as tradições da comunidade em que ela está inserida.
Evangelizar não é tarefa fácil, pois não consiste apenas em falar de Deus. É preciso dar testemunho, é necessário implicarmo-nos, fazermos nossas as experiências e tradições daqueles a quem queremos transmitir a mensagem. O evangelizador tem que ser fiel a Deus e ao Homem. A mensagem que transmite só fará sentido se for ao encontro da vida real e concreta daqueles que a escutam. Para uma verdadeira evangelização é preciso descer à mesma condição dos outros, fazermo-nos um deles. É necessário adaptar a mensagem mas é fundamental adaptar também o mensageiro. Assim penso que não haverá uma boa evangelização se não houver inculturação.

Tema 7: Pedagogias Complementares

Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog

Apesar do DGC afirmar que “a Catequese de Adultos é uma forma privilegiada da catequese” a Igreja parece continuar a apostar apenas na catequese da infância e da adolescência. Esquecem-se assim, por exemplo, aqueles adultos que após alguns anos de afastamento regressam à Igreja ou os pais das crianças que andam na catequese e que também querem continuar a sua caminhada na fé O crescimento e aprofundamento da fé faz-se de modo gradual, acompanhando as várias etapas da vida. Deve ser um processo contínuo e dinâmico. Assim, não basta mandar as crianças para a catequese, é preciso que os seus pais e familiares também se envolvam em todo este processo e todos juntos caminhem na fé. Precisamos de cristãos activos e empenhados, com uma fé madura e esclarecida. Para isso é necessário que cada um construa o seu próprio caminho mas descubra, em comunidade a Mensagem. As paróquias precisam que os cristãos que desempenham cargos de responsabilidade saibam dar razões da sua fé, e sejam verdadeiras testemunhas de Cristo. Tem então que apostar na formação desses cristãos proporcionando-lhes momentos de encontro e de reflexão que sejam eficazes e motivadores. Não basta a “boa vontade” é necessária formação, é necessário competência.

Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social. a publicar no blog

Recensão
Revista Pastoral Catequética – Janeiro/Abril 2005.
P. Luís Otero, Vigário da Educação e Catequese no Arcebispado de Santiago de Compostela. Conferência proferida nas Jornadas Nacionais de Catequistas, em Fátima, a 15 de Novembro de 2003.

Nesta conferência o P. Luís Otero fala da Pedagogia da catequese. Fazendo referência ao DGC, apresenta esta pedagogia como tendo a sua origem na Pedagogia Divina, uma pedagogia original e eficaz. Deus quer a Salvação do Homem, por isso aproxima-se dele, acompanha-o, liberta-o e, pouco a pouco, fá-lo crescer na fé. Estas características do actuar de Deus são critério fundamental para a acção catequética. A catequese tem que oferecer a salvação de Deus como um dom; a pedagogia da fé tem que estar impregnada de gratuidade. A Pedagogia de Deus, a Pedagogia de Cristo, a Pedagogia da Igreja e a Pedagogia do Espírito são princípios fundamentais para a Pedagogia Catequética.
Faz uma reflexão sobre a necessidade de renovação das comunidades cristãs e diz que: “sem comunidades cristãs renovadas e com perfil missionário, não poderá frutificar uma catequese com garantias de poder oferecer à humanidade a mensagem do Evangelho.” A este propósito apresenta alguns caminhos e apresenta um novo projecto de iniciação cristã, onde refere a importância da necessidade de ter em conta as diversas situações dos catequizandos. Muitos dos que chegam à catequese chegam sem fé ou com ela muito afectada, temos adultos com conhecimentos religiosos prevalentemente infantis, adolescentes hesitantes em comprometerem-se com a mensagem de Cristo. È preciso então, adequar o processo catequético a todas estas realidades. Fala também da urgência da catequese de adultos que diz, tem estado ausente das nossas paróquias. Considera que os adultos foram os que mais sofreram o impacto da mudança sócio-cultural e, portanto, a crise de fé. Além disto são eles que têm nas mãos a educação das futuras gerações, são eles que dirigem toda a actividade política nos campos da economia e da cultura.
Termina referindo quais as atitudes básicas que um catequista deve ter ao realizar a sua missão: gratuidade, alegria, responsabilidade, esperança, humildade e súplica.

Importância da comunicação existencial na catequese. a publicar no blog
A comunicação existencial é muito importante na catequese pois ninguém pode comunicar o que não vive. Daí a necessidade da autenticidade, da entrega aos outros. O catequista não quer transmitir apenas informação, quer também partilhar o dom de Deus, a alegria da fé recebida e isto só é possível com uma comunicação existencial. Este tipo de comunicação ajuda-nos a ser melhores, porque quanto mais nos damos aos outros, tanto mais somos nós mesmos.

Tema 5: Os meios Audiovisuais à distância

Em Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências. a publicar no blog.

Se Deus se quer comunicar ao ser humano utilizando a linguagem humana, a Igreja tem que se ir actualizando de forma a que a linguagem que utiliza para falar de Deus seja actual e faça sentido. Estamos na era da Intrnet, então vamos utilizar os seus unúmeros recursos e colocá-los ao serviço da evangelização.
Na catequese a internet pode desempenhar um papel muito importante, por exemplo ao nível da formação e apoio aos catequistas. Na promoção de espaços de partilha de experiências entre grupos, intercâmbios entre paróquias, divulgação de actividades e e de acções…
A Internet por si só não resolve os problemas nem é solução milagrosa, mas ajuda a promover aquilo que por outros meios seria muito mais lento e difícil de conseguir.

Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? a publicar no blog

Os três conteúdos na relação educativa segundo Franta, são:
- O Controlo – o educador deve ter uma postura equilibrada, não sendo demasiado autoritário nem demasiado permissivo. Deve estabelecer uma relação próxima com o grupo mas sabendo sempre manter uma distância emocional que lhe permita agir com firmeza e ponderação.
- A Emotividade – exige maturidade para que se consigam estabelecer relações positivas de aceitação do outro. É necessário que se criem laços para que todos caminhem juntos, cresçam e se desenvolvam.
- A Autenticidade – o educador deve ser autêntico e transparente na sua comunicação. Deve ser alguém em quem se pode confiar.
Todos estes conteúdos são igualmente importantes e devem estar interligados. O educador deve ser alguém responsável, digno de confiança e respeito, capaz de controlar as situações e de acompanhar o grupo na sua caminhada, no seu crescimento.

A Catequese..., Pedagogia da Encarnação..., Exegese..., Comunicação..., Franta...

Participação Jorge Frade
Questão 1


A catequese é um verdadeiro anúncio da Palavra de Deus. O catequista, hoje é profeta, é o verdadeiro convite ao seguimento deste grande Homem chamado Jesus Cristo, na força do Espírito Santo. Deverá dar testemunho de verdade, ser arauto da Boa-Nova e anunciador de um Deus que é amor e que nos ama tal como somos.
O catequista deverá ser um discípulo que anuncia aquilo que vive. Deverá ser anúncio alegre de uma boa notícia, já encarnada na vida deste.
Muitos catequistas começam a catequese com um certo entusiasmo e nas primeiras dificuldades desistem. É necessário ter paciência e dedicação. A catequese é uma caminhada ou uma acção contínua, como processo educativo da fé, onde somos chamados a ser o convite. O catequista tem como missão educar a fé de toda a comunidade para que, catequizada, seja catequizadora. Isto requer tempo: meses, anos… o catequista é enviado. A sua missão possui duplo sentido: é enviado por Deus, constituído ministro da palavra pelo poder do Espírito Santo, e é enviado pela comunidade, pois é em seu nome que ele fala. Integrado na comunidade, conhece bem a sua história e as suas inspirações, sabe animar e coordenar a participação de todos.
Quando aceitamos ser catequistas tomamos consciência de que a nossa opção é uma resposta à chamada de Jesus Cristo. Como os apóstolos podemos continuar o projecto de Jesus « levar a boa nova aos pobres e libertar os oprimidos…» (Lc 4,18). A catequese compromete-nos a ajudar os nossos irmãos nos caminhos da fraternidade, da justiça, da liberdade e da paz. Assim podemos dizer que a nossa opção é por Cristo e pelos nossos irmãos.
Quando avaliamos a nossa catequese devemos perguntar se procuramos os caminhos que levam a criar uma nova sociedade, segundo o Projecto de Deus. Se a nossa catequese não caminha nesse sentido e se nos contentamos apenas em semear boas ideias, algumas palavras bonitas aos nossos catequizandos, não cumprimos o que Deus espera de nós.


Questão 4

Deus para nos catequizar encarnou. A missão primordial da Igreja é anunciar Deus, testemunhá-Lo diante do mundo... Dar a conhecer o verdadeiro rosto de Deus e o Seu desígnio de amor e de salvação em favor da humanidade, tal como Jesus o revelou.
A catequese é um acto de tradição viva, iniciação ordenada à revelação que Deus, em Jesus Cristo, fez à Humanidade. Esta revelação é guardada na memória da Igreja e nas Sagradas Escrituras e é constantemente comunicada por uma Tradição viva e activa de uma geração à outra num processo de evangelização e inculturação.
Há uma forte ligação entre, evangelização e inculturação. Estas são palavras que descrevem a mesma realidade, vistas de ângulos ligeiramente diferentes. A evangelização ocorre no encontro do Evangelho com uma cultura. Deste encontro, advém uma transformação da cultura e o Evangelho encontra nela uma nova forma de expressão. Este processo é chamado de INCULTURAÇÃO. Toda cultura está em evolução constante e está sujeita em alguns períodos a uma transformação mais radical e mais rápida, e por isto, deve, nas suas novas formas de existência, ser constantemente confrontada Evangelho. Este é o papel pedagógico da catequese, que é sempre necessário, não porque uma evangelização prévia não teve sucesso ou perdeu sua vitalidade (o que poderia acontecer), mas simplesmente porque a realidade que foi "evangelizada" agora se tornou algo diferente, e tem de ser confrontada de novo, na sua nova forma, com os desafios do Evangelho.


Questão 7

A exegese é o estudo cuidadoso e sistemático da Sagrada Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. A exegese é basicamente uma tarefa histórica. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.
Hermenêutica é a ciência e a arte que estuda a interpretação da Bíblia. Ciência porque estabelece regras positivas e invariáveis. A Bíblia Sagrada é diferente de qualquer outro livro. Contém o Livro e a Mensagem! Como livro, ela contém 39 no Antigo Testamento, e 27 no Novo Testamento. Como mensagem, ela é a Palavra de Deus. Os seus livros são compostas de histórias, profecias, poesias, enigmas, parábolas, romances, figuras e biografias.
A catequese foi sempre considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo ressuscitado, antes de voltar para o Pai, deu aos Apóstolos uma última ordem: fazer discípulos de todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que lhes tinha mandado. Deste modo confiava-lhes Cristo a missão e o poder de anunciar aos homens aquilo que eles próprios tinham ouvido do Verbo da Vida, visto com os seus olhos, contemplado e tocado com as suas mãos. Ao mesmo tempo, confiava-lhes ainda a missão e o poder de explicar com autoridade aquilo que Ele lhes tinha ensinado, as suas palavras e os seus actos, os seus sinais e os seus mandamentos. Para isso era são necessárias a exegese e hermenêutica, ou seja, o estudo e interpretação da Bíblia, para assim darem testemunho e poderem ser arautos do Evangelho.



Questão 13

“Os catequistas e a catequese têm certeza de que o bom uso destas invenções humanas trazem vida, união e maior diálogo na família e na sociedade. Queremos que estes instrumentos sejam usados por todos, não apenas pelos ricos e detentores do poder político e cultural; que não imponham uma cultura, sufocando e desrespeitando a vida, a cultura dos empobrecidos, sem voz e sem vez. Eis um desafio: democratizar a comunicação e os meios que ela usa. E que a Igreja utilize todos os meios de comunicação para que Cristo seja seguido e se realize a nova sociedade por Ele iniciada com a comunicação total da sua vida e do seu sangue”
Bernardo CANSI, Comunicação e Educação da Fé (1989), p. 5-15.

O tema pedagogia catequética e meios de comunicação social, mostra o quanto hoje é urgente catequizar através dos Meios de Comunicação Social.
O acto criativo de Deus vem apresentado no Antigo Testamento e no Novo Testamento como um acto supremo de comunicação. Deus ama e para comunicar este amor requer um emissor e um receptor (Cristo e a humanidade).
Desde sempre Deus comunicou e continua a comunicar.
Diante desta descoberta, percebi o quanto é actual catequizar por meio dos meios de audiovisual. Nesta perspectiva a descoberta maior foi perceber que com estes meios podemos fazer uma catequese mais viva, eficaz, participativa, enfim, cada vez mais comunicativa e dinânima.
Este trabalho ajudou-me a perceber que já foram dados alguns passos a nível da Igreja em participar, em criar os próprios meios de comunicação com uma mínima participação dos que já existem.
Falta ainda muita capacitação e competência de muita gente que trabalha na e com a Igreja no mundo dos Média.
Necessitamos entrar e evangelizar não para fazer uma Igreja electrónica, mas aproveitar os meios de comunicação Social e levar os fiéis a viver uma Igreja VIVA. È um desafio, catequizar usando os meios que a tecnologia hoje oferece. Os meios audiovisuais caracterizam um modo diferente de ser e de comunicar.
Continua a ser um desafio também para mim mesmo tendo adquirido mais alguns conhecimentos sobre o uso audiovisual na catequese. O desafio maior é que em várias realidades a catequese não é prioridade na pastoral e não possui os meios modernos. Reconheço que o audiovisual não é um fim mas um meio para anunciar a mensagem com coerência e eficácia na missão aos catequizados da Igreja. E a partir dessa mentalidade audiovisual deverá enriquecer-se a própria catequese para torná-la mais eficaz.



Questão 17
A comunicação existencial na catequese é importante, pois, deve possibilitar uma relação "face-a-face", isto é, os seus membros conhecem-se pessoalmente e têm uma relação directa, afectiva e espontânea. É, portanto, um grupo reduzido de pessoas que partilham objectivos e normas comuns que, ainda que não estejam escritas, são duradouras e importantes.
O grupo é o mediador entre a religiosidade institucional e a religiosidade pessoal. É a melhor forma de iniciação para o cristão que quer viver a sua fé a sério.
A primeira preocupação do catequista deve ser que este "funcione" como grupo, isto é, que os seus membros sejam conscientes das suas relações e das suas responsabilidades recíprocas, que a comunicação seja de qualidade e leve a um aprofundamento, que o ambiente possibilite a partilha sincera e espontânea, que todos se sintam estimados e aceites.

Questão 22

Olhando os caminhos percorridos pela evangelização, percebemos variadas formas de anúncio da Boa Nova. Na Catequese sempre esteve presente a educação da fé.
Os tempos fizeram a catequese marcar mudanças e neste contexto podemos observar que a introdução da Internet como uma das variadas valências é delas.
Poder-nos-emos servir dela como meio de evangelização. Como um meio que pretende chegar a um fim… aos outros. Através dela somo tentados a espalhar a boa nova de Cristo, nas mais variadas formas. Mails, Web pages, chats, messengers etc…
No entanto, realidade virtual do espaço cibernético apresenta algumas implicações preocupantes, tanto para a religião como para outros sectores da vida. A realidade virtual não substitui a Presença Real de Cristo na Eucaristia, a realidade ritual dos outros sacramentos e o culto compartilhado no seio de uma comunidade humana feita de carne e de sangue.
Na Internet não existem sacramentos; e até mesmo as experiências religiosas nela possíveis pela graça de Deus, são insuficientes, dado que se encontram separadas da interacção do mundo real com outras pessoas na fé.
Ao mesmo tempo, os projectos pastorais deveriam pensar em como orientar as pessoas no espaço cibernético para a verdadeira comunidade e como, através do ensino e da catequese, a Internet pode vir a ser utilizada em ordem a apoiá-las e a enriquecê-las no seu compromisso cristão.

Questão 24

Os três conteúdos na relação educativa segundo FRANTA são:
O controlo
O educador deve saber recusar os extremos do método autoritário e do laxista, ou não autoritário;

A emotividade
Um bom registo emotivo, fruto de uma maturidade psicológica, é capaz de transmitir uma relação positiva de aceitação do outro;

A autenticidade
Só um educador autêntico, capaz de uma transparência comunicativa se pode afirmar de forma confiante e responsável diante do grupo.
Jorge Frade

A Pedagogia Divina, Pedagogias Complementares, partilha de Pedro Ferreira

01 - 1
Unidade Didáctica 1
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog

Deus revela à humanidade o seu desígnio de amor, servindo-se de acontecimentos e palavras humanas; e revela-se progressivamente à humanidade por meio dos profetas e dos acontecimentos salvíficos até à plenitude da Revelação com o envio do seu próprio Filho.
A catequese não pode esquecer o modo com Deus se quis revelar a humanidade. A pedagogia da catequese deve fixar-se na pedagogia que Deus usou na revelação. Em primeiro lugar a catequese tem que ser fiel ao Ser humano: deve estar consciente da situação particular e da problemática concreta daquele que é convidado a seguir Jesus Cristo. A catequese deve anunciar a “Boa Notícia” para a vida de cada um. A pedagogia catequética tem que responder aos novos requisitos do seu anúncio, adaptando-se às características dos catequizandos.
O Catequista caminha com o seu catequizando à semelhança de Deus que caminhou com o povo no deserto e continua a caminhar com a humanidade.

04 2 Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização.

Deus não nos fez chegar as Sua Palavra mediante um ditado aos ouvidos dos autores sagrados. Deus, autor primeiro dos Textos Sagrados, confiou a Sua Palavra às contingências culturais de homens (também eles autores) que faziam parte de um povo, com eles partilhando de uma cultura, num determinado período histórico.
A Palavra de Deus, por ser de Deus, contem em si uma fecundidade que ultrapassa os limites temporais e culturais atingindo o âmbito da universalidade e a intemporalidade.
A Palavra de Deus, vem de Deus, mas reflecte a experiência de um povo e é para as pessoas e para todos os seres humanos.
Ela entranha o real humano em profundidade. Abrange os seres humanos de qualquer raça, cultura, e momento histórico.
A inculturação é um elemento decisivo e fundamental para uma evangelização efectiva, uma evangelização que toque o coração da pessoa e a leve a assumir a mensagem evangélica e a prática cristã como modo de vida e não como excepção à prática comum. A inculturação unifica de forma efectiva a fé e a vida, entre o ser cristão e o ser pessoa num dado contexto cultural.
O conceito de inculturação pertence ao domínio da missiologia e indica a necessidade que o Evangelho tem de entrar em diálogo com as culturas onde é anunciado, de modo a ajudar as pessoas a assumirem a Boa Nova de Jesus como modo de vida no contexto da própria experiência cultural e não à margem da vida real.
Os bispos da Associação das Conferências Episcopais Anglófonas da África Ocidental escreveram num documento de 1989 «A inculturação deve ser um caminho, um meio para a evangelização e, ao mesmo tempo, o fim da evangelização, porque pode levar-nos a aceitar o cristianismo como um modo de vida. É por esta razão que inculturação e evangelização começaram no verdadeiro fundamento da Igreja.»
A inculturação permite assumir as riquezas culturais que são compatíveis com a fé mas também purificar e transformar critérios, modos de pensar e estilos de vida que se não coadunem com o Reino de Deus.

09 1 Tema 7: Pedagogias Complementares Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog

A exortação apostólica Catechesi Tradendae afirma que a catequese de adultos “É a principal forma de catequese, porque se dirige a pessoas que têm as maiores responsabilidades e capacidade para viverem a mensagem cristã na sua forma plenamente desenvolvida”. Estranho é, por conseguinte, que ainda haja tão pouca prática desta forma de catequese.
A consciência de que aos leigos cabe um papel indispensável na santificação do mundo Consagrado pelo Vaticano II exige uma maior aposta na formação dos leigos adultos.
Acresce dizer que nas regiões menos cristianizadas do mundo, a maioria das pessoas chega atinge idade adulta sem ter frequentado qualquer catequese. No mundo cristão muitos, após a frequência da catequese na infância, atravessam um período de deserto após o qual atingem a idade adulta com uma fé infantil ou quase apagada, outros nunca foram mesmo educados na fé.
A catequese de adultos deve dar resposta a todas estas necessidades. Mas não pode esquecer também as pessoas idosas, os migrantes, os marginalizados etc.
A evangelização destas franjas deve ter metodologias e meios próprios. Pode recorrer-se, por exemplo a meios audio-visuais, publicações, encontros, conferências, etc.
É também importante que haja articulação entre os vários níveis de catequese.
Nestes ambientes têm particular importância as catequeses complementares.
A Pedagogia catequética Integradora procura a educação da pessoa toda (ocupa-se das dimensões cognitiva, afectiva, litúrgica, moral e apostólica). A Pedagogia Catequética Diferenciada tem em conta os diferentes tipos de pessoas relativamente à religião, à fé, à faixa etária, aos objectivos, às etapas do processo evangelizador etc. A Pedagogia Activa procura que os catequizandos sejam os protagonistas da sua própria formação, assumindo uma postura pró-activa e dinâmica. A Pedagogia Libertadora faz eco da acção libertadora do Evangelho. A Pedagogia com Diversa Linguagens procura estabelecer uma verdadeira comunicação vital. Uma Pedagogia que Utiliza Vários Métodos (método doutrinal, método kerigmático, método antropológico). A Pedagogia que dá Importância à Educação em Grupo permite descobrir mais facilmente a verdadeira experiência da Igreja como corpo constituído por numerosos membros. A Pedagogia que Avalia reflete passo a passo o próprio processo catequético.

13 5 - Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social.

Autora: Ir. Lourdes Grosso Garcia M. ID
Título: Pedagogia do Catequista
Publicação: Pastoral Catequética, Revista de Catequese e Educação, SNEC, Maio 2006
(reflexão realizada para um encontro nacional de catequistas de Portugal)

Recensão:
A autora começa por centrar a sua reflexão na resposta às questões “Que temos de fazer?” e “Como fazê-lo?”, no âmbito da missão do Catequista.
Estabelece uma questão prévia: “Que quer Deus de mim e dos e de cada uma das pessoas que tenho diante de mim”. É a partir da resposta a esta questão que procura construir a resposta às duas anteriores. Ao pôr a si próprio esta questão, o catequista coloca-se num plano distinto do plano próprio do professor ou do educador cujo principal objectivo é transmitir conhecimentos.
São apresentados três fundamentos para acção prática do catequista: A Acção do Espírito Santo, pedagogo que ilumina o conhecimento de Deus e que impele o Catequista à sua missão; Comunhão Eclesial, já que o catequista é membro da Igreja e transmissor da fé nessa mesma Igreja; Vida em Cristo, objectivo supremo da catequese.
No que diz respeito ao Método, são apontados três princípios: Educar à semelhança da pedagogia de Deus, adaptações dos materiais e recursos (boa utilização dos materiais recursos e tecnologias) e aplicação directa da mensagem evangélica.
O artigo termina com uma proposta de itinerário e alguns exemplos muito claros de aplicação a conceitos chave como sejam o Amor, a Oração, a Santidade o Serviço, entre outros.

17- 3 Importância da comunicação existencial na catequese.

A Catequese mais do que transmissão de informação é partilha de vida. A primeira coisas que Jesus disse aos seus Discípulos foi “Vinde e Vede” iniciando com eles uma partilha de experiências. Assim o catequista não se limita a falar de coisas que leu em livros ou ouviu a outros. Fala de dentro, da sua própria experiência, comunica a sua própria história relacional com Deus.
Esta comunicação pressupõe o testemunho. O catequista não pode falar de fraternidade e a sua vida exprimir egoísmo.
Esta premissa representa um compromisso e uma responsabilidade muito fortes para um catequista.


22 - 1 Tema 5: Os meios Audiovisuais à distânciaEm Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências.
A Internet veio trazer à catequese (como a muitas outras realidades) um sem fim de possibilidades que, bem aproveitadas podem facilitar a o trabalho dos catequistas e promover novas formas de evangelização.
Seria um erro imperdoável não se explorar esta ferramenta poderosa.
A Internet torna mais fácil ao catequista a obtenção de materiais. Imagens, sons, textos e recursos estão disponíveis aos milhares na Internet. Cabe ao catequista saiba discernir da conveniência de utilizá-los.
Podem também consultar-se on-line muitos dos documentos do Magistério e uma infinidade de artigos que podem contribuir para a formação pessoal do catequista e eventualmente dos catequizandos.
Se a catequese tiver meios para isso, a Internet pode ser consultada no encontro em grupo estabelecendo-se assim uma pedagogia activa.
Pode de qualquer modo sugerir-se aos catequizandos a consulta de determinados sites e a pesquisa de informações. Não se deve deixar de ter em conta que há muitas pessoas que ainda não têm acesso fácil a este meio e outros não serão mesmo capazes de utilizá-lo.
Pode ser igualmente interessante, nomeadamente tratando-se de catequeses de Jovens, a criação de blogs ou outro tipo de páginas que sirvam para os catequizandos e os catequistas partilharem as suas reflexões e as suas descobertas.

24 2
Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância?

Os conteúdos do estudo de Franta relativos à relação educativa são os seguintes:
- O controlo: O educador deve saber recusar os extremos do método autoritário e do laxista, ou não autoritário. Esta premissa é particularmente importante no processo catequético já que o catequista é o Mestre que caminha com o discípulo.
- A emotividade: Um bom registo emotivo, fruto de uma maturidade psicológica, é capaz de transmitir uma relação positiva de aceitação do outro. O Catequista só será reconhecido pelo catequizando como Mestre se este demonstrar a tal maturidade psicológica e relacional.
- A autenticidade: Só um educador autêntico, capaz de uma transparência comunicativa se pode afirmar de forma confiante e responsável diante do grupo. Esta é também uma condição particularmente indispensável ao catequista. Ninguém consegue anunciar uma fé que não professa. ninguém pode motivar a uma adesão a Jesus Cristo se ele próprio não aderiu.

Partilha de Pedro Ferreira

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Participação de Dina Pinto

Participação de Dina Pinto

1.
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog
R: Consciente de que Deus se revela, no grupo catequético, de uma forma misteriosa (porque cada catequizando é, em si, também um mistério) o catequista torna-se o "convite" real de Jesus Cristo ao grupo. Enraizado no seu ambiente, será o mensageiro ("envelope") que transporta uma "boa nova" de vida e de esperança às aspirações, preocupações, fracassos e sofrimentos dos seus destinatários. De tal forma que se esforce por descobrir, nos seus catequizandos, os sinais da presença de Deus no mundo, ao mesmo tempo que suscite nos mesmos o desejo de "abrir"/ descobrir/ saborear esse mistério como algo autêntico e sedutor.
De acordo com essa pedagogia, o catequista deve:
• Dar testemunho de uma fé viva, autêntica e libertadora, e levar o grupo a descobrir essa mesma fé como um "dom" de Deus, o qual não coloca condições ao seu amor, nem sequer exige resposta a esse mesmo Dom;
• Dar atenção ao catequizando, às suas interrogações mais profundas, às suas lutas interiores e às suas resistências, sem violentar ou impor convicções;
• Levar à descoberta da presença de Deus, mediante sinais que no falam Dele na história. Será uma Pedagogia à maneira como Deus conduziu o Seu povo até ao salvador e como o próprio Jesus, Filho de Deus feito homem viveu a vontade do Pai, comunicando e fazendo realidade o Evangelho do Reino de Deus. Um modo de comunicar Deus imbuído da Sua condescendência para com a humanidade, de um inefável amor e de uma presença ajustada à condição humana, humilde e pecadora.
Em suma, a catequese, como Pedagogia Divina da revelação de Deus é o convite à fé, livre, mas sedutor, que desperte a necessidade de viver o Evangelho, como Boa-Nova aos homens e às circunstâncias de hoje.


4.
Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. a publicar no blog

R: Cito alguns dos escritos paulinos que inspiram a definição de inculturação e que passarei a relacionar com a encarnação e com a missão de evangelização:
Inculturação é um processo de mediação humana para que, em cada pessoa, possa realizar-se a Boa Nova:
"no meio daqueles que dizem não acreditar, para que olhando para as acções dos que acreditam, sejam ganhos para Cristo"
"Fiz-me judeu, com os judeus, para ganhar os judeus. Comporto-me com os que estão debaixo da lei, como se estivesse submetido a ela… para os ganhar" (I cor. 9, 20)
" …com os que estão fora da lei, comporto-me como se estivesse fora da lei de Deus, mas sob a lei de Cristo" (I cor. 9, 21-22)
"… com os fracos, fiz-me fraco para os ganhar. Tudo isto faço pelo Evangelho" (I Cor. 9, 22-23)
A inculturação preconiza a capacidade de nos adaptarmos, no mundo concreto, às vivências e ambientes das pessoas, para caminhar com elas, para compreender a partir de dentro os seus anseios e as suas resistências.É na adaptação às pessoas, ao seu ambiente, que é possível Evangelizá-las – propor-lhes uma "alegre notícia" para que tenham mais vida. O Evangelho enraíza numa pessoa e penetra no coração de pessoas concretas, nas suas experiências, modo de vida, cultura e ambiente, a fim de as libertar.
A encarnação ("não sou eu que vivo, é Cristo quem vive em mim". Gal. 2, 20) – é a pedagogia eleita por Deus para a revelação. Deus deu-se a conhecer, na Pessoa de Jesus Cristo, a homens e mulheres concretos. Penetrou na história humana, para a transformar, a partir de dentro. Esta pedagogia de fé conduz-nos a um encontro com a história e a pessoa de Jesus Cristo, história que ganha um novo sentido: todos os acontecimentos são iluminados pela salvação de Deus (Evangelização).

9.
Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog
R: No Magistério da Igreja, "… a catequese de adultos, ao ser dirigida a pessoas capazes de uma adesão plenamente responsável, deve ser considerada como a forma principal de catequese…"(DCG).
Vivemos num mundo crescentemente globalizado e secularizado e num tempo que gera perplexidade e desorientação. Assistimos a mudanças aceleradas, massificação crescente, domínio da técnica, a par de fenómenos de desemprego e precaridade, produtores de desigualdades e dramas pessoais, familiares e sociais. Somos bombardeados por "ismos"(consumismo, materialismo, negativismo, protagonismo, …), que, ao mesmo tempo que interrogam a fé, induzem novos desafios e novas tendências. O desenvolvimento activo da catequese de adultos, constitui a esperança de renovação da igreja. Num domínio de experiência eclesial, através do desenvolvimento da dimensão comunitária, que vem de encontro à necessidade de pertença, de acolhimento e de aceitação. Os cristãos adultos são chamados a participar activamente (pessoalmente ou em grupo), nas acções litúrgicas, no compromisso eclesial e social, a exercitar a fé, a esperança e o amor fraterno, a participar nos sacramentos e a reforçar o sentido de p
ertença à comunidade. Assim, e porque garantem opções fundamentais de vida, são chamados a fortalecer a sua caminhada na fé, oferecendo modelos de identificação necessários para os jovens (os quais precisam de encontrar modelos e rever-se nos adultos). Numa dimensão antropológica, na linha do diálogo e da participação nos problemas do ser humano de hoje. Os cristãos adultos são chamados a participar na promoção dos grandes valores humanos, na promoção das causas sociais, …

13.
Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina PEDAGOGIA CATEQUÉTICA E MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. a publicar no blog
R: recensão crítica: site http://www.iglesiaendaimiel.com/

A escolha do site acima citado para relacionar com o tema da disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social, prende-se com a relevância que este recurso representa para a actividade pedagógica, no domínio catequético, constatando igualmente o seu elevado potencial de recurso audiovisual.
A secção "Parábolas dos Evangelhos" – apresentações em Power Point – e os textos em formato Word (que estruturam conteúdos e metodologias e apresentam diversas sugestões para a sua exploração) são facilmente ajustáveis à actividade catequética das diversas idades.
Concilia as inúmeras potencialidades dos meios de comunicação social: serve-se de uma linguagem acessível, uma apresentação apelativa e uma musica adequada, faz uso da criatividade – remetendo, em simultâneo, para uma pedagogia bíblica que ajuda a uma mais completa compreensão da mensagem de Jesus (o reino de Deus, a misericórdia, a responsabilidade, as virtudes humanas), estimulando e apontando pistas práticas para a catequese e a vivência comunitária.
A um outro nível, apresenta-se um recurso para o complemento da actividade educativa, a ser partilhado num domínio mais alargado (potencialidades dos meios de comunicação social), suscitando abordagens e utilizações no âmbito familiar, escolar, de educação em grupo e permitindo um enriquecimento (através de vários contributos que podem ser acrescentados), uma valorização da formação de catequistas e animadores e um trabalho de avaliação da própria catequese.

MEIOS DE COMUNICAÇÂO SOCIAL

17.
Importância da comunicação existencial na catequese. a publicar no blog
R: Na medida em que a comunicação existencial tende a alcançar maior profundidade na relação com o outro (cria laços, promove a igualdade e a autenticidade) torna-se a forma privilegiada à qual a catequese aspira. Na catequese, não se deseja apenas transmitir a mensagem, torna-se necessário partilhar a vida, que a mensagem contagie o grupo e crie comunhão. Na vivência deste tipo de comunicação cada um comunica-se de forma profunda e íntima (o testemunho de vida é tão importante como a mensagem transmitida). O silêncio e a solidão geram comunicação, uma relação de conhecimento mútuo e auto-conhecimento, confiança e entrega (fé) e compromisso. A fé não se transmite apenas, mas vive-se.

22.
Tema 5: Os meios Audiovisuais à distância
Em Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências. a publicar no blog
R: Um dos grandes desafios colocados nos dias de hoje à catequese prende-se com a exploração dos meios audiovisuais à distância. A Internet transforma-se, cada vez mais, num recurso inesgotável, quer do ponto de vista pedagógico (permitindo ao catequista/ciber-catequista dispor de materiais que podem dinamizar e enriquecer as suas sessões de catequese, acompanhados de propostas para a sua própria exploração e utilização. ex. Site www.iglesiaendaimiel.com: uma proposta para a promoção de sessões de catequese, baseadas nas parábolas) quer do ponto de vista auto-formativo (possibilidade de, individualmente, aceder a materiais, documentos actuais sobre a vida da igreja, partilhar opiniões por meio de fórum ou de blog). Da mesma forma, a Internet apresenta-se uma possibilidade para divulgação/partilha de experiências e de práticas inovadoras, ao nível das paróquias, como meio de evangelizar, dar conhecimento e criar comunidades de prática (jornais on line, publicações, blogs…)

24.
Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? a publicar no blog
R: Segundo Franta, é correcto falar em três conteúdos na relação educativa:
Controlo – capacidade de ser um guia para o educando
Emotividade – capacidade de estabelecer um contacto sócio-afectivo positivo
Autenticidade – capacidade de estabelecer transparência comunicativa
Na catequese, a aprendizagem é tanto mais significativa e revela êxito e utilidade quanto mais assente numa relação educativa com conteúdos verdadeiros e autênticos.
Cada um dos conteúdos citados apela aos "dons" do catequista:
Controlo: o dom da liderança – é importante que o catequista seja um guia, um companheiro, um líder espiritual para o seu próprio grupo, de modo a que, sendo autoridade, e não autoritário, envolva cada um dos elementos do grupo. O controlo permitirá, no grupo, alcançar a segurança e a confiança necessárias ao crescimento espiritual.
Emotividade: o dom do serviço – pela emotividade, o catequista poderá estabelecer um contacto positivo, a nível sócio-afectivo. Tornar-se-á essencial que o catequista possua um grau de maturidade que lhe permita estar disponível para ouvir e acolher, consiga desenvolver a auto-estima, a cordialidade, a valorização da pessoa humana, a esperança cristã, o respeito e a tolerância. É importante também que o catequista desenvolva uma visão positiva e apreciativa do seu grupo.
Mas, a relação educativa positiva e apreciativa exige autenticidade (aceitação e valorização). Neste sentido, o catequista deve possuir um espírito libertador, criar clima de partilha e de abertura, confiança e responsabilidade.

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

A Pedagogia Divina

João Manuel Teixeira Santos Calisto
01 - 1 Unidade Didáctica 1
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog

A Pedagogia Divina de Deus foi o núcleo fundamental da revelação à humanidade. Em toda a história da Salvação desde o início,com Abraão até Jesus Cristo, Deus expressou o seu Amor ao seu povo e depois através do próprio Filho, Jesus Cristo.
A revelação foi e será até sempre de forma gratuita, esta como um Dom. Deus foi Aquele que deu a iniciativa de formar o seu povo de dar a conhecer a sua palavra. Povo este contorverso e irresponsável. Foi-se revelando gradualmente em conformidade com a capacidade mental, usos e costumes do seu povo.Deu-lhes a conhecer o projecto da Salvação através dos Profetas com factos, palavras e em definitivo pelo seu próprio filho, Jesus Cristo.
Jesus não veio alterar nada do que o A.T. foi transmitindo ao longo dos séculos pela palavra dos Profetas inspirada pelo Espírito de Deus, um Deus de Amor e Verdade mas dar continuidade ao projecto do Pai. Foi no decorrer da sua vida que Jesus ia dizendo aos homens, ''Quem era...O que queria deles''. Jesus não forçou o homem, simplesmente abriu a sua mente para a compreensão da revelação do Pai através do seu próprio filho, um amor ao próximo e de Salvação da humanidade.
O ensinamento de Jesus foi um elo fundamental entre Deus e o homem, a Boa Nova, a Nova Aliança, um Caminho de Verdade e Vida.
A Pedagogia de Deus apresenta-nos três caracteristicas fundamentais:
- Pedagogia do Dom; parte da Sua Própria iniciativa.
- Pedagogia dos Sinais; recorre a Sinais que se manifestam e confirmam o revelado.
- Pedagogia da Encarnação; o projecto Salvador de Deus em Jesus Cristo foi dirijido ao homem. Jesus encarna no seu íntimo para a humanidade.
A catequese é um convite constante à Fé.
O catequista deverá ser uma pessoa responsável, de aprofundamento de Fé relevante, com formação continua, em caminhada constante na comunidade, ser imagem de Jesus em todas as suas vertentes.
O catequista é fruto de um instrumento de Deus em compromisso constante perante a sua Fé e a comunidade. Deverá ter capacidade de transmitir e entregar-se à mensagem de Cristo.
A catequese é necessária para renovação e formação na familia. É em família que se dá início á catequese, pois deverão ser os pais os primeiros catequistas.

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Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. a publicar no blog

A inculturação é a Encarnação da vida e da própria mensagem Divina, em Jesus Cristo. É de facto a correlação entre a acção evangelizadora e a Igreja. Mostra-nos uma interação entre o Envangelho e a cultura. A fé cristã é uma adesão de princípios a Alguém e não de meras propostas doutrinárias e princípios religiosos.
A Igreja e o mensageiro deverão inculturar-se de modo a que a realidade da vida seja uma constante.
A Palavra de Deus encarnou num momento concreto em Jesus, Seu Filho Muito Amado,situado no seu tempo, história e cultura.
A palavra de Deus é integrada na cultura de um povo sem que elas percam a sua identidade própria. A cultura tende a adaptar-se aos valores do Reino de Deus. A Palavra de Deus é inculturada no seio da cultura do povo que a escuta num processo profundo mas lento.
A envangelização é dar a conhecer o próprio Jesus na Sua mensagem de Salvação à humanidade. A mensagem deverá ser absorvida no mais íntimo do coração humano para que esta transborde de amor, alegria e plenitude.
Este testemunho de vida pelo o anúncio da palavra de Deus é um apelo a converção e vivência do Sacramento da Eucaristia.
A catequese deverá ser um método de evangelização de profunda responsabilidade, ao qual a Igreja, catequistas, catequizandos e comunidade cristã fará a sua profissão de Fé, num sentido de Oração e Louvor ao Pai. A mensagem de Boa Nova, este anúncio de Jesus, Testemunha vivo de Evangelização deverá ir ao encontro do outro como ele é.
Jesus manteve-se profundamente ligado à sua própria cultura, mostrando uma atitude crítica e em certos momentos de descontentamento.
O diálogo é um elemento fundamental da teólogia da missão na estratégica catequética.
A diferença entre inculturação e evangelização é que na inculturação os métodos utilizados são vários, os destinatários são diferentes enquanto que na evangelização o conteúdo da mensagem "Jesus Cristo, É o Senhor, o Salvador, o Redentor, a Boa Nova, é o mesmo para toda a humanidade.

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Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog

Todos temos a percepção de que as catequeses, da infância, adolescencia e jovens não têm tido ao longo dos anos as referências de um desenvolvimento muito positivo, de um modo geral. Não é culpar ou retirar qualquer valor a quem quer que seja. De facto a veracidade dos factos são evidentes. Isto porquê? Os motivos são variados! Ora veja-mos alguns aspectos!
A sociedade em geral, encontra-se numa ''luta'' desenfreada para poder ''sobreviver'' ao dia-a-dia. É uma constante azáfama de interesses económicos, de um materialismo inexplicável que revela a falta de valores éticos no ser humano.
É devido a toda esta agitação que o mundo, a sociedade num modo geral e principalmente nas famílias que os problemas e grandes dificuldades surgem no dia-a-dia. O cansaço dos pais, um dia duro de trabalho, a falta de paciéncia leva a que muitos lares, o diálogo entre pais e filhos e vice-versa não exista.
Denota-se que os valores da família vão desaparecendo como; o afecto, o amor, a falta de tempo para os filhos, a falta de tempo para se apreciarem e poderem darem-se uns aos outros.
O amor começa em casa. Esse amor deve ser sólido, compreendido entre pais e filhos, em família. A família deve ser construtiva de valores que em sociedade, na sua relação entre os outros possa haver uma harmonia de paz e fraternidade.
A família Cristã é assim que deverá ser. Como Cristã deverá desempenhar a sua vivéncia de Fé em comunidade. Esta vivéncia de Fé deverá ter um aprofundamento Catequético e Eclesial serem discípulos de Jesus, dar a conhecer e reconhecer a mensagem da Sua Palavra, uma Palavra de Amor, Esperança, de Salvação.
A necessidade urgente de espaço e tempo para a formação de adultos mais comprometidos
A Catequese de Adultos, Pais, Família, (Pastoral Famíliar), é de facto a expressão de Fé de ''Maior Urgência'' que a Comunidade Cristã deverá empenhar-se e desenvolver numa evangelização famíliar.

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Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social. a publicar no blog

Revista Cruzada - Outubro 2007 - Ano LxxVII - Nº 10
'' Vaticano valoriza uso da Internet''
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, defendeu o uso da Internet como mecanismo ''para chegar aos jovens''.
Este responsável fez referência ao músico Elton John, que recentemente defendeu o encerramento da Internet como forma de retomar as relações humanas. ''Não aprovo a proposta de uma certa estrela de suspender a Internet por cinco anos'', respondeu o Cardeal Bertone aos jornalistas, que o questionavam sobre o site do Vaticano e sobre o uso da Internet para a comunicação.
Para este Salesiano é claro que ''se Dom Bosco estivesse aqui hoje, teria escolhido os melhores meios para chegar aos jovens''.
Por isso, refere o Cardeal Bertone, mais do que fechar a Internet ''é necessário valorizá-la e enchê-la de conteúdo''.
O transportar dos conhecimentos das novas tecnologias para a realidade da vida em concreto, deverão fazer-nos pensar de forma a podermos integrar-nos nesta sociedade tão diversificada. De facto os conteúdos deverão ser enriquecidos de uma aprendizagem de valores sociais e humanos e não de nefastos conteúdos que fazem da mente humana, uma mente vacilante.
Na Catequese e em toda a Comunidade Cristã, deveremos usufruir das novas tecnologias, Internet e meios audiovisuais para que possamos dar um maior contributo à mensagem da Palavra de Deus, na Sua revelação em Jesus Cristo.

17 3 Importância da comunicação existencial na catequese
A comunicação existêncial é uma referência importante para uma acção catequética, não pela informação, mas pelo partilhar contínuo e contagiante da evangelização que essa mesma comunicação oferece.
A comunicação existêncial vai ao encontro de uma catequese de pedagogia activa, num espaço de partilha, onde o catequista é mestre e os protagonistas são todos os membros do grupo, responsáveis de construção numa comunidade Cristã.
A comunicação existêncial sendo autêntica e transparente no que concerne à acção catequética no seu todo, transforma o homem num ser de felicidade, tolerante, harmonioso, compassivo no seio da comunidade Cristã e social.

22 - 1 Tema 5: Os meios Audiovisuais à distância
Em Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências.

A palavra internet é hoje uma das mais conhecidas em todo o planeta, pronunciando-se de forma semelhante quase por todo o lado, independentemente da língua.A atracção exercida por este novo instrumento de comunicação é tão forte que até as pessoas que nunca se tinham interessado pela informática têm sentido a necessidade de adquirir um computador para se ligarem ao resto do mundo.
Mesmo com todo este fascínio, porém não deixa de ser verdade que a Internet continua a ser uma ferramenta informática, com tudo o que isso implica. Para aceder à rede e para se poder ''navegar'', é obbviamente necessário ter um computador e, pelo menos algumas noções de como funciona, e para tirar dela o máximo partido, é necessário conhecer diversos programas informáticos, que estão em contínua evolução.
Na internet existem duas vertentes, uma com um lado positivo e outra oposta, o lado negativo. O lado positivo é que deveremos considerar como um poderoso meio de comunicação audiovisual, desenvolvendo as capacidadesas mentais, intelectuais, culturais, sociais, económicas, políticas do ser humano e cativa de um modo geral toda a humanidade. O lado negativo será o mau uso das comunicações para fins menos lícitos degradando a mente humana.
A internet deverá ser um meio de Evangelização Cristã ao serviço da catequese e da comunidade e magistério da Igreja.
A internet na acção catequética deverá ser difusora de um meio de projectar o dinamismo de uma Catequese, Paróquia, Diocese activa a uma escala global. É necessário também criar infraestruturas adequadas para que o processo e acção catequética seja desempenhada numa maior transparência e realidade para poder usufruir das novas tecnologias, estas como um auxiliar na Evangelização Cristã.

24 . 2 Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância?

Os três conteúdos na relação educativa segundo o estudo de Franta são:
O controlo, em que o educador deve saber recusar os extremos do método autoritário e do laxista, ou não autoritário.
A emotividade, em que um bom registo emotivo, fruto de uma maturidade psicológica, é capaz de transmitir uma relação positiva de aceitação do outro.
A autenticidade, em que só um educador autêntico, capaz de uma transparência comunicativa se pode afirmar de forma confiante e responsável diante do grupo.
Verifica-se que existe uma correlação entre estes três conteúdos e a acção do catequista perante o grupo de catequese. A catequese sendo como um espaço aberto de interligação entre o grupo e o catequista, este deverá conciliar o controlo, as emoções, a franqueza, a transparência num cordial e ameno diálogo. Toda a catequese tende para uma pura e aprofundada vivência na Fé, dinamizada pela mensagem da palavra de Deus, revelada em Jesus Cristo.
pedagógicas e da comunicação, aplicando-as à catequese.

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Participação do Marco no blog/PAD

Participação do Marco Vieira

Respostas da PAD

1ª – A pedagogia de Deus na revelação faz-se através das três pessoas da Santíssima Trindade, Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo. Manifesta a intencionalidade de Deus em comunicar com os homens e oferecer-lhes o seu amor no caminho da Salvação, apresenta Jesus Cristo na sua história salvifica como o mediador e a plenitude da Revelação, sendo o caminho para a comunhão com o Pai e a acção permanente do Espírito Santo no despertar da verdadeira fé nos homens e mulheres ao encontro do estabelecimento do Reino de Deus. Toda esta pedagogia se transmite pela história da Revelação e faz-se através de factos e palavras adaptadas às realidades concretas dos homens e das mulheres situados na história, convidando à fé e à comunhão com Jesus Cristo.

A atitude do catequista terá de ser algo pautado por estas linhas de orientação mantendo os mesmos objectivos. O catequista tem de se entregar na tarefa de evangelizar, tem de ser autêntico, confiante e plenamente crente, só assim a mensagem da Salvação do Evangelho poderá atingir o coração dos outros, pela capacidade do dom da palavra e a sinceridade do verdadeiro exemplo.

Tem de ter consciência de que ele é o mediador, tal como Jesus, na mensagem da Boa Nova aos outros, em representação da Igreja depositaria dessa função pela acção do Espírito Santo.

4ª – A inculturação é uma atitude fundamental no processo catequético. É necessário conhecer-se as características históricas, culturais, sociológicas, antropológicas, psicológicas, etc, da comunidade a quem se pretende dar a conhecer a mensagem do Evangelho.

O Evangelho é Boa Nova, como tal, não deve ser imposto mas oferecido e para que tal aconteça é necessária a inculturação por parte dos elementos da Igreja (catequista, pastor, leigos) de forma a que o Evangelho ilumine a cultura dum povo à luz da Palavra de Deus e não que se imponha como substituto dos seus valores culturais.

Com isto à que salientar também que o Evangelho não deve perder nunca a sua essência em detrimento de valores culturais situados em espaços e tempos específicos porque a mensagem de Jesus é intemporal e universal.

Mas sem dúvida que inculturação e evangelização andam de mãos dadas, senão vejamos, para que exista uma boa evangelização é necessário conhecer bem as características culturais de um povo (inculturação), para que se faça a sua leitura à luz do Evangelho. E se existir uma boa evangelização dos elementos da Igreja, ou seja, amor e abertura ao outro, certamente que o processo de inculturação tornar-se-á algo muito mais fácil.

9ª – Num mundo global e em permanente mudança, agora mais do que nunca, se a Igreja quiser sobreviver no futuro terá que reformular toda a abordagem pedagógica direccionada aos adultos. Urge fazer catequese para adultos, é preciso dar formação religiosa e teológica aos leigos de forma a trazê-los novamente ou intensificar-lhes a sua permanência no seio da vivência cristã. É necessário compreender que os adultos são o fermento da vida cristã em comunidade, e não as crianças, como se possa pensar. As crianças ainda não são indivíduos autónomos, dependem das directivas dos pais, pelo contrário, os pais tem autonomia de decisão nas suas vidas e podem definir a forma como pôr em pratica nas suas vidas a mensagem evangélica.

Têm também mais maturidade de personalidade, o que lhes proporciona a vivência de uma fé mais madura. Mas para isso a Igreja tem de chamar os leigos adultos a participar, a intervir, a ganhar responsabilidades na vivência da sua fé, e a mesma Igreja tem de ser capaz de evangelizar para fora, sair da sua atitude claustrofóbica encerrada na concha paroquial e vir para o meio do povo evangelizar.

A Igreja não se faz com crianças, faz-se com homens e mulheres maduros na sua espiritualidade, por isso os adultos terão de ser uma prioridade.

Convêm não esquecer que no último encontro dos bispos portugueses com o Papa Bento XVI o que as dioceses apresentaram foi um enorme decréscimo dos cristão católicos praticantes, isto é um sinal de que já há bastante tempo que a Igreja se esqueceu da pedagogia divina realizada por Jesus e referenciada nas Escrituras. Jesus revelou-se aos homens e mulheres adultos do seu tempo, e terá de ser este o exemplo a seguir.

Esperemos que soprem ventos de mudança.

13ª – http://vatican.mondosearch.com

Artigo intitulado " Encontro de catequese e oração do Papa Bento XVI com crianças da Primeira Comunhão".

As crianças colocaram ao Santo Padre perguntas puras e simples, mas as que realmente perturbam o seu intimo. E sua Santidade foi-lhes respondendo de forma simples e directa.

Encontramos questões como:" Devo confessar-me cada vez que recebo a comunhão? Mesmo quando cometo os mesmos pecados? Porque eu sei que são sempre os mesmos."; " A minha catequista ao propor-me para o dia da primeira comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo?"; " Para que serve ir à Missa e receber a comunhão para a vida de todos os dias?".

É à pureza destas questões simples que a catequese e a Igreja em geral devem regressar, porque são estas as questões da vida e vivência do ser humano cristão que se forma.

Por vezes perdemo-nos em emaranhados teológico-filosóficos que ninguém sabe muito bem o que significam e afastamo-nos dos valores e necessidades reais da vida.

Não esqueça-mos que o Evangelho é Vida, são os Valores práticos das relações com amor fraterno e desinteressado. Faça-mos a simplicidade destas questões trespassar para a metodologia, que se pretende simples do nosso ensino evangélico.

17ª – A noção de comunicação existencial é deveras interessante e adapta-se perfeitamente à necessária forma de comunicar de um catequista. Essa procura de uma relação profunda com o outro, de se libertar de si próprio criando um espaço comum em que se permite que o outro possa alterar algo em nós é de facto uma atitude de liberdade e de abertura espectacular.

Poder-se-ia dizer que a comunicação existencial, com as suas características, é tipicamente o ideal de uma comunicação cristã. E veja-se, como foi referido numa questão anterior, a inculturação é um elemento fundamental para uma boa evangelização e para que ela se faça de forma eficiente a única forma de comunicação será sem duvida a existencial.

22ª – Parece-me que os desafios da Internet na catequese são os mesmos que em qualquer outra área.

Poderá ser um óptimo instrumento quando bem utilizado ou um péssimo instrumento se mal utilizado. A Internet como um espaço aberto de recolha e consulta de informação, é também um espaço onde se pode encontrar de tudo, e mesmo considerando apenas informação de conteúdo catequético, haverá coisas com muita qualidade e outras que nem tanto, por isso é imprescindível o desenvolver de um espírito critico sólido de forma a conseguir realizar a triagem e selecção necessárias.

Sem duvida que a capacidade de ser algo que está disponível a toda a hora, torna a tarefa da catequese mais interactiva e faz com que deixe de ser apenas uma reunião que se realiza durante uma hora ao sábado ou ao domingo, abre a possibilidade de se tornar numa formação constante, assim como promove o funcionamento em rede do grupo catequético, mesmo à distância.

Mais uma vez é necessário que a Igreja, nas pessoas dos catequistas, se modernize e aceite as novas tecnologias como um dom dado por Deus pela acção do Espírito Santo para a transmissão da sua mensagem. São múltiplas as formas de Deus se comunicar com os homens e a Internet é sem dúvida uma delas.

24ª – Os três conteúdos da relação educativa, segundo Franta, são, o controlo, a emotividade e a autenticidade.

O controlo denota a capacidade do educador ser uma referência para o educando representando a autoridade sem se tornar autoritário, nem permissivo.

A emotividade que se reflete na capacidade de criar empatia com o outro desenvolvendo uma relação afectiva sólida.

E a autenticidade ou seja uma atitude de acordo com a natureza de si próprio, original e autentica.

Sem dúvida que estes são pilares fundamentais na relação educativa do catequista com o seu grupo. É deveras importante que os conheçam, os desenvolvam e ponham em prática.