Catequéticas Fundamental, Pedagogia Catequética, Meios de Comunicação Social, Biblia e Jesus Cristo- ISCRA - Aveiro. Espaço de partilha e saber sistemático

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Participação Artur Ferreira

Participação Artur Ferreira
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Unidade Didáctica 1
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog


Deus foi-se revelando ao longo de toda a história, desde Abraão até Jesus Cristo e depois através do próprio Filho de Deus.
Jesus Cristo no decorrer da sua vida foi-se mostrando e dizendo aos homens quem era e o que queria deles, não num único instante, mas nos momentos de oração, nos seus ensinamentos, na própria crucificação e morte na cruz, e até depois que lhes foi aparecendo. Foi mais nesta fase que, a todos eles, se lhes começaram a abrir os olhos e a mente e que os fez acreditar, servir essa causa e O anunciar pelos diversos lugares e cantos do mundo de então.
Refiro-me, de modo particular e como se entende, ao episódio dos discípulos de Emaús narrado por S. Lucas (Lc 24, 13-35) e que constitui um exemplo de pedagogia catequética. Cristo, o catequista, dá o exemplo. Aproxima-se dos caminhantes e faz-se companheiro de jornada. Depois a sua primeira atitude não é falar, mas sim a de ouvir. Por isso a pergunta: de que falam vocês? Que aconteceu?
Depois de os ouvir foi-lhes explicando as Escrituras, por fim aceitou o convite para ficar em casa deles e é aí, à volta da mesa, na intimidade da vida partilhada, que se dá a conhecer através dos gestos (da bênção e partir do pão), «então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no …» Depois disto, correram para os outros e contando tudo quanto viveram, O começaram a anunciar.
Com a nossa catequese deverá aplicar-se o mesmo princípio, ou seja, ao anunciar Jesus, este deve ser “mostrado” aos poucos, fazendo com que os destinatários, o vão sentindo, “digerindo” e mantenham uma constante curiosidade de querer saber mais. Daí que o catequista deva ser alguém através do qual Deus fala.

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Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. a publicar no blog


Evangelização, é fazer os outros participantes da Boa Nova de Jesus, é cumprir com o que Ele próprio pediu aos seus discípulos “ide e fazei discípulos todos os povos …(Mt 28, 19)”.
A evangelização é feita por cada um de nós, pelo testemunho de vida, pelo anuncio da Palavra de Deus, pelo apelo à conversão e à vivência sacramental, pela formação de grupos onde se promova o desenvolvimento do homem, quer pelas suas virtudes, quer no apoio aos mais fracos pela caridade e, onde se consiga tornar presente o Evangelho na cultura desse meio onde estamos inseridos.
Inculturação, é tornar presente, fazer penetrar a mensagem evangélica de Jesus Cristo, em cada cultura, mas também e ao mesmo tempo introduzir essas culturas na vida da Igreja local.
Considerando o referido na resposta 3 (pedagogia da encarnação), bem como o escrito anteriormente quanto à evangelização e inculturação, considero que nos dias de hoje a relação entre «inculturação» e o «processo pedagógico catequético da encarnação», é como que uma réplica do realizado pelo próprio Jesus Cristo.
Como sabemos, Jesus esteve sempre profundamente ligado à sua própria cultura, mas no entanto, manteve para com ela uma atitude crítica. Assumiu e confirmou o que nela era evangelicamente válido, mas corrigiu ou orientou numa dinâmica de transformação e conversão o que nela havia de negativo, actuando desta forma no plano salvífico de Deus.
Assim se deverá fazer também agora. A inculturação, sendo um processo de evangelização que articula a fé e a cultura, não se limita unicamente à evangelização de grupos e/ ou comunidades aos quais ainda não foi anunciado o Evangelho. Deve estar presente, quer nos grupos humanos de tradição ou origem cristã na sua formação cultural, quer em relação a subculturas dentro destes grupos, como por exemplo, organizações, instituições, regiões especificas, etc

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Defina os termos "exegese e hermenêutica". Indique o lugar e a forma que hão-de ter na catequese.

Exegese, é a interpretação profunda de um texto bíblico, para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais a devem ter ouvido, é descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia no contexto histórico e literário.
Hermenêutica, é a ciência ou a metodologia da interpretação, especialmente de um texto escrito. É uma forma ampla de interpretação, no sentido da procura do simbólico.
Tendo a catequese por base transmitir a mensagem de Jesus Cristo, torna-se necessário que quer os evangelizadores, quer os destinatários, a conheçam na sua essência para que, com mais facilidade a consigam pôr em prática.
Este entendimento da Palavra e dos sinais bíblicos é mais conseguido se se conseguir aproximar a realidade humana aos próprios sinais que Deus nos revela, através dos actos e acções litúrgicas e catequéticas.
Assim sendo, devem em especial os catequistas, recorrer à hermenêutica, procurando descobrir o sentido exacto das palavras e dos textos e à exegese na aplicação prática da hermenêutica.
Uma das pedagogias de Jesus foi através de sinais que nos chegou sob a forma de parábolas. Por ser de mais fácil compreensão, deve o catequista adquirir métodos próprios para que lhe seja mais fácil fazer a aproximação da Palavra aos destinatários. Assim deve:
-ter conhecimento do texto bíblico;
-saber a sua incidência na espiritualidade do grupo;
-saber qual a contribuição para os destinatários;
-ter presente a caracterização ou especificação do conteúdo;
-aplicar a metodologia para transmiti-lo melhor;
-propor a sua abertura para a liturgia e para a vida.

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Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog


Na nossa sociedade tem-se estabelecido pouco a pouco e como coisa normal, a indiferença religiosa e a insegurança moral. É neste ambiente que os cristãos têm que professar e praticar a sua fé, em sobreposição com essas realidades laicais e neopagãs.
Vemos que a maioria dos baptizados não estão evangelizados e os católicos de “fé adormecida” só acordarão ou despertarão na sociedade secularizada, se por convicção forte e pessoal, souberem como seguir passo a passo o ensinamento de Jesus.
Apostar numa catequese de adultos, é garantir uma evangelização familiar.
Daí a importância de uma catequese dinâmica para adultos, para confrontarem a sua realidade com a fé e fazerem a leitura da Palavra de Deus ligada à vida, capacitando-os a ser fermento e meio de transformação da sociedade.
A metodologia a utilizar deverá ser, “ver, julgar e agir”. Desta forma deve o catequista, através de meios dinâmicos (música, slide show, testemunhos, relatos, textos, etc.), fazer com que o grupo, através da criatividade e actividade própria da sua idade, vá descobrindo pouco a pouco a verdade e a realidade das catequeses propostas.
Não devem ser palestras ou aulas de catequese, mas sim, fazer com que todos, independentemente da sua situação ou condição social, se sintam integrados no grupo, para que com maior facilidade, compreendam e se sentir atraídos para o trabalho em comunidade.


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Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social. a publicar no blog


O texto por escolhido, intitula-se “Comunicação Social e Catequese”. Foi tirado da Internet, de http://apuntes.ricondelvago.com/comunicacion-social-y-catequesis.html e é um trabalho universitário de origem argentina, em idioma castelhano, elaborado por Natália Cecília Romero.
Para mim é como que o resumo de toda a matéria desta disciplina, focando especialmente a evolução da comunicação desde os tempos primitivos até aos nossos dias, mas do ponto de vista religioso, ou de utilização do homem na sua forma religiosa de pensar e de agir.
Foca também pontos/ temas que temos aprendido noutras disciplinas e que complementam, ajudam e dão razão de ser ao estudo a que nos propomos.
Considero que o trabalho foca essencialmente os seguintes pontos:
- A pedagogia de Deus;
- O homem como comunicador, com os outros e com Deus;
- Cristo Palavra de Deus e origem da comunicação da Igreja;
- Evolução da comunicação escrita tem em vista a difusão do cristianismo;
- Inovações tecnológicas para a difusão da fé;
- Contrariedade e proibições por parte da Hierarquia;
- A palavra do Vaticano;
- Como evangelizar hoje.
Embora o trabalho esteja especialmente voltado para a América Latina e com referências a esse mesmo continente, tem razão de ser e aplicabilidade em qualquer parte do mundo e com quem se quiser envolver e conhecer mais a comunicação e o próprio Deus.


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Importância da comunicação existencial na catequese. a publicar no blog

Na catequese a comunicação existencial é importante, porque é uma das melhores formas de nos darmos aos outros fazendo a transmissão da mensagem doutrinal de forma transparente, livre e real.
Ao querermos ensinar que é através de Jesus Cristo que nos conseguimos libertar e viver a felicidade, deverá ser através de atitudes deste foro existencial, que mostraremos o quanto é efectivamente positivo ter determinados tipos de vida. Dirigindo a forma de comunicar para valores os humanos e cristãos que devem gerir a nossa vida e sociedade, estaremos a contribuir para que, o grupo com o nosso exemplo e nós próprios através do grupo, se processe uma transformação pessoal e colectiva de todos estes elementos.
É uma forma de entrega aos outros e de contagiar os que nos rodeiam.
Seria talvez cumprir com um dos nossos maiores desejos como cristãos, que é voltar a ser como as primeiras comunidades (Act 4, 32-37), para que também os outros que connosco se cruzam, pudessem dizer de nós “vede como eles se amam”.


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Tema 5: Os meios Audiovisuais à distância
Em Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências. a publicar no blog

Penso que o maior desafio da utilização da Internet no âmbito da catequese, é saber como se pode cumprir com esse meio, o desafio e convite que Jesus nos deixou, “ide por todo o mundo e anunciai a Boa nova”.
Efectivamente a Internet é um óptimo meio de comunicação, mas dado a realidade virtual do espaço cibernético, não pode substituir a realidade, o testemunho, o contacto interpessoal que são sempre factores essenciais na pedagogia catequética.
Na Net, não há vivência sacramental ou liturgia, no entanto ela pode completar essas realidades, pela facilidade de consulta desses mesmos conteúdos.
A catequese deve utilizar a Internet como instrumento de comunicação directo, imediato, interactivo e participativo. Ou seja, cada grupo pode ter uma página, um Blog, criar um Fórum, etc., em que cada elemento poderá ter acesso aos conteúdos ministrados, manifestar a sua opinião sobre temas já tratados, ou apresentar ideias futuras, corrigir uma ou outra situação, etc.
Em comunidade ou em outra qualquer situação em que seja impossível o contacto entre catequista e catequizando, a utilização da Internet poderá suprir essa ausência e quer individualmente ou em grupo, parte da formação poderá ser ministrada.
Penso que o mais importante da NET e considerando o já referido quanto à falta do contacto humano (olhar, ouvir, sentir, etc.), da interactividade, da personalização, este meio poderá e deverá ser utilizada mais como reforço à formação, através da linguagem textual, sonora e visual.
Numa página própria ou em qualquer outra e através de ligações indicadas aos “sites” escolhidos, poderemos apresentar desenhos, vídeos, musicas, consultar documentos do Magistério, da Diocese, ler a Bíblia, fazer oração diária e propostas para outros tipos de oração, dar formação a pais e catequizandos, enfim um mundo de hipóteses que cada comunidade poderá e deverá utilizar.

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Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? a publicar no blog


Os conteúdos da relação educativa são: o controlo, a emotividade e a autenticidade.
Todos eles estão interligados, devendo ser uma das preocupações primárias a ter pelo catequista, quando está a dar catequese.
Independentemente se trabalha com adultos, crianças ou jovens, é fácil verificar que todos são diferentes nos seus aspectos biológicos e psíquicos. A catequese é um espaço aberto a todos independentemente do grau intelectual, social, do sexo, raça, etc., mas quando todos estes factores se juntam, por vezes acontecem alguns atritos que é necessário ultrapassar. Para o efeito, deve o catequista ter o controlo de toda a situação, sabendo igualmente gerir as sensibilidades e emoções individuais ou do grupo, não dando ou mostrando por exemplo mais atenção ao indivíduo A porque é mais aplicado que o B, ou aquele outro porque é mais velho, ou um outro porque sempre chora, etc.
Igualmente o catequista deve pautar a sua conduta pela autenticidade, o que é dizer, saber ser capaz de se mostrar tal como é, com confiança e responsabilidade para com todos, no fundo, ser verdadeira testemunha da Palavra que anuncia.
Participação Artur Ferreira

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