Participação Anabela de Jesus Barros Cajada Lopes
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista – ele é o envelope, o convite real de JC.) a publicar no blog
Ao revelar-se ao Homem, Deus desvenda-se, dá-se a conhecer. A catequese deve assentar a sua pedagogia na forma como Deus se revelou ao Homem, a Pedagogia de Deus.
A revelação é um dom, pois Deus oferece-Se gratuitamente. Ele quer comunicar connosco e convida-nos a viver com Ele. O catequista é alguém que acolhe Deus, que sabe apreciar a beleza dos dons que recebeu e que transmite o que lhe foi dado, transmite a alegria. Deus não Se dá a conhecer de uma vez só, vai-se revelando pouco a pouco, conforme a nossa capacidade de O receber. É também isto que deve acontecer na catequese. Uma caminhada na fé, que é dom de Deus, mas que necessita de ser alimentada, formada.
Deus quer comunicar com o ser humano de uma forma acessível. A Sua acção salvífica manifesta-se através de sinais que nos falam dela. Deus revela-se ao Homem através de sinais, utilizando a sua linguagem e ele responde-Lhe com a fé, como o compromisso e com o louvor. É verdade que muitas vezes perdemos muito tempo a tentar perceber a linguagem de Deus e esquecemo-nos que a linguagem da Deus é a linguagem do ser humano. É pois com essa linguagem que o catequista deve falar de Deus. Para isso deve conhecer Deus, para que O possa transmitir mas deve também conhecer aqueles a quem O vai transmitir. Ser catequista é, à imagem de Jesus Cristo, ser capaz de encarnar – de ir ao encontro do outro (com todos os seus problemas e vivências), de fazer caminho com ele. O catequista é o envelope, o convite real de Jesus Cristo, que através dos dons que recebeu, fruto do amor gratuito de Deus, se dá também aos outros, transmitindo-lhes a mensagem de Deus com o seu testemunho de vida. O “envelope” deve ser o reflexo da mensagem que transporta, pois só assim ela se torna essencial.
Relacione a inculturação com o processo pedagógico catequético da encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. a publicar no blog
Deus quer revelar-se ao Homem e iniciar com ele um diálogo de amor. Ele quis aproximar-se tanto do ser humano que se tornou um de nós, no Seu Filho Jesus Cristo. Jesus, o primeiro evangelizador, fez-se presente no meio dos homens., viveu com eles e à maneira deles (excepto no pecado). O catequista para dar a conhecer Deus deve então utilizar a Sua pedagogia. Deve ir ao encontro do outro e fazer caminho com ele.
Evangelizar é dar a conhecer Jesus Cristo e a Sua Mensagem de Salvação que é para todos. Mas, para que esta mensagem chegue a todos e adquira um verdadeiro significado nas suas vidas é necessário que seja entendida e integrada na sua cultura, nas suas tradições e costumes. A inculturação é assim um dos melhores métodos utilizados na evangelização. A Boa Nova de Deus, a Sua Palavra, só será entendida e vivida se for ao encontro do real da pessoa, se tiver em conta as suas vivências, a cultura e as tradições da comunidade em que ela está inserida.
Evangelizar não é tarefa fácil, pois não consiste apenas em falar de Deus. É preciso dar testemunho, é necessário implicarmo-nos, fazermos nossas as experiências e tradições daqueles a quem queremos transmitir a mensagem. O evangelizador tem que ser fiel a Deus e ao Homem. A mensagem que transmite só fará sentido se for ao encontro da vida real e concreta daqueles que a escutam. Para uma verdadeira evangelização é preciso descer à mesma condição dos outros, fazermo-nos um deles. É necessário adaptar a mensagem mas é fundamental adaptar também o mensageiro. Assim penso que não haverá uma boa evangelização se não houver inculturação.
Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pro-activo da Catequese de adultos como 1.ª necessidade de formação catequética nas paróquias. a publicar no blog
Apesar do DGC afirmar que “a Catequese de Adultos é uma forma privilegiada da catequese” a Igreja parece continuar a apostar apenas na catequese da infância e da adolescência. Esquecem-se assim, por exemplo, aqueles adultos que após alguns anos de afastamento regressam à Igreja ou os pais das crianças que andam na catequese e que também querem continuar a sua caminhada na fé O crescimento e aprofundamento da fé faz-se de modo gradual, acompanhando as várias etapas da vida. Deve ser um processo contínuo e dinâmico. Assim, não basta mandar as crianças para a catequese, é preciso que os seus pais e familiares também se envolvam em todo este processo e todos juntos caminhem na fé. Precisamos de cristãos activos e empenhados, com uma fé madura e esclarecida. Para isso é necessário que cada um construa o seu próprio caminho mas descubra, em comunidade a Mensagem. As paróquias precisam que os cristãos que desempenham cargos de responsabilidade saibam dar razões da sua fé, e sejam verdadeiras testemunhas de Cristo. Tem então que apostar na formação desses cristãos proporcionando-lhes momentos de encontro e de reflexão que sejam eficazes e motivadores. Não basta a “boa vontade” é necessária formação, é necessário competência.
Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social. a publicar no blog
Recensão
Revista Pastoral Catequética – Janeiro/Abril 2005.
P. Luís Otero, Vigário da Educação e Catequese no Arcebispado de Santiago de Compostela. Conferência proferida nas Jornadas Nacionais de Catequistas, em Fátima, a 15 de Novembro de 2003.
Nesta conferência o P. Luís Otero fala da Pedagogia da catequese. Fazendo referência ao DGC, apresenta esta pedagogia como tendo a sua origem na Pedagogia Divina, uma pedagogia original e eficaz. Deus quer a Salvação do Homem, por isso aproxima-se dele, acompanha-o, liberta-o e, pouco a pouco, fá-lo crescer na fé. Estas características do actuar de Deus são critério fundamental para a acção catequética. A catequese tem que oferecer a salvação de Deus como um dom; a pedagogia da fé tem que estar impregnada de gratuidade. A Pedagogia de Deus, a Pedagogia de Cristo, a Pedagogia da Igreja e a Pedagogia do Espírito são princípios fundamentais para a Pedagogia Catequética.
Faz uma reflexão sobre a necessidade de renovação das comunidades cristãs e diz que: “sem comunidades cristãs renovadas e com perfil missionário, não poderá frutificar uma catequese com garantias de poder oferecer à humanidade a mensagem do Evangelho.” A este propósito apresenta alguns caminhos e apresenta um novo projecto de iniciação cristã, onde refere a importância da necessidade de ter em conta as diversas situações dos catequizandos. Muitos dos que chegam à catequese chegam sem fé ou com ela muito afectada, temos adultos com conhecimentos religiosos prevalentemente infantis, adolescentes hesitantes em comprometerem-se com a mensagem de Cristo. È preciso então, adequar o processo catequético a todas estas realidades. Fala também da urgência da catequese de adultos que diz, tem estado ausente das nossas paróquias. Considera que os adultos foram os que mais sofreram o impacto da mudança sócio-cultural e, portanto, a crise de fé. Além disto são eles que têm nas mãos a educação das futuras gerações, são eles que dirigem toda a actividade política nos campos da economia e da cultura.
Termina referindo quais as atitudes básicas que um catequista deve ter ao realizar a sua missão: gratuidade, alegria, responsabilidade, esperança, humildade e súplica.
Importância da comunicação existencial na catequese. a publicar no blog
A comunicação existencial é muito importante na catequese pois ninguém pode comunicar o que não vive. Daí a necessidade da autenticidade, da entrega aos outros. O catequista não quer transmitir apenas informação, quer também partilhar o dom de Deus, a alegria da fé recebida e isto só é possível com uma comunicação existencial. Este tipo de comunicação ajuda-nos a ser melhores, porque quanto mais nos damos aos outros, tanto mais somos nós mesmos.
Tema 5: Os meios Audiovisuais à distância
Em Catequese quais os desafios da Internet, nas suas demais valências. a publicar no blog.
Se Deus se quer comunicar ao ser humano utilizando a linguagem humana, a Igreja tem que se ir actualizando de forma a que a linguagem que utiliza para falar de Deus seja actual e faça sentido. Estamos na era da Intrnet, então vamos utilizar os seus unúmeros recursos e colocá-los ao serviço da evangelização.
Na catequese a internet pode desempenhar um papel muito importante, por exemplo ao nível da formação e apoio aos catequistas. Na promoção de espaços de partilha de experiências entre grupos, intercâmbios entre paróquias, divulgação de actividades e e de acções…
A Internet por si só não resolve os problemas nem é solução milagrosa, mas ajuda a promover aquilo que por outros meios seria muito mais lento e difícil de conseguir.
Segundo o estudo de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? a publicar no blog
Os três conteúdos na relação educativa segundo Franta, são:
- O Controlo – o educador deve ter uma postura equilibrada, não sendo demasiado autoritário nem demasiado permissivo. Deve estabelecer uma relação próxima com o grupo mas sabendo sempre manter uma distância emocional que lhe permita agir com firmeza e ponderação.
- A Emotividade – exige maturidade para que se consigam estabelecer relações positivas de aceitação do outro. É necessário que se criem laços para que todos caminhem juntos, cresçam e se desenvolvam.
- A Autenticidade – o educador deve ser autêntico e transparente na sua comunicação. Deve ser alguém em quem se pode confiar.
Todos estes conteúdos são igualmente importantes e devem estar interligados. O educador deve ser alguém responsável, digno de confiança e respeito, capaz de controlar as situações e de acompanhar o grupo na sua caminhada, no seu crescimento.
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