Catequéticas Fundamental, Pedagogia Catequética, Meios de Comunicação Social, Biblia e Jesus Cristo- ISCRA - Aveiro. Espaço de partilha e saber sistemático

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Participação Ana Maria Pinheiro Pereira

Ana Maria Pinheiro Pereira
Unidade Didáctica 1
01
Tema 1: A Pedagogia Divina
Características fundamentais da Pedagogia de Deus na Revelação e que sejam aplicáveis à pedagogia catequética. (tendo em conta o perfil do catequista - ele é o envelope, o convite real de J. C.) a publicar na blog.
As características fundamentais da pedagogia de Deus e que são aplicáveis à pedagogia catequética são:
A) A Pedagogia de Deus
Ao longo da História, através da Tradição e, especialmente, a Sagrada Escritura apresentam-nos os traços fundamentais da pedagogia de Deus, na Revelação, como um Pai que se manifesta misericordioso e mestre sem deixar de ser simultaneamente terno e firme (Os 11,3-4); um Deus que acolhe o homem como é, nas condições que se encontra, adaptando-se às mais diversas realidades, idades e situações concretas da vida; Ele liberta-nos dos vínculos do mal, atrai-nos a si com laços de amor, faz-nos crescer progressiva e pacientemente até à maturidade de filho livre e fiel; educa-nos mediante os acontecimentos tristes e alegres da vida, transformando as provas da vida e os sofrimentos em lições de sabedoria; entrega-nos uma mensagem de instrução e de prudência que se vai transmitindo de geração em geração, especialmente, através da catequese. A tarefa do catequista é proporcionar o verdadeiro encontro da pessoa com Deus, o que significa proporcionar-lhe que ela faça da sua relação com Deus uma relação pessoal e central, para se deixar guiar por Ele.
B) A Pedagogia de Cristo
Esta, consiste em que, na plenitude dos tempos, Deus enviou à humanidade, o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, Salvador. Os discípulos viveram esta experiência de Cristo, como Filho de Deus, através das suas palavras, sinais e obras presentes nos Evangelhos: o amor pelos pobres, marginalizados e pecadores como, pessoas amadas e queridas por Deus, o anúncio do Reino de Deus, entre outros, convidava os discípulos a segui-Lo de forma integral, radical e sem nostalgia. Cristo entregava-lhes a sua pedagogia da fé como plena participação na sua causa e no seu destino.
C) A Pedagogia da Igreja
É uma continuação da Pedagogia de Deus e da Pedagogia de Cristo. Ela “sendo nossa Mãe, é também educadora da nossa fé (CIC 169). São estas as razões profundas pelas quais a comunidade cristã é, em si mesma, uma catequese viva. Anuncia e celebra por aquilo que é, realiza e permanece sempre como o lugar vital indispensável e primário da catequese. A Igreja produziu ao longo dos séculos, um incomparável tesouro de pedagogia da fé: o testemunho de catequistas e santos; uma variedade de vias e formas originais de comunicação religiosa como: o catecumenato, os catecismos, os itinerários da vida cristã; um precioso património de ensino catequético, de cultura da fé, de instituições e de serviços da catequese. Todos estes aspectos fazem a história da catequese e entram, de pleno direito, na memória da comunidade e na prática do catequista (DGC 139-141).

Que desafios foram colocados no primeiro seminário da disciplina de Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social ?

Depois de uma reflexão ao contexto político, económico e social actual a Igreja confronta-se, entre outros, com o secularismo e materialismo presentes e consequentes de uma sociedade em profundas mudanças. O Kerigma ou Boa Nova é um desafio para todos os cristãos, especialmente, aqueles que são chamados a dar testemunho de fé, em Jesus Cristo, através dos diversos serviços pastorais, especialmente, na pastoral catequética.O nosso primeiro seminário lançou-nos alguns desafios: o catequista tem que se sentir cativado e estabelecer uma relação pessoal e integral com Cristo; esta relação de fé, transbordante, leva-o a acolher o convite de Jesus, tornar-se seu discípulo na Igreja e no mundo actual; os problemas actuais e reais das nossas comunidades não nos devem deixar indiferentes; o catequista deve ser uma presença viva, ao jeito de Jesus, diante dos seus catequizados de forma que estes, pelo seu ser e agir, possam conhecer, amar e seguir Jesus “caminho, verdade e vida”; o catequista deve sentir necessidade de adquirir formação integral de modo a poder dar uma resposta, concreta e pontual, às exigências reais das nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos; deve ser uma pessoa orante, de fé, uma personalidade madura, que desperta confiança, activo, criativo, dinâmico, aberto à mudança, que saiba comunicar, generoso, humilde, acolhedor, tolerante, compreensivo, que saiba escutar, coerente, responsável, maduro, esclarecido, social, versátil, interessado, inovador, que sabe valorizar o outro e trabalhar em equipa, que está actualizado e em sintonia com o pensar da Igreja sobre a doutrina e os problemas sociais actuais...
Sinto-me sensibilizada para o problema da pouca formação integral dos adultos e desmotivação para a aquisição da mesma, apesar de, actualmente, já existirem diversas oportunidades promovidas pela pastoral paroquial e diocesana.

04
Relacione a inculturação com o processo catequético da Encarnação. Diferença entre inculturação e evangelização. A publicar no blog

A catequese, assumindo a pedagogia da Encarnação que Deus utilizou na História da Salvação, apresenta-se como uma acção da igreja que abre as expectativas humanas à transcendência.
A Encarnação do Filho de Deus aconteceu na história, num tempo e espaço concretos. Jesus tornou-se homem no seio de uma família, de uma comunidade civil e religiosa. Ao anunciar a Boa Nova utilizou os meios e linguagem próprios da cultura inserida. Não impôs, encarnou e anunciou. Assim, por inculturação entende-se tudo o que engloba o esforço por conhecer a realidade de uma cultura, aceitar a mesma e utilizá-la como instrumento ao serviço da Evangelização. A “inculturação” da fé, através da qual se assumem, num intercâmbio ”todas as riquezas das nações, herança de Cristo”, é um processo profundo e global e um caminho lento (DGC 109). A Evangelização ou anúncio do Kerigma só acontece de forma positiva se esta estiver inserida dentro da cultura, ou seja, pela inculturação (EN 20).
Por Evangelização entendemos que a Igreja “existe para evangelizar”, isto é, para levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e, pelo seu influxo, transformá-las a partir de dentro e a tornar nova a própria humanidade” (DGC 46). O mandato missionário de Jesus comporta vários aspectos intimamente conexos entre si: “proclamai” (Mc16,15), “fazei discípulos e ensinai”(Mt28, 19-20), “sereis minhas testemunhas” (Act1,8), “baptizai” (Mt28,19,”fazei isto em minha memória” (Lc22,19), “amai-vos uns aos outros” (Jo15,12). Anúncio, testemunho, ensinamento, sacramentos, amor ao próximo, fazer discípulos. Todos estes aspectos são vias e meios para a transmissão do único Evangelho e constituem os elementos da Evangelização.
O Directório Geral da Catequese refere as tarefas da catequese que dizem respeito à Inculturação da Fé e formam um conjunto orgânico: conhecer em profundidade a cultura das pessoas e o grau de penetração nas suas vidas; reconhecer a presença da dimensão cultural no próprio evangelho, afirmar que este não nasce de qualquer húmus cultural, reconhecer que o Evangelho não pode ser isolado das culturas nas quais se inseriu ao princípio e depois se exprimiu ao longo dos séculos; anunciar a transformação profunda, a conversão que o Evangelho realiza nas culturas, enquanto força “transformadora e regeneradora” (CT 53), testemunhar a transcendência do Evangelho em relação à cultura e, ao mesmo tempo, discernir os gérmens evangélicos que nela possam estar presentes; promover uma nova expressão do Evangelho segundo a cultura evangelizadora visando obter uma linguagem de fé que seja património comum entre os fiéis e portanto, factor fundamental de comunhão; manter íntegros os conteúdos da fé da igreja e procurar que a explicação e o esclarecimento das fórmulas doutrinais da Tradição sejam propostas tendo em conta a situação cultural e histórica dos destinatários, evitando sempre mutilações e falsificações de conteúdos.
A catequese deve adaptar-se às realidades concretas de cada paróquia. Só assim produzirá frutos em abundância.
09
Tema 7: Pedagogias Complementares
Realize uma apresentação pessoal sobre a importância do desenvolvimento activo e pró-activo da catequese de adultos como primeira necessidade de formação catequética nas paróquias. A publicar na blog

A pedagogia activa , na catequese, busca a actividade e a “criatividade” das pessoas considerando-as como sujeitos activos de sua própria formação. “Na vida cristã ordinária, os crentes estão chamados a dar uma resposta activa, pessoal e em grupo, ao dom de Deus por meio da oração, da participação nos sacramentos e nas demais acções litúrgicas, no compromisso eclesial e social, no exercício da caridade e na promoção dos grandes valores.” (DGC 157). Esta pedagogia activa e seu desenvolvimento é uma necessidade para a formação catequética nas nossas paróquias. Actualmente, constatamos que existem adultos que exercem diversos ministérios na pastoral catequética, litúrgica, familiar, social, etc., sem a devida formação, conhecimento e sensibilização. É urgente alertar os cristãos para a necessidade de adquirirem mais conhecimento teológico, cristológica, dogmático, sociológico, entre outros. Em adultos, temos uma capacidade e visão, diferentes, destas realidades. Através da catequese de adultos (desenvolvimento activo) estes, no futuro, poderão formar outros (desenvolvimento pró-activo). Também nas famílias mais jovens, a catequese de adultos torna-se uma necessidade. Os pais não conseguem compreender, valorizar e incentivar a catequese das nossas crianças, adolescentes e jovens. O antropocêntrismo, o secularismo e o materialismo são alguns dos factores que contribuem para a desvalorização do aspecto religioso no ser humano. É necessário e urgente educar e catequizar para a importância da formação integral do homem: corpo e alma. E que pela sua complexidade tende para o transcendente.
Só conseguiremos alcançar estes objectivos quando conseguirmos envolver pais e catequizandos de uma forma activa, livre, responsável, criativa e dinâmica.

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Procure um artigo de uma revista, ou outro texto publicado (livro, site da internet, brochura...) e faça uma recensão desse escrito tendo em conta a temática desta disciplina Pedagogia Catequética e Meios de Comunicação Social

“Ajude os pobres. Não lhes dê dinheiro.”
Este slogan inquietou um leigo aveirense que passou pelas estradas de Madrid e deu o seu testemunho no dia de Abertura do Ano Pastoral da diocese de Aveiro (5/10/2007).
Possível encontro de catequese na adolescência:
A) Experiência humana: utilizar as novas tecnologias (Power point), passar imagens de pessoas, mostrando a pobreza real e actual da nossa sociedade; deixar que os catequizandos partilhem as vivências e experiências de pobreza ou falta dela.
B) Palavra de Deus: Bem-aventuranças (Lc 6, 20-26). Jesus acolhe a todos, não olha às condições sociais, olha a pessoa no seu todo, de forma global; a riqueza material não é a única fonte de felicidade; as realidades terrenas, vividas com pleno sentido, têm sempre uma finalidade de vida. Enfrentar a vida com entusiasmo, olhar além da vida terrena.
C) Expressão de Fé: olhar o pobre com respeito, com amor e carinho. Não marginalizá-lo. Tentar saber as realidades concretas. Informar, o mesmo, das possíveis ajudas materiais através das Instituições de Solidariedade Social (IPSS).
Sensibilizar que, quem pede nem sempre pede o que precisa. O dinheiro é necessário, mas, muitas vezes, o que leva à pobreza actual tem origem em outros motivos.
Na Festa de Natal dos Sem Abrigo, organizada pela Câmara Municipal de Aveiro, o Grupo de Catequese do 7º ano representará uma peça de Natal, “Jesus ama os Pobres”, como forma de levar a mensagem de alegria e esperança do Natal aos menos favorecidos da nossa sociedade. Além disto, os catequizandos, durante o tempo de Advento, serão solicitados a renunciar a alguns doces para, ter algo, com que partilhar com os Sem Abrigo.

Meios de Comunicação Social
Unidade Didáctica 1
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Importância da comunicação existencial na catequese. A publicar na blog
A comunicação existencial possui a novidade da mensagem: tem a força e o testemunho da vida.
Como catequistas aspiramos à comunicação existencial, porque sabemos que não pretendemos apenas informar os nossos catequizandos, mas, queremos ir mais além: partilhar e contagiar através da comunicação.
A comunicação existencial é o mais profundo, distinto, nobre e elevado dos níveis de comunicação. Ela abrange o ser humano de forma global, leva-o a sair de si mesmo e alcançar o mais elevado: viver em função do outro e, através deste, realizar-se em pleno. Desta dualidade, resulta a felicidade pessoal e social.
Somente quando estas realidades abrangerem os nossos catequistas podemos esperar frutos na nossa pastoral catequética. Porque a Boa Nova de Jesus Cristo só chegará “até aos confins do mundo” ou “ao coração das nossas paróquias” quando encontrar acolhida o espírito de missão nos nossos catequistas.
A pastoral catequética deve envolver-nos, inquietar-nos e entusiasmar-nos. O futuro, desta, está em nossas mãos.
Jesus Cristo, ontem, Hoje e Amanhã continua a ser uma realidade abrangente, aberta à comunicação. E esta deve estar ao serviço da Evangelização.

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Tema 5: Os meios audiovisuais à distância
Em catequese quais os desafios da internet, nas suas demais valências. A publicar na blog


A internet laça grandes desafios à Pastoral Catequética, porque através das suas valências (blogs, newgroup, foros de discussão, grupos de debate on-line, criação da página web para os grupos de catequese, etc.) pode levar, de uma forma virtual, a Boa Notícia de Jesus Cristo às diversas realidades e situações.
A catequese, como caminho de fé, no seu processo de aprendizagem abrange o ser humano no seu todo. Este, interage aos mais diversos níveis. As novas tecnologias, especialmente o computador revolucionou os meios de comunicação social pela sua capacidade de abranger texto, imagem e som num único meio de comunicação.
As nossas crianças, adolescentes e jovens, em parte, vivem em função e dependentes destes instrumentos comunicativos.
A catequese não pode ficar alheia a esta realidade. É necessário e urgente que os catequistas se sintam sensibilizados e estimulados para beneficiarem dos aspectos positivos que a internet pode contribuir colocando-a ao serviço da Evangelização.



Unidade Didáctica 2
Tema 1. Aprendizagem Significativa
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Segundo os estudos de Franta é correcto falar de três conteúdos na relação educativa. Quais são explicitando a sua relação e importância? A publicar na blog

Os três conteúdos na relação educativa segundo Franta são:
A) O Controle entendido pela capacidade ser guia para o educando. O educador deve superar tanto o método autoritário, como o não autoritário ou o laxista. Os extremos nunca dão bons resultados na educação.
B) A emotividade é a atitude capaz de favorecer a criação de um contacto positivo sócio-afectivo através da transmissão de uma sensação positiva do valor do outro. A emotividade, com maturidade psicológica, leva o educador a estabelecer uma relação positiva de aceitação do outro, de estima e cordialidade.
C) A Autenticidade na relação educativa está fortemente ligada, também, à transparência comunicativa: a liberdade expressiva, a confiança, a responsabilidade. Somente os educadores autênticos se podem afirmar de forma confiante e responsável diante do grupo.
A catequese envolve pessoas totalmente diferentes aos mais diversos níveis. Semanalmente, preparamos os encontros de catequese. Estes nem sempre decorrem da forma que os planeamos. É necessário que o catequista/educador tenha a maturidade física e psicológica para agir a possíveis reacções e conflitos, mantendo a neutralidade frente a pessoas e situações. A emotividade leva o educador a valorizar cada educando com o objectivo fundamental de que, este cresça, e se desenvolva de forma global. Esta dinâmica só acontece se o educador possuir as atitudes de autenticidade e confiança necessárias para o desenvolvimento do grupo de catequese.

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