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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

possíveis Dinâmicas a utilizar em catequese

OUTRAS DINÂMICAS

JANELA DE JOHARI
Este instrumento conceptual foi elaborado por Joseph Luft e por Harry Ingham; o nome ]ohari deriva da união de Joseph e Harry. Esta janela classifica em quatro dimensões a personalidade humana em interacção com os outros. A janela considera que uma pessoa, quando entra em relação com outra, manifesta:
1. Uma área aberta: a dimensão da pessoa que é conhecida, tanto pelo outro como por si mesma. Pertencem a esta dimensão o nome, o papel social, o comportamento, os sentimentos e as motivações que também o outro conhece.
2. Uma área cega: aquela parte dos comportamentos, dos sentimentos e das motivações da pessoa que são conhecidos pelos outros, mas não pela própria pessoa.
3. Uma área privada: é aquela que se refere à parte escondida da pessoa - aos sentimentos, às motivações e às aspirações mais pessoais que não são conheci- dos com quem se interage.
4. Uma área profunda: é o inconsciente colectivo e pessoal do indivíduo, que é desconhecido por ele e pelos outros.
Quando as pessoas interagem, a área 1 tende a expandir-se. Habitualmente acontece uma gradual passagem de parte da área 3 para a área 1 e, se a interacção é verdadeiramente autêntica e o clima de grupo favorável, uma passagem de elementos da área 2 para a área 1. Esta última passagem aumenta no indivíduo a consciência de algumas das suas características. É também possível que, durante a interacção, aconteça a passagem de parte da área 4 para a área 1 ou para as outras duas áreas.
A Janela de Johari é útil porque fornece ao observador uma espécie de guia mental para a análise do papel que as interacções têm ou não no conhecimento recíproco. Mais do que uma técnica ou um método aplicativo, a janela é uma espécie de princípio que aumenta a capacidade de compreensão das interacções humanas.

FANTOCHES
Erguer um biombo, construir fantoches com mais ou menos imaginação, manipulá-los, fazê-los falar, tudo isto é dar oportunidade a que a gente nova viva momentos agradáveis. O teatro de fantoches é uma das actividades preferidas pelas crianças e também pelos adolescentes, jovens e adultos. Até os mais tímidos gostarão de participar nesta forma de expressão, pois ficam encobertos por detrás das personagens.
Já os egípcios e os chineses moviam os seus bonecos. Actualmente, os fantoches continuam a ter interesse e servem para diversas finalidades: expressão de mensagens, recriação, desenvolvimento da imaginação criadora, actividade de grupo.
E importante que esta actividade empenhe a todos. Enquanto uns redigem textos, outros fabricarão os fantoches ou montarão o cenário. Os músicos prepararão a banda sonora musical.
Há muitas maneiras de fabricar fantoches. Tudo depende dos meios à disposição e da criatividade dos animadores e dos adolescentes. Para os que querem começar nós sugerimos alguns estilos de fantoches. A partir daqui outros surgirão com mais perfeição.
Os fantoches podem ser feitos e movimentados com varas, com as mãos e os dedos, com luvas, com bonecos modelados.
Nota pedagógica: esta técnica, na catequese com adolescentes, tem de ser muito bem trabalhada, sob pena de se tornar uma “fantochada”. Pode utilizar-se sobretudo em apresentações a outros grupos (em festa feita por adolescentes para crianças, em visita a lares de idosos, etc...).

BALÕES — BANDA DESENHADA
A banda desenhada é uma narração figurativa que se obtém por meio de imagens ordenadas entre si, encadeadas cronologicamente. O ritmo da narração é conseguido por uma relação expressiva entre as imagens, que assenta não só na carga significativa das expressões gestuais e faciais, como no emprego de certas técnicas, muitas das quais têm flagrante semelhança com as técnicas cinematográficas. Referimo-nos, entre outras, à utilização de planos e de ângulos de visão.
Além disso, há todo um cuidado especial na montagem, e na própria posição das personagens dentro das vinhetas.
A banda desenhada inclui nas suas imagens um texto verbal, reduzido e com características próprias.
As relações entre o texto e a imagem são de primordial importância.
O texto completa a vinheta e torna-a mais inteligível. O importante na banda desenhada é a imagem, completada com o texto. Um texto que se reduz ao essencial, evitando discursos longos e conversas inúteis para a narrativa em questão.
A compreensão da banda desenhada exige um conhecimento de todos os códigos convencionais da mesma. Há alguma literatura sobre o assunto. Apesar disso vamos recordar alguns termos da gramática da banda desenhada. Mas, evidentemente, a melhor forma de aprender esta gramática, é ver boa banda desenhada. Trata-se de começar por uma leitura rápida, e num segundo momento uma leitura mais aprofundada, tentando descodificar todos os elementos.
COMO FAZER?
a) Desenhar personagens
É evidente que na utilização pedagógica da banda desenhada nem todos se sintam à vontade a fazer desenhos. Para esses, sugerimos que façam figuras estilizadas.
A forma mais simples de fazer desenhos de figuras humanas é servir-se como referência do número 1, ou da letra H. Como se indica no desenho, é muito simples.
A partir deste esquema, podem fazer-se personagens em movimento, a indicar acção. Poderão utilizar-se cores quentes ou frias, a indicar sentimentos quentes ou frios...

b) Fazer balões
Estes são de vários estilos, conforme já se indicou atrás. Vejam-se os exemplos:


UTILIZAÇÂO
a) Utilização activa
Entende-se por utilização activa convidar os jovens a fazer banda desenhada.
A partir de uma história ou narração já existente (cena bíblica ou facto da vida quotidiana ou vida de herói), ou criando uma história original, os jovens inventam a banda desenhada, desenhando as personagens, os balões...
Depois de idealizadas as figuras, que deverão ser as mesmas ao longo da narração, dividem-se as tarefas.
Se é para mostrar a colegas numa partilha, deve ser feita a banda desenhada em acetato para projectar no retroprojector... ou em folhas grandes de cartolina.
Nesta partilha em plenário, os membros do grupo lêem os balões enquanto mostram as vinhetas.
Quando se trata de crianças, as várias folhas com as vinhetas colam-se ou agrafam-se, ficando um grande rolo ao estilo de um filme. Este depois é passado num caixote que faz de televisão, rodando o «filme». As crianças artistas vão lendo os balões...
b) Utilização passiva
Entende-se por utilização passiva as várias formas de utilização da banda desenhada já existente em álbuns.
1. Vinhetas desordenadas - Apresentar várias vinhetas de uma história, mas em forma desordenada. Os adolescentes deverão ordenar essa história logicamente. No final, farão o comentário à narração.
2. Balões em branco - Os balões estão em branco e ao lado estão as frases correspondentes a cada balão.
Os adolescentes terão de colocar cada texto no balão respectivo. No final, farão um comentário à narração.
3. Uma nova história — A partir de figuras tiradas de banda desenhada, inventa-se uma nova história, tendo em conta o tema em questão. Só se modificam os valores, pois os desenhos já existem. No final, o comentário.

PERSONAGENS
O grupo trabalhou uma história (conto, lenda, narrativa) e quer comunicá-la ao grande grupo ou à comunidade paroquial. Para isso podem fabricar-se personagens, utilizando alguns materiais acessíveis.
Duas sugestões:
Personagens em cones — o princípio é muito simples: realizar personagens com a ajuda de papel de cartolina. É uma actividade que se faz depressa, até por crianças.
Material:
- Cascas de noz.
- Papel de seda de cor.
- Cartolina de cor.
- Adesivo, cola, tesouras, marcadores...
Como fazer?
Desenhar o corpo de cada personagem em forma de cone, numa folha de cartolina. Cobrar e fixar com fita adesiva. A cabeça é uma casca de noz colocada e colada no alto do cone. Os braços são de cartolina, e as roupas são de papel de seda. A cabeça e os braços também podem ser cones.
Utilização
Podem representar-se cenas bíblicas, personagens da vida quotidiana, etc.
No plenário ou partilha, cada adolescente toma a seu cargo a sua personagem e empresta-lhe a sua voz, mudando de um lugar para o outro, isto é, pondo-a em acção.
Até os mais tímidos entram nesta actividade, que pode ser de preparação para uma dramatização ou uma mímica.
É evidente que estas personagens também podem servir para decorar uma sala, por exemplo, no tempo do Natal. Ou podem servir para figurar numa exposição de fim-de-ano.
É evidente que há outras formas de fazer figuras com papel.
Podem, por exemplo, fazer figuras com 4 cones. Um, o maior, faz de tronco. Um outro, menor, enfia-se na parte superior, ao contrário, e faz de cabeça. Os dois outros cones mais pequenos atam-se de um e do outro lado, e formam os braços. O resto é feito com marcadores... Colar a lã que faz de cabeleira ou de barba... O olhos, o nariz e a boca, tudo muito estilizado...
Personagens com garrafas — São personagens realizadas com materiais muito simples: garrafas vazias, frascos, embalagens recuperadas.
É um material acessível e a actividade dura uma meia-hora mais ou menos. Uma actividade que pode ser feita individualmente, ou em equipa.
Material necessário:
- Pequenas garrafas vazias: coca-cola, cerveja, limonada...
- Batatas.
- Pequenos paus de madeira ou esferográficas já gastas.
- Tecidos diversos.
- Papel colorido.
- Fios de lã.
- Alfinetes, tesouras, agrafador e agrafos.
Como fazer?
Enfiar a batata na ponta da esferográfica vazia ou do pauzinho.
A roupa é um rectângulo de tecido duas vezes a altura da garrafa, com a largura suficiente para a cobrir (15 cm). Fazer um buraco no meio do rectângulo, para entrar na garrafa: é a abertura para o pescoço. De cada lado da garrafa, cortar o vestido para que fique unido à garrafa. As pontas são juntas com um alfinete. Recortar as mãos em cartolina e agrafá-las de cada um dos lados das mangas. Cortar pedaços de lã, para formar os cabelos. Estes podem ser seguros à batata (cabeça) com um alfinete.
A roupa pode ser a imaginada pelos adolescentes. Há muitas hipóteses de vestir uma «garrafa» O importante é que a personagem tenha os traços gerais do que se pretende representar.
A irregularidade da batata dá uma personalidade própria a cada personagem.
Podem fazer-se lindas personagens, apenas com papel de seda colorido, colado a garrafas.
Utilização
As figuras servem, mais uma vez, para acompanhar a explicação de uma narração bíblica, ou de uma história... O adolescente empresta a voz à personagem e movimenta-a conforme se indica na acção.

MOBILE
Um encontro de adolescentes, por ocasião de uma festa, é sempre um momento forte de alegria. Por isso, é conveniente adornar a sala, por exemplo, com mobiles. Estes chamam a atenção das pessoas devido ao seu movimento perpétuo, e são fáceis de fazer.
Há muitos géneros de mobiles. Podem fazer-se utilizando como suporte um cabide de dependurar a roupa no guarda-vestidos. Nele se suspendem os fios com os vários elementos em movimento, cada qual com a sua cor.
Pode utilizar-se um rectângulo de cartão com vários furos. Neles se colocam os fios de nylon, mas de comprimentos desiguais e não muito juntos. Na extremidade dos fios dependuram-se os desenhos idealiza- dos, como se indica no desenho.
Pode fazer-se ainda um mobile a partir de uma cana ou de uma pequena vara de madeira com furos paro dependurar os fios. Pode fazer-se o mobile só com uma vara, ou com várias, como se indica na gravura. Neste último caso, é preciso encontrar o necessário equilíbrio.

PROGRAMA DE RÁDIO
Não pretendemos fazer um estudo sobre como se deve fazer rádio. Apenas algumas indicações muito práticas para a utilização da técnica «programas de rádio» na educação com a gente nova.
Todos estamos conscientes da importância da rádio na nossa sociedade: lança mensagens, comunica, forma opinião, informa no momento exacto. E sugerimos que sejam os próprios educandos a fabricar programas de rádio para expressar aos outros as suas descobertas.
Utilizarão a magia do som e a linguagem para comunicar o que para eles é importante. É um campo onde se pode desenvolver a criatividade. Um programa de rádio, previamente gravado, pode servir de motivação para o diálogo sobre um tema de interesse para o grupo. Mas preferimos que sejam os próprios adolescentes a fazer programas de valor onde se comunica com uma voz quente, apoiada com música adequada.
Para tal, são necessários os meios técnicos indispensáveis: misturador de som, gravadores, gira-discos, microfones, cassetes, discos.
I. O GUIÃO
Antes de mais, é necessário elaborar o guião do programa, redigindo o texto a ler e indicando onde deve haver música e efeitos especiais.
Embora a leitura seja feita ao jeito de quem está a improvisar, é preciso escrever tudo o que se irá dizer. Este guião escrito é mesmo imprescindível, por respeito aos ouvintes que actualmente são exigentes neste campo.
Ao escrever o guião de um programa, qualquer que seja o seu género, deve saber-se claramente o que se vai comunicar e que tudo isso tenha uma ordem clara que facilite a compreensão dos ouvintes. Esta claridade é necessária, pois na rádio ouve-se uma vez e não se pode voltar atrás quando se não entende algo.
Ao elaborar o guião, o autor terá de imaginar os ouvintes a quem vai dirigir o programa. Imagina-se que estamos a falar com eles, evitando por isso palavras difíceis e dizendo a palavra que melhor poderá impressionar o ouvinte.
Deve começar-se com uma ideia sugestiva, para captar a atenção de quem escuta. A primeira frase serve para captar o interesse, e só a segunda serve para informar.
E que estilo utilizar no texto? Como se sabe, a rádio tem um estilo próprio, que se caracteriza pelo seguinte: frases curtas, muita clareza de conceitos, vivacidade de estilo, discurso directo, simplicidade, dinamismo, convicção.
Para facilitar a redacção de um guião, podem ler-se em voz alta as frases que se vão escrevendo. Isso facilita que o estilo se torne o mais coloquial possível, o mais próximo da linguagem falada.
Ao lado do texto, haverá o espaço necessário para as indicações referentes à música e aos ruídos. Indicar-se-á se a música se deve pôr em primeiro plano, e quanto tempo. Dir-se-á onde se deve pôr fundo musical ou onde deverá aparecer um efeito especial: ruído de um carro, motor de um barco a vapor, um grito, um trovão, o vento, as ondas do mar.
Na leitura de um guião fica bem a variedade nas vozes. Sugere-se que haja dois locutores: uma voz masculina e outra feminina. O importante é que o guião tenha as características próprias da rádio: clareza, concisão, simplicidade, boa dicção.
II. TIPOS DE PROGRAMA
Há vários tipos de programa, que podem ser feitos pelos jovens não só para se ouvirem no pequeno grupo mas também para se apresentarem a emissoras locais, se tiverem qualidade para tal.
a) Informativos - São os noticiosos, os debates, os colóquios, as entrevistas, as transmissões em directo. É importante que os adolescentes aprendam a fazer, por exemplo, uma selecção de notícias sobre o fenómeno nuclear ou sobre os acontecimentos relacionados com a paz no mundo.
Podem gravar, em programas de rádio, um debate sobre temas de actualidade, respeitando a técnica do diálogo, no qual todos falam no seu devido momento e dizendo em poucas palavras e com simplicidade o que pensam e sentem sobre o assunto em questão.
b) Dramáticos - O teatro lido, os contos e lendas, a adaptação de uma obra literária. Porque não gravar uma pequena peça de teatro, na qual os leitores procuram encarnar as personagens e utilizar o timbre de voz adequado? Até os mais tímidos não terão dificuldade nesta declamação.
Também se podem gravar contos e lendas, onde têm um lugar importante a música e os ruídos. E uma actividade de grande valor educativo, desde que a escolha dos textos seja boa. Não faltam na literatura universal textos deste género com muita categoria.
c) Musicais - Ouve-se uma ou mais canções e dialoga-se sobre a música e a letra das mesmas, ao estilo do disco-forum. Deste modo, os jovens apreendem a escutar, de forma crítica, os diversos tipos de canções da actualidade, detectando, por exemplo, os valores e os contra-valores dos textos das mesmas.
d) Culturais - Há ainda os programas que dão notícia das diversas actividades culturais que se desenvolvem na comunidade, ou que fazem comentários a acontecimentos sócio-culturais: exposições, filmes, novos livros, iniciativas ecológicas.
Estes e outros tipos de programas, se bem elaborados, têm muito interesse na pedagogia juvenil. Em vez de serem consumidores de produtos pré-fabricados, são eles próprios os protagonistas, pondo as suas qualidades a render.
III. ENTREVISTAS
De entre os tipos de programa que referimos, queremos sublinhar o género da entrevista, cujo primordial objectivo é que o próprio entrevistado expresse os seus sentimentos, opiniões e razões sabre um tema de interesse para os rádio-ouvintes.
Porque uma entrevista não se improvisa atrevemo-nos a dar algumas sugestões, com a consciência de que se aprende sobretudo com a prática.
Antes de mais, há um trabalho de preparação que consiste fundamentalmente no estuda do tema sobre o que vai versar a entrevista e num diálogo informal com o entrevistado.
É muito importante conhecer com exactidão nomes, datas quantidades e dados que se vão mencionar na entrevista. Se o entrevistador se enganou é corrigido pelo entrevistado, perderá credibilidade diante dos ouvintes e, certamente, o fio da entrevista. O entrevistador terá, portanto, de conhecer o entrevistado e o tema, e também que perguntas irá fazer.
E é também importante o encontro informal com o entrevistado antes de começar a gravação, de forma que o entrevistado se sinta a cada momento tranquilo, sereno, descontraído. E nesse momento que se convida o entrevistado a utilizar uma linguagem simples, compreensível para os ouvintes.
Feita esta preparação, segue-se a entrevista, que deve ser gravada com qualidade técnica, evitando o eco, os ruídos de fundo e tudo o que possa prejudicar a audição.
E que género de perguntas fazer? O entrevistador deve pôr-se no lugar do ouvinte e, embora esteja informado sobre o tema em questão, deve ter em conta que muitas pessoas talvez nem sequer tenham ouvido falar do assunto. Por isso, o entrevistador deve aparentar uma certa simplicidade e ingenuidade sobre o tema, embora o tenha preparado muito bem.
Muitas entrevistas reduzem-se quase exclusivamente ao sim e ao não, porque o entrevistador utiliza perguntas que conduzem a este tipo de respostas. São perguntas muito estreitas.
Também não interessam as perguntas muito largas, onde se podem dar muitas respostas possíveis.
http://www.catequesedoporto.com/links/index.php/?Action=show_princ&id=270

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