Catequese Mais
Segunda-feira, 14 de Março de 2011
O último FOLHETO
pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos..
Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. '
E seu pai perguntou:
-'Pronto para quê?':
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
Seu pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas vão para o inferno até mesmo em dias de chuva, NÃO É?'
Seu pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair nesse frio. '
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir? Por favor!'
Seu pai hesitou por um momento e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. '
-'Obrigado, pai!'
Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via.
Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu.
Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por você, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este
pequeno menino disse:
-'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. '
Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.
Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte.. Eu pensei:
-'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:,
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '
Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!
Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...
Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Carta a um recém nascido
Escrevo estas linhas, enquanto acabas de chegar a este mundo. Neste tempo que vivemos, nenhum ser humano merece tanto as boas vindas como tu. Os jornais têm publicado imensas notícias sobre ti, alguns com fotografias tuas, com teus pais, (também alguns animais!!!), despido, silencioso, aconchegado no teu berço de palha, mãos e olhos abertas, como que a querer agarrar a vida que tanto te custou e que muitos te quiseram tirar.
Muito poucos falam realmente de ti, da tua gestação, do esforço, sofrimento, paciência de tua mãe, da paciência do teu pai, do teu nascimento, no lugar onde nascem a maioria das crianças: desprovidas de tudo.
Tanto barulho, tanta luz e cor, desenfreado movimento nas novas catedrais: os centros comerciais. Poucos te visitam? Que te interessa? Não te basta ver esta alegria imensa, esta roda viva? Alguém, outro que tu, consegue tanta mobilização, tantas trocas comerciais, tantos jantares em família, tantas viagens e passeios, tantas oferendas,?…
Não fiques triste, meu menino, se não recebeste muitas coisas. Tens uma mãe e um pai ao pé de ti! Quantos como tu não podem dizer a mesma coisa!? Não houve uns certos pastores que foram visitar-te? Sim, não levaram nada, eram rudes no falar, “azoeiraram” os teus ouvidos com um falar forte e ao mesmo tempo. Iam esfarrapados, com um único pedaço de pão já de três dias. E então? Não fizeram eles a viagem para te ver?
E aqueles personagens misteriosos, aparecidos ninguém sabe de onde, que se diziam reis? Que desilusão ao encontrar-te “defendido” por dois mansos animais. Desconcertados, pensando que os seus presentes seriam ridículos no meio de tanta riqueza e sumptuosidade do “rei dos reis”, verificaram ser os mais importantes, os mais nobres para o momento!
Sim, as bombas continuam, indiscriminadamente, a matar, os corruptos a dormir tranquilos, os iníquos e injustos, a aproveitar-se dos mais fracos. Mas não és tu o “príncipe da paz”, o “manso e humilde de coração”? Há muitos que depositam imensa esperança em ti. Não para tu fazeres tudo, não. Um homem só, não o consegue. Mas pode ajudar, encorajar, iluminar, fortalecer, guiar,…
Há muitos que querem calar-te, excluir-te do seu círculo de influência, dos postos de reflexão e decisão. Alguns tentaram matar-te mesmo antes de nasceres. Não o conseguiram porque a carne da tua mãe foi a tua blindagem, a tua defesa. As mães, são assombrosamente bem feitas. Não existe no mundo couraça mais forte que o seu amor. É graças a ele que estás vivo.
Devo confessar-te que tenho medo: Como reagirás quando começares a dar-te conta da nossa triste realidade de guerras, violências, injustiças, opressão refugiados, fome, secas, desigualdades,… o que pensarás da raça humana que recebe com bombas um filho de Deus, um pequenino, membro da sua espécie?
Quero pedir-te que não nos odeies. Se puderes, procura compreender que a violência faz parte da nossa história; há entre nós aqueles que preferem a loucura das ideias a uma vida como a tua; há outros que ainda não aprenderam sequer “as primeiras letras do alfabeto do amor”. Perdoa-nos se puderes, meu menino. E luta obstinadamente por ser feliz, porque ninguém tem tanto direito de o ser como tu. Talvez possas então compreender porque experimentamos hoje tanta alegria e tamanha vergonha ao dar-te as boas vindas a este mundo, que muitas vezes nem sequer merece o adjectivo de “humano”.
Fica bem
por Leonel Claro , JOVENS E MISSÃO
Sábado, 11 de Dezembro de 2010
Não deixe que tudo se desfaça....
Don´t let it all unravel from Joninhas on Vimeo.
Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
DEZ MANDAMENTOS PARA PAIS COM FILHOS NA CATEQUESE
2.Não nos bastamos a nós próprios na educação da fé, mesmo que sejamos os primeiros catequistas dos nossos filhos. Os catequistas da nossa paróquia estão à nossa disposição, não para ser nossos substitutos, mas para se tornarem nossos colaboradores na educação da fé. O seu trabalho, feito em comunhão com a Igreja, será sempre em vão, sem o nosso empenho e colaboração!
3.Não faltaremos à Catequese. A Catequese não é um «ensino» avulso e desorganizado. É uma educação da fé, feita de modo ordenado e sistemático, de acordo com o programa definido pelos Catecismos. As faltas à Catequese quebram a sequência normal da descoberta e do caminho da fé. Velaremos pela assiduidade dos nossos filhos. E pelo seu acompanhamento, num estreito diálogo com o pároco e os catequistas.
4.Não esperamos da Catequese que faça bons alunos. Antes, pretendemos que ela nos ajude a formar discípulos de Jesus, que O seguem, em comunidade. Não desprezaremos a comunidade dos seus discípulos, a Igreja, nos seus projectos, obras e iniciativas.
5.Não queremos, apesar de tudo, que a Catequese seja o nosso primeiro compromisso cristão. Participar na Eucaristia Dominical é um bem de primeira necessidade. Saberemos organizar a agenda do fim-de-semana, pondo a Eucaristia, em primeiro lugar. Custe o que custar!
6.Não queremos que a Catequese substitua as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica nem o contrário. Porque a Catequese, não é uma “aula”, em ambiente escolar, dirigida sobretudo à inteligência, e destinada a articular a relação entre a fé e a cultura. A Catequese é sobretudo um “encontro”, no ambiente da comunidade, que se dirige à conversão da pessoa inteira, à sua mente, ao seu coração, à sua vida. A disciplina de EMRC e a Catequese não se excluem mas implicam-se mutuamente.
7.Não estaremos preocupados por que os nossos filhos “saibam muitas coisas”. Mas alegrar-nos-emos sempre, ao verificarmos que eles saboreiam a alegria de serem cristãos, e vão descobrindo, com outros cristãos, a Pessoa e o Mistério de Jesus, o Amigo por excelência, o Homem Novo, o Deus vivo e o Senhor das suas vidas!
8.Não exigiremos dos nossos filhos, o que não somos capazes de dar. Por isso, procuraremos receber nós próprios formação e catequese, para estarmos mais esclarecidos e mais bem preparados. Procuraremos estar onde eles estão. Rezar e celebrar com eles, de modo a que a nossa fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a família e se exprima na grande família que é a Igreja.
9.Não exigiremos dos nossos filhos o que não somos capazes de fazer. Procuraremos pensar e viver de acordo com os valores do Evangelho. Sabemos bem que o testemunho é a primeira forma de evangelização. Deste modo, eles aceitarão melhor a proposta dos nossos ideais e valores.
10.Jamais cederemos à tentação de “mandar” os filhos à Catequese, para nos vermos livres deles ou para fugirmos às nossas responsabilidades.
DECÁLOGO SOBRE A CATEQUESE
1. A comunidade cristã é o sujeito, o ambiente e a meta da Catequese. Família, Catequese e Paróquia, assumem, em comunhão, a responsabilidade por criar o ambiente, onde a fé de cada um possa crescer com o testemunho dos outros, esclarecer-se com a ajuda dos demais, celebrar-se em comum e manifestar-se a todos. Ninguém cresce sozinho e pelas suas mãos, como ninguém cresce na fé, sem a fé dos outros e sem a graça de Deus. É no testemunho vivido da fé, que a Catequese encontra a sua base de apoio!
2. A vida “em grupo” e entre os grupos de catequese, no seio da comunidade, é já uma experiência do ser e do viver em “Igreja”. O ambiente de participação activa e de responsabilidade comum, por parte de todos, quer nas celebrações, quer no compromisso efectivo, nas várias obras, iniciativas e actividades da Paróquia, facilitarão a consciência de sermos “discípulos” de Jesus, numa “Igreja”, chamada a ser comunidade e família de irmãos!
3. Entre os vários modos e momentos de evangelização, a Catequese ocupa um lugar de destaque. Ela preocupa-se por anunciar a Boa Nova, àqueles que, de algum modo, já foram, ao menos, alguma vez, sensibilizados, seduzidos, ou tocados pela beleza da pessoa de Cristo. Espera-se que, de um modo organizado, esse primeiro anúncio, seja, a seu tempo e com largo tempo, esclarecido de boa mente, acolhido no coração, e que dê frutos de vida nova. E que essa vida nova seja expressa, partilhada e fortalecida, no encontro fiel da comunidade com Cristo Ressuscitado, na celebração dos sacramentos, particularmente da Eucaristia e da Reconciliação.
4. Na verdade, a vida cristã é um facto comunitário! E se alguém, por hipotética ocupação, não pudesse dispensar mais que uma hora, por semana, para “estar com o Senhor”, deveria reservar esse tempo, para a participação na Eucaristia Dominical, que é verdadeiramente o ponto de chegada, o ponto de encontro e o ponto de partida da vida e da missão da Igreja. A “catequese” não é “um à parte”, uma “hora” para a educação religiosa ou cívica, como se fizesse algum sentido preocupar-se por não faltar a um encontro de catequese e faltar, sem qualquer justificação, à celebração da Eucaristia e aos compromissos com a vida da comunidade.
5. A Catequese não é uma “aula” de religião ou de moral, nem se dirige somente à capacidade de aprender e de saber bonitas coisas acerca de Deus, acerca dos sete sacramentos, dos dez mandamentos, da Igreja, da vida eterna. A Catequese propõe uma Pessoa e não uma teoria: “Jesus Cristo é o Evangelho, a Boa Nova de Deus”. Nesse sentido, a catequese é evangelizadora, se levar os catequizandos à descoberta, à amizade e ao seguimento de Jesus. Sem essa adesão vital de coração, à Pessoa de Jesus Cristo, qualquer “Moral” se tornará um peso, em vez de se oferecer como um caminho de libertação.
6. Frequentar a Catequese, é bem mais do que “ir à doutrina”. A Catequese é uma “educação da fé” e da “fé” em todas as suas dimensões. O mero conhecimento da “doutrina” sem a celebração e sem a sua aplicação à vida, faria da fé uma bela teoria. A celebração, sem o conhecimento dos seus fundamentos, e desligada da prática da vida, tornar-se-ia, por sua vez, incompreensível e incoerente e até mesmo “alienante”. Todavia, uma fé, proposta e transmitida, que não se aprofunde na experiência da oração, jamais conduzirá a uma relação pessoal com Deus. Ora a fé, pela sua própria natureza, implica ser conhecida, celebrada, vivida e feita oração. Só assim se “segue” verdadeiramente Cristo, com toda a alma e de corpo inteiro!
7. A fé, no contexto em que vivemos, é talvez, mais uma «proposta» de sentido para a vida, do que um mero acto cultural de “transmissão”. ninguém propõe O que desconhece, nem dá O que não tem. Mas quem tem fé, e a vive, não pode deixar de a “apegar” aos outros e de a propagar a todos. Na educação da fé, tem papel decisivo o “testemunho” e o “entusiasmo” de todos aqueles que, na comunidade, se tornam portadores e servidores da alegria do Evangelho. Uma fé que não se apega, apaga-se!
8. Mais do que se preocuparem, porque não sabem o que responder aos filhos… os pais deveriam procurar “descobrir com os filhos” a Boa nova que eles receberam na Catequese, “rezar com eles”, participar com eles na celebração da Eucaristia. Então as respostas, serão encontradas na vida comum da fé, partilhada em família e em comunidade. Nada disto impede os próprios pais, de procurar integrar um grupo de Catequese, paralela à dos filhos, que os ajude a aprofundar as razões da sua fé, em relação com a cultura e com as responsabilidade sociais, familiares e eclesiais, que assumem diariamente.
9. Pedir a Catequese para os filhos e pôr-se “de fora”, em tudo o que se refere à vivência e à celebração da fé, cria uma “divisão” interior, uma vida dupla, que impede, quem quer que seja, de descobrir e construir a sua própria identidade cristã. Frequentar a Catequese não significa “ter uma aula” por semana, para garantir um diploma, uma festa ou um sacramento no fim do ano. Pedir a Catequese implica comprometer-se a caminhar com toda a comunidade, no anúncio feliz do Deus vivo e na experiência maravilhosa do encontro com Ele.
10. Não faz parte das tarefas da Catequese ocupar os tempos livres, ensinar regras de boa educação ou esgotar o tempo a “decorar” as fórmulas das orações comuns dos cristãos. Mesmo esperando que todo o ambiente de Catequese seja educativo e que tais orações sejam assumidas e bem compreendidas, são tarefas da catequese iniciar as crianças e adolescentes no conhecimento da fé (que se resume no Credo), na celebração (dos sacramentos), na vivência (atitudes de vida) e na experiência pessoal da fé (oração). E isso é obra de todos nós, que somos, mais uma vez, “convocados pela fé”.
Padre Amaro Gonçalo
Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
A Biblia e Jesus Cristo FT2011
006-Da-Promessa-ao-NT-_-unid-06-07-e-08-FT2011
005 O pecado - FT2011
004 Origem e formação AT - FT2011
003 AT e A Criação - origem e formação AT - FT2011
002 A Bíblia e Jesus Cristo - FT2011
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010
ABC da Catequese
O ABC da Catequese é um projecto que resulta da necessidade constante de novos materiais e novas abordagens aos temas habituais da catequese. Assim sendo, o nosso principal objectivo é reunir num único espaço, e devidamente catalogados, todas as notícias de interesse para os catequistas, bem como outros materiais e elementos de interesse para os mesmos. Para além disso, o ABC da Catequese também quer ser um ponto de encontro de diversos catequistas, espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Este é um projecto que, devido às várias limitações existentes, só se realizará plenamente com a ajuda de todos os catequistas e das várias organizações existentes em Portugal.
"Fica aqui então a sugestão para os catequistas. Encontrarão aqui um espaço fabuloso com óptimos recursos a aplicar nas sessões de catequese."
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Boas Vindas
o desafio é nosso!
do empenho de todos crescerá a mais bela flor!
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Organização da Catequese
34 Exercício 3 A Organização da catequese
Partilha de João Moço
A catequese é lugar privilegiado e momento essencial para o processo da evangelização, porque anuncia e difunde o evangelho em todo o mundo. A sua dinâmica consiste no testemunho cristão, no diálogo e presença da caridade, no anúncio do Evangelho, no chamamento à conversão, através do ensino sistemático: é o catecumenado ou iniciação cristã. Só a partir desta conversão é que a catequese poderá desenvolver a sua tarefa específica de educação da fé. Mas, para isso, ela requer uma estrutura, uma organização, porque tem como objectivo a unidade da fé, que, por sua vez, sustenta todas as acções da Igreja.
É bom ter presente que a organização da pastoral catequética tem como referência o Bispo da Diocese e que o departamento da catequese é o órgão através do qual o Bispo dirige e preside a toda a actividade catequética realizada na Diocese (DGC 265).
Esta organização passa pela existência de:
- uma equipa coordenadora: "A coordenação da catequese é uma tarefa importante, no conjunto de uma Igreja particular" (DGC 272). Esta deve ser constituída pelo Pároco, o Coordenador, o Secretário e o Tesoureiro.
- um conselho da Catequese: constituída pela equipa coordenadora, pelo catequista responsável de cada ano e por alguns casais que representem todos os pais dos catequizandos.
- uma estruturação da catequese por idades, como uma exigência da comunidade cristã.
- uma planificação anual do ano catequético;
- um saber programar: pensar, prever, estabelecer metas, opções, actividades, estratégias, meios e recursos, formas de avaliação do que se faz.
- fazer um projecto em que se responda, basicamente, às seguintes questões: Para quem? O quê? Como? Com o quê? Quando? Onde? Quem? E por aí fora...
- Organizar-se e organizar-nos: reunir todos os materiais num só lugar; envolver a equipa de catequistas; rever a avaliação do ano anterior; ver as dificuldades e os problemas a superar em conjunto;
- Realizar um programa de acção: partindo da realidade e das necessidades; estabelecendo metas e objectivos; conteúdos, estratégias criativas, actividades dinâmicas; instrumentos e materiais; avaliação. Mas que tenha sempre como meta Jesus Cristo.
- Documentação a ter em conta: programação e linhas de acção da catequese Diocesana; programação geral da paróquia, com os seus objectivos anuais, opções fundamentais, temáticas, etc.; valorização do caminho de evangelização feito em anos anteriores (não apenas na catequese como noutros grupos e movimentos da paróquia e/ou Diocese; Directório Geral da Catequese; "Para que acreditem e tenham vida". Orientações para a catequese actual da Conferência Episcopal Portuguesa.
Formação: promover acções de formação para catequistas locais e incentivar à participação em acções de formação noutras paróquias da Diocese; proporcionar espaços de partilha construtiva, numa visão de fé; criar um ambiente fraterno, de alegria e responsável, para que a convivência do grupo se torne um bom testemunho na comunidade cristã; a experiência de comunhão torna-se sinal de conversão e caridade dentro da comunidade.
34 Exercício 3 A Organização da catequese
Partilha de Carla Ávila
Deste modo pretende-se melhorar os recursos humanos e materiais e também colaborar com o secretariado para a liturgia.
Os serviços de colaboração inter diocesana, assim como o trabalho desenvolvido pela Conferência Episcopal nacional, são muito importantes dentro do desenvolvimento actual da catequese.
O papel da Santa Sé para a organização da catequese, passa por, através da Congregação para o Clero, promover a formação religiosa dos membros, dar as normas, vigiar a formação catequética, aprovar ou não os catecismos e assistir os secretariados seguindo de perto as suas iniciativas.
É também de extrema importância, isto no âmbito mais local, a coordenação da catequese, tanto ao nível interno como em relação a outras formas do ministério da Palavra ou outras acções de evangelização, para que haja coerência, unidade e verdade pois todos estão a desenvolver um projecto que é comum.
Outro ponto essencial é olhar atento sobre a realidade que nos rodeia; é necessário partir desde uma análise da situação, ao nível das condições sociológicas, culturais e económicas, psicológicas e outras. Isto porque é de extrema importância tomar consciência da realidade em relação à catequese e as suas necessidades actuais, por exemplo, como é que esta se situa dentro da acção pastoral, a situação religiosa e a realidade socio-cultural.
Por último, é de grande valor e utilidade ter um programa operativo ao nível da acção e orientação da catequese, ao nível de instrumentos e meios didácticos adaptados à vida concreta daqueles a quem é destinada a catequese e ao nível da linguagem porque é bom ser-se compreendido para ajudar a que se consiga ensinar um maior número de conhecimentos do mistério cristão e a obter uma verdadeira conversão. É verdade que dentro dos materiais e instrumentos para a catequese, são os catecismos que tomam a prioridade, é pois importante que estes estejam em perfeita sintonia com os documentos da Igreja para que não hajam discrepâncias ou falta de coerência.
Partilha de Artur Ferreira
Para se organizar a catequese, deve-se partir da realidade social, económica, cultural, religiosa, etc. de cada Diocese, e se necessário da comunidade, com o intuito de se ir ao encontro do que cada um dos destinatários necessita bem como, para serem elaborados os documentos, catecismos, etc. com a mensagem evangélica própria para essa mesma realidade. É assim que o Bispo e a Diocese são o ponto de referência da organização da pastoral catequética. É daqui que parte toda a estrutura.
A estrutura diocesana, através do secretariado para a catequese, que de acordo com a pastoral diocesana, elabora o programa de acção, emite orientações e acções concretas para o seu cumprimento, faz a promoção e formação de catequistas, elabora e promove a distribuição ou aquisição dos catecismos e materiais adequados e finalmente, faz a coordenação com os demais órgãos pastorais da Diocese, e os de nível nacional.
Uma estrutura vicarial, se possível ou necessário, para orientar e unificar procedimentos no seu campo de acção e promover encontros de formação de catequistas e outros com os catequizandos.
A estrutura paroquial é normalmente formada por uma equipa de coordenação, presidida pelo pároco, e por todos os catequistas. A sua organização depende das várias circunstâncias ambientais, do número de catequistas e das acções propostas para serem realizadas. É a este nível que se promove o convite, a escolha e a selecção dos catequistas. Igualmente são traçadas normas de funcionamento, elaborados horários e cronogramas de actividades.
Esta é a meu ver a organização tipo que se verifica na totalidade das nossas paróquias. Não será porventura a mais adequada aos dias de hoje, mas é a que funciona. Julgo que em termos organizacionais, a catequese deveria estar em perfeita comunhão com os restantes ministérios, já que facilitaria o crescimento global da fé e proporcionaria uma maior unidade na acção da Igreja. Este tipo de organização e acção, está voltada unicamente para crianças e jovens, que se inscrevem para se prepararem para receber a 1ª comunhão, profissão de fé ou crisma, deixando a ideia de que quando os Sacramentos são realizados, termina a catequese. É a procura de um ou mais diplomas que garantam, quando necessário, o reconhecimento da Igreja pela pessoa.
É um processo catequético organizado de acordo com o ritmo escolar anual, em vez de seguir o ritmo litúrgico, propondo o mesmo esquema para todos os fiéis. Esta preparação sacramental, geralmente é desenvolvida sem ter em conta o conjunto de actividades da Paróquia e da vida comunitária. Daí as dificuldades encontradas. Não participação nas eucaristias, quer pelas crianças, quer pelos pais (é mais uma actividade) e a “folclorização” dos rituais religiosos, etc.
Julgo que a catequese precisa urgentemente de se modificar. Investir num tipo de organização centrado na comunidade, onde todos participariam, segundo os ritmos e tempos litúrgicos, como se fosse uma conversa em família. Que houvesse e fosse lançado um desafio à diversidade, para que todos, desenvolvendo actividades diferentes, se sentissem num mesmo caminho de fé, se apoiassem mutuamente e recebessem catequese segundo a sensibilidade pessoal (sob a forma de oração, de arte, da caridade, etc.).
Este será o maior desafio para a Igreja dos nossos dias, dar jus às palavras dos primeiros capítulos do Livro dos Actos dos Apóstolos, para que ao nosso redor, pudessem dizer de nós “vede como eles se amam”.
A Organização da catequese
A organização da pastoral catequética tem como ponto de referência o Bispo e a diocese. O Secretariado diocesano de catequese (Officium Catechisticum) é « ...o órgão através do qual o Bispo, chefe da Comunidade e mestre da doutrina, dirige e preside toda a actividade catequética realizada na diocese ». As principais tarefas do Secretariado diocesano de catequese são as seguintes:
a) Fazer uma análise da situação diocesana acerca da educação na fé. Nesta análise, seria útil precisar, entre outras coisas, as reais necessidades da diocese em relação à praxe catequética.
b) Elaborar um programa de acção que indique objectivos claros, proponha orientações e mostre acções concretas.
c) Promover e formar os catequistas. Com esta finalidade, serão instituídos os Centros que forem julgados mais oportunos.
d) Elaborar, ou pelo menos indicar às paróquias e aos catequistas, os instrumentos necessários para o trabalho catequético: catecismos, directórios, programas para as diferentes idades, guias para os catequistas, material para os catequizandos, meios audiovisuais.
e) Incentivar e promover as instituições propriamente catequéticas da diocese (catecumenato baptismal, catequese paroquial, grupo de responsáveis pela catequese), que são como as « células básicas » da actividade catequética.
f) Dar especial atenção sobretudo ao aprimoramento dos recursos pessoais e materiais, tanto a nível diocesano quanto a nível paroquial, ou de vicariatos forâneos.
g) colaborar com o Departamento encarregado da Liturgia, considerada a importância essencial desta para a catequese, em particular para a catequese catecumenal de iniciação.
267. Para realizar essas tarefas, o Secretariado da catequese deve contar com « um grupo de pessoas verdadeiramente especializadas na matéria. A amplitude e a diversidade das questões que deve abordar, exigem que as responsabilidades sejam repartidas entre mais pessoas, realmente competentes ». (352) Convém que este serviço diocesano seja constituído, ordinariamente, por sacerdotes, religiosos e leigos.
A catequese é uma actividade tão fundamental na vida de uma Igreja particular que « nenhuma diocese pode prescindir de um próprio Departamento de Catequese ». (353)
Conclusão, Ao tratar de organizar a catequese, à que partir de uma análise da situação; condições sociológicas, culturais e económicas…,é imprescendível um programa operativo de acção e orientações catequéticas e a elaboração de instrumentos e meios didácticos adaptados à vida concreta dos destinatários.
34 Exercício 3
A Organização da catequese
CATECHESI TRADENDAE, para uma catequese autêntica
Também não se há-de opor catequese a partir da vida a uma catequese tradicional, doutrinal e sistemática (52). A catequese autêntica é sempre iniciação ordenada e sistemática à revelação que Deus fez de Si mesmo ao homem, em Jesus Cristo. Esta revelação está conservada na memória profunda da Igreja e nas Sagradas Escrituras, e é constantemente comunicada, por uma «traditio» (tradição) viva e activa, de uma geração a outra.EXORTAÇÃO APOSTÓLICA, «CATECHESI TRADENDAE», DE SUA SANTIDADE, PAPA JOÃO PAULO II, 22
Partilha de Anita Neves
Esta comunicação faz-se através da doutrina, vida e culto que a Igreja presta a Deus, pelo que não se trata de transmissão de meros conceitos ou regras de comportamento. São, acima de tudo, realidades: a realidade da salvação de Deus em Jesus Cristo pelo Espírito Santo na Igreja; são as realizações e as obras de amor de Deus ao longo da história da salvação, ontem, hoje e sempre.
Estas realidades expressam-se nos símbolos da fé, celebram-se nos sacramentos da Igreja, mostram-se nos testemunhos das vidas dos santos e na herança espiritual dos Padres e no ensino dos pastores da Igreja. Todas estas são vias por onde se tem acesso à única verdade que salva: Jesus Cristo.
Precisamos de uma catequese que apresente a fé da Igreja de modo integral, rigoroso e fundamentado, capaz de dar resposta à quebra de verdade e à perda de orientação estável que origina a fragmentação ideológica e ética, a igualdade de todos os projectos humanos e o subjectivismo.
Jesus Cristo não se identifica em exclusivo com nenhuma cultura ou sistema de pensamento, mas revelou-se numa linguagem concreta. A Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição, a Liturgia, os símbolos baptismais e os pronunciamentos do Magistério formam e mantém a identidade da linguagem da fé em todas as culturas, onde a Igreja confessa a única fé.
À catequese cabe a missão de transmitir os documentos da fé, que têm uma linguagem específica, capaz de dar acesso à Palavra de Deus e introduzir na dinâmica da salvação e nos acontecimentos salvíficos.
A catequese tem a missão de tornar acessível ao homem actual, neste contexto cultural, a linguagem da fé.
Partilha de Marília Domingos
O óptimo dentro duma doutrina catequética seria o aliar a tradição, ou seja, os documentos da Igreja e a Sagrada Escritura, com a vida, a experiência pessoal ou colectiva dessa revelação, uma vez que todos os documentos da Igreja e a própria Bíblia nasceram duma experiência vivida de Deus que alguém fez e sentiu-se impulsionado a escrever e a passar testemunho pelo próprio Espírito Santo.A Palavra de Deus é vida em si mesma, por isso todo aquele que se deixa interpelar por ela é transformado desde dentro e toda a sua vida sofre mutações de felicidade plena, o que se traduz numa alegria verdadeira e pacificidade interior que automaticamente passam para aqueles a quem se anuncia o evangelho. Por isso João Paulo II afirma que “uma catequese autêntica” parte sempre “duma iniciação ordenada e sistemática à Revelação”, porque aqueles que se deixam tocar e conduzir pelo Espírito Santo chegam à essência da missão e do anúncio do evangelho que Jesus Cristo veio encarnar.
Também não se há-de opor catequese a partir da vida a uma catequese tradicional, doutrinal e sistemática (52). A catequese autêntica é sempre iniciação ordenada e sistemática à revelação que Deus fez de Si mesmo ao homem, em Jesus Cristo. Esta revelação está conservada na memória profunda da Igreja e nas Sagradas Escrituras, e é constantemente comunicada, por uma «traditio» (tradição) viva e activa, de uma geração a outra.EXORTAÇÃO APOSTÓLICA, «CATECHESI TRADENDAE», DE SUA SANTIDADE, PAPA JOÃO PAULO II, 22A catequese, deve manter a estrutura que tem, orgânica e sitemática, centrada fielmente em Jesus Cristo e na sua Igreja. Apenas deve ter em conta, os destinatários, ou seja, os catequizandos, com as experiencias que têm, inseridos na sociedade actual,( que é muito diferente, da sociedade de há 20 anos), uma sociedade pluralista, em busca do consumo, do prazer, do hedonismo, dos "mass midia" , da globalização, da crise de identidade da própria sociedade, da falta de referências de pessoas com integridade e verdadeiramente fiéis a Cristo. Neste contexto, há novas interrogações e profundas dos catequizandos, o catequista tem uma tarefa árdua de se prepar sistemáticamente para estas novas realidades, para uma nova linguagem, com novos meios de apresentação para uma catequese, que vá de encontro ás necessidades dos catequizando. Sendo a experiencia humana o ponto de partida do método antropológico, deve ser aprofundada, provocada ou evocada, com a base na realidade do contexto social.Há que manter a pedagogia de Deus, fonte e modelo da pedagogia da fé, revelada e assumida por Jesus, baseado no anúncio genuíno do Reino e da caridade, sendo exemplo de de todos os recursos próprios da comunicação interpessoal.
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É um processo permanente, com etapas próprias e definidas, de acordo com as realidades de cada comunidade e as faixas etárias dos destinatários.
Deve conseguir que o catequizando obtenha, num determinado período de tempo, uma estrutura básica de fé, pelo seguimento de um programa concreto, coerente e de acordo com os seu ritmos, e que contemple uma formação cristã integral, onde as certezas de fé são comunicadas de forma simples mas sólida, e que eduquem nos valores evangélicos fundamentais.
A mensagem que se transmite na catequese, que é o Evangelho, está, tal como este, ligada à vida humana. Falar de um Deus, que se revela pelo Seu Filho, que encarnou, se fez Homem e lhes comunica pela Palavra, testemunho e vida, deve ser feito de forma criativa, viva e fluida pelo catequista, utilizando a sua própria experiência, mas também a dos catequizandos. Para o efeito, deve igualmente recorrer à Palavra de Deus expressa quer nas Sagradas Escrituras, quer na Tradição da Igreja. É aí que encontra os fundamentos dos símbolos da fé, da oração e da lei moral. Finalmente esta mensagem é aprofundada nas expressões de fé, como a profissão de fé, na celebração e no compromisso.
Será através de todos estes factores, que se conseguirá uma catequese autentica, onde os catequizandos adquirem uma fé que os transforme e os faça capazes de viver, testemunhar, celebrar e rezar essa mesma fé, inseridos e apoiados pela comunidade, que igualmente participa e vive essa mesma fé, que é a fé da Igreja.
Partilha de Rosa F. Pinto
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
O que é a catequese?
Define da melhor forma o que é a catequese?
A Catequese é anunciar a Boa Nova, é anunciar Jesus Cristo. A Catequese é uma missão da Igreja Evangelizadora, é um acto essencialmente eclesial. A catequese como acção da Igreja não se pode conceber sem a Igreja. A igreja é para a catequese o Lugar, o Sujeito o Objecto e a Meta. A catequese toma o seu lugar na Igreja como parte do ministério da Palavra. O verdadeiro sujeito da catequese é a Igreja, que continuadora da missão de Jesus e fortalecida pelo Espírito Santo, imita a Mãe de Jesus e conserva o Evangelho no seu coração, anuncia-o, celebra-o, vive-o e o transmite na catequese a todos os que decidiram seguir Jesus. A Igreja ao transmitir a fé que ela mesmo vive e a vida nova, através da iniciação cristã, actua como mãe de todos os homens gerados e concebidos por obra do Espírito Santo e nascidos de Deus. Sendo nossa mãe, a Igreja é também a nossa educadora na fé, na catequese oferece-nos o Evangelho como alimento e como resposta às aspirações mais profundas do coração humano. A Igreja é objectivo e meta da catequese, porque a mesma catequese constrói e edifica a Igreja e acompanha o caminho do seu crescimento, por isso na catequese «a Igreja edifica a Igreja». Assim a catequese deve ser global ligada à palavra de Deus (que provoca a conversão). à Liturgia(que celebra a vida de fé) e ao testemunho cristão como processo estruturado, profética e sacramentalmente a culminar numa vida cristã adulta e comprometida. A Catequese deve ser permanente, acompanhando as diversas fases da vida humana. Ao ser uma tarefa da Igreja é uma tarefa de todos os baptizados. A catequese deve despertar a alegria de ser cristão. A catequese é a Boa Nova e constitui um grande tesouro que contribui para o enriquecimento da pessoa e da sociedade.
Partilha de Marília Domingos
Catequese é vida. É a vida de Jesus, e é a vida de todos aqueles que se transformaram tocados pela Sua vida, bem como a nossa própria vida feita testemunho nos pequenos mundos em que vivemos. Por isso, catequese é também encontro, não é aula, dar uma ficha, fazer um sermão, ter uma conversa, etc.
Deve ser também um processo permanente, englobar todas as pessoas de todas as idades e em todas as etapas de vida. Não é evangelização, que é 1º anúncio e leva à conversão, mas sim, o processo que visa assimilar a doutrina e as verdades da fé que nos levam ao contacto com Cristo.
A catequese pode ser comparada a uma sementeira. Se nesta intervêm o semeador, a semente e a terra e não pode faltar nenhum para que haja colheita, na catequese, intervêm o catequista, a Mensagem (Palavra, Jesus Cristo, etc.) e os catequizandos, para se produzir a fé e a vida na Igreja.
Partilha de João Paulo Moço
A catequese é a transmissão daquilo que se recebeu, de anunciar a outro(s) a sua própria experiência de fé, de convidar o(s) outro(s) a conhecer Aquele que nos leva à verdadeira vida, de contemplar o rosto misericordioso de Deus Pai, fonte de esperança cristã. Não se trata simplesmente de transmitir um saber humano, mas de comunicar na sua integridade a revelação de Deus. À catequese cabe a missão de transmitir os documentos da fé, que têm uma linguagem específica, capaz de dar acesso à Palavra de Deus e introduzir na dinâmica da salvação e nos acontecimentos salvíficos.
A catequese tem a missão de tornar acessível ao homem actual, no seu contexto cultural, a linguagem da fé. A inculturação da fé e o seu diálogo com a cultura será uma das tarefas que terá que assumir a catequese no seu processo de actualização da revelação divina, pelo que há-de possibilitar aos cristãos que não sejam meros repetidores de linguagens mortas, incapazes de dar razões da sua fé na sociedade hodierna, mas sim que dialoguem e dêem testemunho da sua fé.
A catequese é uma acção da Igreja. É a Igreja no seu todo que faz a catequese, cumprindo a sua missão de ser continuadora da missão de Jesus Cristo: levar a Boa Nova a todos os povos. Catequizar significa instruir a viva voz; instruir para bem celebrar. A catequese deve promover o "ser": o crescimento na fé do catequista; uma formação teológica que ajude a consolidar a fé recebida, pelos catequizandos, lhes proporcione certezas básicas dessa fé e os prepare para serem testemunhas e transmissores da mesma. Significa promover a conversão, em ordem a favorecer uma profissão de fé viva, explícita e actuante; ou seja, fazer discípulos de Jesus Cristo. Este objectivo é conseguido na Igreja, como origem, meta e âmbito da catequese. É sempre na comunidade cristã – a catequese é uma actividade de todos os cristãos – que nasce o anúncio do Evangelho, é ela que convida cada pessoa a seguir Cristo
A catequese anuncia o Mistério de Cristo, torna presente esse mistério, suscita e encoraja os novos seguidores de Cristo, a viver de acordo com esse Mistério. Através da catequese os que aderiram a Jesus Cristo abandonam uma maneira antiga de ser e de viver, para entrar numa nova forma de vida. É a introdução progressiva na vida de um grupo, com as suas experiências, crenças e valores, ritos e símbolos.
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Define da melhor forma o que é a catequese?
Partilha de Rosa F. Pinto
A catequese de iniciação cristã, é distinta do anúncio, (Kerigma), semeia os fundamentos da fé naqueles que seguem o Senhor, iniciando-os na plenitude da vida Cristã. É o momento, em que se prepara o catequizando para conhecer, celebrar, viver e contemplar o mistério de Cristo, pondo-o não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo, para que possa participar activamente na realização da comunidade eclesial, no anúncio, testemunho e difusão do Evangelho. É também:
- Uma formação orgânica e sistemática na fé. Mais do que um ensino: é uma aprendizagem de toda a vida cristã, «uma iniciação cristã integral», que favorece um autêntico seguimento de Cristo, centrado na Sua Pessoa.». Actualmente, corremos o risco de transformar a catequese num mero ensino, feito muitas vezes de forma improvisada, sem princípio, meio e fim, Quando a catequese é uma caminhada de fé.
- É uma formação de base, essencial, centrada naquilo que constitui o núcleo da experiência cristã, nas certezas mais profundas da fé e nos valores evangélicos mais fundamentais.
Em síntese: a catequese de iniciação, sendo orgânica e sistemática, não pode reduzir-se ao meramente circunstancial ou ocasional; sendo formação para a vida cristã, supera - incluindo- o mero ensino; e sendo essencial, tem como objectivo aquilo que é «comum» para o cristão, sem entrar em questões discutíveis, nem se transformar em pesquisa teológica. Enfim, sendo iniciação, incorpora na comunidade que vive, celebra e testemunha a fé. Portanto, realiza, ao mesmo tempo, tarefas de iniciação, de educação e de ensino. Esta riqueza, inerente ao catecumenado dos adultos não baptizados, deve inspirar as demais formas de catequese. (Cf. DGC nº-67,68)
UNIDADE DIDÁCTICA 1 - Exercício 7
Define da melhor forma o que é a catequese?
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Primeiro Almoço partilhado do Grupo 08-09 _ Catequética Fundamental
Estamos juntos no mesmo barco, neste Planeta que é a nossa casa....
O que não fizermos, ninguém o fará por nós....
Começa hoje a viver a Amor e a partilha com todos aqueles que te rodeiam....
(assim nasce o compromisso afectivo de uma aprendizagem da vida e de um curso que é mais que simples conhecimento académico...)

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
A missão 'ad gentes' para uma renovação 'ad intra', D. António Couto
no Centro Pastoral da Igreja de Santo António, em Barcelos
A 25 de Outubro, D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga e Presidente da Comissão Episcopal das Missões, brindou a Comunidade Cristã de Santo António, em Barcelos, com a sua presença solícita e fraterna.
Por volta das 21h30, o “bispo com alma de poeta”, oriundo da Sociedade Missionária da Boa Nova, foi acolhido pela Comunidade Cristã com muita alegria e expectativa, de um modo especial pelos jovens do grupo “sem cenas” que fizeram um jogral sobre a “missão” e entoaram um cântico timorense.
Seguiu-se uma breve apresentação do senhor D. António, completada pela leitura de um resumo da sua biografia feito pela Joana, Presidente do Secretariado das Missões de Barcelos, Secretariado que se empenhou em tudo para que, tanto o senhor Bispo como todos os que se deslocaram ao Centro Pastoral dos Capuchinhos, se sentissem bem nessa noite “missionária”.
O frei Manuel Pires, animador daquela Comunidade Cristã, agradeceu ao senhor D. António estar a cumprir o que prometeu quando se dirigiu pela primeira vez à Diocese de que foi nomeado bispo auxiliar: «Querida Arquidiocese de Braga, […] irei ter convosco […] porque muito vos quero.»
“Na pastoral das paróquias, urge mudar tudo do avesso”
No contexto do DIA MUNDIAL DAS MISSÕES, este ano celebrado no dia seguinte, D. António começou por manifestar o seu agrado pelo facto de ver uma comunidade reunida para reflectir sobre a missão, pois este, geralmente, é um tema deixado para segundo plano. Segundo ele, «passamos demasiado tempo a olhar para o umbigo», numa pastoral de manutenção que se preocupa com a organização das paróquias, e só depois com a evangelização; pelo que se torna «urgente, hoje, voltar tudo do avesso», pois a Igreja define-se, pela sua natureza, como missionária.
Em seguida, citou diversos documentos do Magistério da Igreja sobre a “missão”, para passar a mensagem de que «há muita coisa que temos de mudar» e que, pelo baptismo, todos os cristãos – quer sejam bispos, presbíteros, consagrados e consagradas, ou leigos – são missionários e co-responsáveis pela acção missionária. «Ninguém nesta sala está dispensada da tarefa da missão», sublinhou.
Os fiéis leigos são chamados à missão não apenas por uma questão de eficácia apostólica, isto é, «não apenas porque não há padres», mas «porque a missionariedade é, para cada cristão, expressão normal da sua fé». «Quem verdadeiramente encontrou Cristo não pode guardá-lo para si!» (João Paulo II, No Início de um Novo Milénio, 40). Por isso, antes de tudo, como diz o Papa Bento XVI, «a missão é uma questão de amor» (Servos e apóstolos de Jesus Cristo, Mensagem no Dia Mundial das Missões, nº 2). Assim, o esforço missionário não pode ser deixado a algumas pessoas e instituições, ainda que estas sejam indispensáveis.
Novo paradigma da evangelização:
“mais tempo fora da igreja, do que dentro da igreja”
Actualmente, acrescentou D. António Couto, o paradigma da evangelização tem de mudar radicalmente, pois «uma paróquia não pode viver tranquilamente dentro das paredes da igreja, da sacristia ou do salão paroquial». A Conferência Episcopal Italiana é, segundo ele, aquela que, na Europa, mais preocupação tem demonstrado pela questão da missão e da evangelização. Pela sua importância, transcrevemos na íntegra alguns parágrafos que o senhor Bispo citou:
● «A paróquia será tanto mais capaz de redefinir a sua tarefa missionária no seu território quanto mais saiba projectar-se no horizonte do mundo sem delegar apenas em alguns a responsabilidade da evangelização dos povos.»
● «A missão “ad gentes” não é apenas o ponto conclusivo do empenho pastoral mas o seu constante horizonte e o seu paradigma por excelência».
Para D. António Couto, hoje, a verdadeira paróquia, é aquela onde o cristão se reúne para reflectir e celebrar a sua fé, mas «parte para fora e vai ao encontro das pessoas nos cafés, nas casas, nas escolas, nas oficinas. E acrescentou «hoje, o papel do cristão, passa-se mais fora da igreja, do que dentro da igreja.»
“Cuidar da formação dos adultos e idosos”
Outro problema, segundo ele, é que «temos quase todo o nosso equipamento pastoral orientado para a formação dos jovens e crianças». E então poderíamos perguntar-nos, como ele: «E os adultos e idosos? Não temos de cuidar da sua formação?» Assim como quem acaba um curso, passado pouco tempo, é chamado a fazer uma actualização, assim tem de ser também na igreja – afirmou o bispo que é também, desde há muito, e continua a ser, professor de Sagrada Escritura na Universidade Católica Portuguesa do Porto e de Braga.
Para ilustrar o que pretendia dizer, D. António colocou-nos perante o seguinte caso, que ouviu de um leigo italiano: «Os senhores olhem para a sociedade. Imaginem que 90% dos médicos eram pediatras; restavam 10% para cuidar dos adultos e idosos. Na Igreja não estamos a fazer mais ou menos a mesma coisa?»
E ainda assim – acentuou – «falhamos a nossa metodologia», pois ao fim da primeira comunhão, da profissão de fé ou do crisma muitos deixam de participar na vida da Comunidade Cristã. «Cada evangelizado apenas termina o seu curriculum quando ele próprio se torna evangelizador, quando sentir a necessidade de se transformar em evangelizador.»
Paróquia missionária: «missão “ad gentes” dentro do país»
Não podemos, de modo algum, continuar com a actual «metodologia de manutenção, apenas acolhendo aqueles que vêm à igreja», continuou D António, pois desta forma, «não fazemos sentir a todos o calor da nossa vivência de Cristo e do Evangelho».
Uma paróquia missionária, hoje, «tem de passar por ir, necessariamente, ao encontro das pessoas. Os jovens que andam na Universidade devem preocupar-se em levar Cristo a outros jovens que andam na Universidade». Mas não apenas os jovens; «nenhum de nós pode ficar de braços cruzados, tranquilamente, dentro da igreja ou da sacristia». É um imperativo «levar Jesus Cristo a toda a gente».
Voltando a referir-se ao caso da Itália, o senhor Bispo disse que ali já nem sequer se fala de “nova evangelização” mas de missão “ad gentes” dentro do país. É necessário não um novo anúncio, mas «o primeiro anúncio. Um primeiro anúncio feito com todo o ardor».
Então, D. António Couto interroga-se: «Se for só um padre na sua paróquia a anunciar o evangelho, aonde é que chega o Evangelho?» E logo responde: «Quem mais depressa e fundo consegue chegar ao coração das pessoas – nas escolas, nas fábricas – não são os padres mas os leigos!» E olhando novamente para a assembleia: «Vocês conhecem as pessoas; podem ir ter com elas; visitá-las por amor. É assim que se anuncia hoje o Evangelho: por amor».
“Uma pessoa perigosa... no bom sentido”
Para mostrar o que queria dizer, o conferencista contou a história do velho missionário americano Bob McCahill, dos Padres de Maryknoll. Bob McCahill trabalha no Bangladesh há mais de 30 anos, e, como o próprio confessa, nunca anunciou publicamente o Evangelho. O Bangladesh é um país de extrema pobreza e com uma população maioritariamente muçulmana. Bob McCahill faz a sua oração da manhã e celebra a Eucaristia sozinho, na sua barraca, e depois pega na bicicleta e vai ao encontro das pessoas: fala com todos, mas presta particular atenção aos doentes. Muda de terra de três em três anos. No primeiro ano, as pessoas olham este americano com alguma desconfiança. No segundo ano, já o olham com simpatia. No terceiro ano, cria-se um clima de grande simpatia e perguntam-lhe a razão de querer viver no meio deles (muitos até lhe dizem que dava um “bom muçulmano”). É então que ele fala de Jesus Cristo. Quando já há uma imensa simpatia levanta a tenda e começa do zero. Nunca rezou ou falou de Jesus em público!
Há pouco tempo, o padre Bob, deu uma conferência nas Filipinas, onde começou a sua vida como missionário. Começou a sua intervenção olhando as pessoas nos olhos e perguntando: «Algum dos presentes sabe quem é a pessoa mais feliz do mundo ou por acaso algum dos presentes pensa que é a pessoa mais feliz do mundo?» E continuou: «Se estiver aqui alguém que pensa que é a pessoa mais feliz do mundo, fique a saber que eu também penso que sou a pessoa mais feliz do mundo porque sinto em mim o privilégio de servir os mais pobres do mundo com amor.»
Uma pessoa destas é uma «pessoa perigosa. Uma pessoa perigosa no bom sentido» – diz o conferencista. E acrescenta: «Precisamos de muitos padres e leigos como o padre Bob. Hoje não há muitas pessoas dispostas a ouvir grandes discursos, mas estamos num mundo em que cada um de nós pode fazer muito»; e para esta missão de ir ter com as pessoas e de lhes levar este Jesus Cristo «precisamos de todos, de uma rede vastíssima de gente».
D. António Couto, por muitos chamado o “bispo da esperança” – pelo lema que escolheu para o seu episcopado: «Vejo um ramo de amendoeira» (Jr 1,11) – constata com alguma tristeza que permanentemente «nos queixamos de que o mundo não tem valores. Estamos a falar mal do mundo; isto é, mal dos outros». E logo acrescenta que «este nosso discurso está errado. Apenas temos de mostrar os valores que temos. Apenas temos de amar. Temos de amar. E amar este mundo. Estas pessoas».
Para ele, este tempo em que estamos «é o de um cristianismo personalizado, pessoa a pessoa, de coração a coração». Hoje, continua, «o que é decisivo é que cada um de nós se abeire do outro, o trate pelo seu nome, como uma pessoa, e acabe por lhe fazer passar este Jesus Cristo, pelo seu comportamento».
Nova metodologia da missão:
“transformar cada cristão em evangelizador”
A metodologia da missão afigura-se clara ao bispo-biblista: «cada um sair de si» e «tentar transformar cada cristão num evangelizador, porque isso é que é um verdadeiro cristão». E acrescenta: «Dizemos que somos irmãos mas, na verdade, não somos irmãos; somos mais malandros que irmãos»; mas «quando alguém vai ao encontro das pessoas por amor acontecem pequenos milagres».
Neste contexto, leu parte de um poema de Nelly Sachs, judia, prémio Nobel da Literatura em 1966 e que reproduzimos aqui:
«Se os profetas irrompessem
pelas portas da noite
com as suas palavras abrindo feridas
nas rotinas do nosso quotidiano
(…)
Se os profetas irrompessem
pelas portas da noite
à procura de um ouvido como pátria
Ouvido humano
obstruído por mato e por silvas
será que saberias escutar?»
NELLY SACHS, Wenn die Propheten einbrächen
(Tradução de D. António Couto)
«A evangelização, ou a fazem os leigos ou não se fará!»
Este poema, diz D. António, traduz um bocadinho o nosso mundo, «obstruído por erva daninha. Importa, por isso, uma limpeza grande no corpo todo e na alma toda para que possamos outra vez entender que ser cristão é uma coisa nova; uma abertura imensa para escutar a voz de Cristo».
O bispo auxiliar de Braga terminou a sua intervenção, fazendo suas as palavras de D. Francesco Lambiase, bispo de Rimini: «a evangelização, ou a fazem os leigos ou não se fará!»
E citou ainda um filósofo francês: «Enquanto estivermos inquietos, podemos estar tranquilos.» Para logo interpelar, olhando para a nossa realidade: «Parece que estamos todos muito quietos, portanto não podemos estar tranquilos.»
O encontro terminou com um agradecimento a D. António Couto por ele ter partilhado com todos os presentes o tesouro da sua experiência pessoal da “missão” e de Deus.
Frei Hermano Filipe
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Catequética Fundamental Questões VF
Cortesia de tradução Artur Ferreira
Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Sábado, 27 de Setembro de 2008
PAAD Catequética Fundamental 08-09
PAAD Catequética Fundamental FT2008
Para a realização da PAAD aqui se apresenta ficheiro word.
Votos de Bom Trabalho
Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era alegria.(Tagore)
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
ou em
http://www.ecclesia.pt/catecismo/
de uma forma mais interactiva...
Para aprofundar
clique para abrir
EVANGELII NUNTIANDI
Um documento a aprofundar
Clique para abrir
Directório Geral para a Catequese
DIRETÓRIO GERALPARA A CATEQUESE
Um documento a aprofundar...
Clique para abrir
DIRETÓRIO GERAL PARA A CATEQUESE
Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Catequética Fundamental
• Número 1: A Igreja enviada por Jesus para continuar seu trabalho: evangelismo
• Número 2: A Acção Pastoral da Igreja, uma expressão da Evangelização
U.D. 2: Natureza, finalidade e tarefas da catequese
• Número 1: Natureza da catequese
• Número 2: A finalidade da catequese
U.D. 3: O conteúdo catequético: Mensagem do Evangelho
• Número 1: Características e critérios para submissão
• Número 2: Os núcleos do Evangelho Mensagem
• Item 3: A estruturação do conteúdo
U.D. 4: o processo de catequese
• Número 1: Catequese como um processo contínuo
• Número 2: O acto catequético
U.D. 5: Os destinatários da catequese
• Número 1: Os destinatários da catequese: fases da vida
• Número 2: Catequese Especial
U.D. 6: A catequese na Igreja
• Número 1: O ministério da catequese na Igreja
• Número 2: A formação do catequista
• Item 3: A educativas locais de fé
• Ponto 4: A organização da catequese
Um guião para fazer uma caminhada na fundamentação da catequese...
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
Elementos de Metodologia
Desenvolvimento:
A diversidade de métodos está ao serviço da revelação e da conversão apoiado na pedagogia divina
A Transmissão da fé na catequese é um acontecimento de graça, realizada pelo encontro da palavra de Deus com a experiência da pessoa.
Nesta transmissão da fé, a Igreja não possui um método próprio nem único, mas à luz da pedagogia de Deus discerne os métodos de cada tempo, assume com liberdade de espírito tudo o que é verdadeiro, tudo o que é virtuoso; assume todos os elementos que não estão em contradição com o Evangelho e coloca-os ao seu serviço. Discerne os métodos - segundo a idade e a caminhada dos destinatários.
Relação Conteúdo - Método
Existe uma necessária relação e interacção entre o conteúdo e o método. Pois o catequista sabe que o conteúdo da catequese não é indiferente a qualquer método, mas exige um processo de transmissão adequado à natureza da mensagem, às suas fontes e linguagens, às circunstâncias concretas da comunidade eclesial, à condição de cada um dos destinatários a quem se dirige a catequese.
“O princípio da ‘fidelidade a Deus e à pessoa humana’ leva a evitar toda a contraposição ou separação artificial, ou ainda a presumível neutralidade entre método e conteúdo, afirmando, pelo contrário, a sua necessária relação e interacção. O catequista reconhece que o método está ao serviço da revelação e da conversão e, portanto, é necessário servir-se dele. Por outro lado, o catequista sabe que o conteúdo da catequese não é indiferente a qualquer método, mas exige um processo de transmissão adequado à natureza da mensagem, às suas fontes e linguagens, às circunstâncias concretas da comunidade eclesial, à condição de cada um dos fiéis a quem se dirige a catequese” (DGC 149).
Pela sua importância, tanto na tradição, como na actualidade catequética, merecem ser recordados os métodos de aproximação à Bíblia, métodos ou pedagogia do documento, em especial a transmissão, uma vez que a catequese é transmissão dos documentos da fé, os sinais litúrgicos e eclesiais, Sagrada Escritura, liturgia, os Padres da Igreja e os métodos próprios dos meios de comunicação.
Um bom método catequético é garantia de fidelidade ao conteúdo de acordo com a história da catequese, onde se destaca o catecumenato (Cf RICA).
Fala-se hoje, habitualmente da via indutiva e da via dedutiva.
Via indutiva
Esta consiste na apresentação de factos (acontecimentos bíblicos, gostos litúrgicos, acontecimentos da vida da Igreja, e da vida quotidiana...), com o objectivo de discernir o significado que eles podem ter na revelação divina, chegar ao conhecimento das coisas inteligíveis através de coisas visíveis, levando o catequizando a atingir o mistério da sua vida.
Via dedutiva
Explica e descreve os factos a partir das suas causas mas a via dedutiva só terá pleno valor quando tiver presente o processo indutivo.
Em si mesmos são processos legítimos se forem respeitadas todas as regras, o mistério da graça e o dado humano, a compreensão da fé e o processo de inteligibilidade.
A Experiência Humana na catequese
Funções:
- Faz nascer na pessoa interesses, interrogações, esperanças e sonhos. Reflexões e juízos que conferem um certo desejo de transformação à existência;
- Favorece a inteligibilidade da mensagem cristã;
- As funções agora expostas ensinam que a experiência assumida pela fé se torna de certo modo âmbito de manifestação e realização da salvação, sendo aí que Deus alcança a pessoa com a sua graça e a salva.
O catequista deve ajudar a pessoa a ler a própria vivência nesta perspectiva, a descobrir o convite do Espírito Santo à conversão, à esperança. E assim descobrir cada vez melhor o projecto de Deus na sua própria vida.
Torna-se uma tarefa estável da pedagogia catequética iluminar a experiência como dado da fé, que é anúncio dos profetas, a pregação de Cristo e o ensino dos Apóstolos, que é o percurso da Igreja.
Por isso constituem o critério fundamental a seguir para cada encontro entre fé e experiência humana.
Memória
A catequese está vinculada à “memória” da Igreja que manteve viva entre nós a presença do Senhor. O exercício da memória é um elemento construtivo da pedagogia da fé.
As principais fórmulas da fé devem ser especialmente consideradas como objecto de memorização.
É preciso porém que tais fórmulas sejam propostas como síntese (Símbolo apostólico, Pai-Nosso, Ave-maria...).
O essencial é que os textos memorizados sejam ao mesmo tempo interiorizados e compreendidos.
Este processo favorece uma melhor participação da verdade recebida, o que facilita uma resposta pessoal.
3 Intervenientes no processo catequético
O Catequista
“Nenhuma metodologia pode dispensar a pessoa do catequista, em cada uma das fases do processo catequético, por mais experimentada que essa metodologia possa ser. O carisma que lhe é dado pelo Espírito, uma sólida espiritualidade e um transparente testemunho de vida, constituem a alma de todo e qualquer método, e só as qualidades humanas e cristãs do catequista garantem o bom uso dos textos e de outros instrumentos de trabalho.
O catequista é, intrinsecamente, um mediador que facilita a comunicação entre as pessoas e o mistério de Deus, dos sujeitos entre si e a comunidade. Por isso, deve empenhar-se, a fim de que a sua visão cultural, a sua condição social e o seu estilo de vida não representem um obstáculo para o caminho da fé, criando antes as condições mais adequadas, para que a mensagem cristã seja procurada, acolhida e aprofundada.
O catequista não deve esquecer que a adesão crente das pessoas é fruto da graça e da liberdade e, portanto, faz com que a sua actividade seja sempre amparada pela fé no Espírito Santo e pela oração. Enfim, a relação do catequista com o destinatário da catequese é de fundamental importância. Tal relação constrói se através de uma paixão educativa, de engenhosa criatividade, de adaptação e, ao mesmo tempo, de máximo respeito pela liberdade e pelo amadurecimento da pessoa. Através deste sábio acompanhamento, o catequista realiza um dos serviços mais preciosos da acção catequética: ajuda os destinatários da catequese a discernirem a vocação a que Deus os chama” (DGC 156).
A sua actividade e a criatividade durante o processo de formação catequético, assumem o compromisso de viver activamente a fé, a esperança e a caridade, de adquirir a capacidade e a rectidão do juízo crítico de reforçar a decisão pessoal de conversão e de prática cristã.
O Grupo
A comunidade cristã tem de ser referência concreta e exemplar para o caminho de fé de cada pessoa. Isto na medida em que é fonte, lugar e meta da catequese.
O grupo desempenha uma função importante no processo de desenvolvimento das pessoas. O grupo cristão, para além de ter uma dimensão didáctica, é chamado a ser uma experiência de vida eclesial, encontrando na Eucarística a sua meta e a sua manifestação.
Síntese:
- Na transmissão da fé, a Igreja, à luz da palavra de Deus, discerne os métodos de cada época e de cada tempo. Coloca-os ao serviço do Evangelho, tendo como objectivo a educação da fé;
- Os intervenientes do processo catequético são elementos que podem favorecer a mensagem com mais clareza e a uma melhor assimilação dos conteúdos da fé.
Dinâmica:
Cântico à escolha.
Trabalho de grupo: tendo em conta uma sessão de catequese (texto), refira os elementos de metodologia presentes na referida sessão de catequese.
Plenário.
Textos de referência:
DGC 148-162.
CT 31.51.55.R.I.C.A. (Ritual da Iniciação Cristã de Adultos), Preliminares.
em Departamento Arquidiocesano de Catequese 5 Outubro 2007
Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Os «Dez mandamentos da família para a Catequese»
Caríssimos Pais:
A catequese está intrinsecamente ligada a toda a acção litúrgica e sacramental da Igreja, pois é nos Sacramentos, sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude na transformação dos homens. Mas a celebração dos Sacramentos sem um preparação (Catequese) séria, não faz sentido: transforma-se em mero ritualismo que não será capaz de nos transformar, dar vida e felicidade e fazer de nós autênticos cristãos. Por outras palavras, a vida sacramental empobrece-se e depressa se torna ritualismo oco, se não estiver fundada num conhecimento sério do que significam os Sacramentos. E a catequese intelectualiza-se, se não for aurir vida na prática sacramental. Por isso, e porque pretendemos que a nossa Catequese seja cada vez mais verdadeira e útil, vimos pedir a vossa atenção para a ligação da mesma à liturgia da Comunidade, nomeadamente à celebração da Missa Dominical. Em reflexão com os Catequistas decidimos que este ano, para além da Catequese, as crianças e adolescentes serão os responsáveis, com os Catequistas, pela dinamização da Missa Vespertina (de sábado), devendo participar nela de acordo com o Calendário que apresentamos neste folheto.
Todos os Sábados, mesmo em tempo de Férias, a Missa será da Catequese.
Os «Dez mandamentos da família para a Catequese»:
1. Não sois uma ilha. Assim como precisais da família e da sociedade para fazer nascer e crescer o vosso filho, mesmo que a primeira responsabilidade seja sempre vossa, também precisais da Igreja, para que o vosso filho, renascido pelo Baptismo, cresça na fé.
2. Não vos bastais a vós próprios na educação da fé, mesmo que sejais os primeiros catequistas dos vossos filhos. Os catequistas da nossa paróquia estão à vossa disposição,não para ser vossos substitutos, mas para se tornarem vossos colaboradores na educação da fé. O seu trabalho, feito em comunhão com a Igreja, será sempre em vão, sem o vosso empenho e colaboração!
3.Não falteis à Catequese. A Catequese não é um "ensino" avulso e desorganizado.
É uma educação da fé, feita de modo ordenado e sistemático, de acordo com o programa definido pelos Catecismos. As faltas à Catequese (e à Eucaristia da Catequese) quebram a sequência normal da descoberta e do caminho da fé. Velai pela assiduidade dos vossos filhos. E pelo seu acompanhamento, num estreito diálogo com o pároco e os catequistas.
4. Não espereis que a Catequese faça bons alunos. Antes, procurai que ela vos ajude a formar discípulos de Jesus, que O seguem, em comunidade. Não desprezeis a comunidade dos Seus discípulos, a Igreja, nos seus projectos, obras e iniciativas.
5.Não queirais, apesar de tudo, que a Catequese seja o vosso primeiro compromisso cristão. Participar na Eucaristia Dominical é um bem de primeira necessidade. Sabei organizar a agenda do fim-de-semana, pondo a Eucaristia, em primeiro lugar. Custe o que custar!
6.Não queirais que a Catequese substitua as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica nem o contrário. Porque a Catequese, não é uma "aula", em ambiente escolar, dirigida sobretudo à inteligência, e destinada a articular a relação entre a fé e a cultura. A Catequese é sobretudo um "encontro", no ambiente da comunidade, que se dirige à conversão da pessoa inteira, à sua mente, ao seu coração, à sua vida. A disciplina de EMRC e a Catequese não se excluem mas implicam-se mutuamente.
7. Não estejais preocupados por que os vossos filhos "saibam muitas coisas". Mas alegrai-vos sempre, ao verificardes que eles saboreiam a alegria de serem cristãos, e vão descobrindo, com outros cristãos, a Pessoa e o Mistério de Jesus, o Amigo por excelência, o Homem Novo, o Deus vivo e o Senhor das suas vidas!
8.Não exijais dos vossos filhos, o que não sois capazes de dar. Por isso, procurai receber vós próprios formação e catequese, para estardes mais esclarecidos e mais bem preparados. Procurai estar onde eles estão. Rezar e celebrar com eles, de modo a que a vossa fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a família e se exprima na grande família que é a Igreja.
9.Não exijais dos vossos filhos o que não sois capazes de fazer. Procurai pensar e viver de acordo com os valores do Evangelho. Sabeis bem que o testemunho é a primeira forma de evangelização. Deste modo, eles aceitarão melhor a proposta dos vossos ideais e valores.
10. Não cedais à tentação de "mandar" os filhos à Catequese, para vos verdes livres deles ou para fugirdes às vossas responsabilidades.